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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

JOSÉ NIZA E DEPOIS DO ADEUS



No dia em que faleceu o autor da canção "E DEPOIS DO ADEUS", que foi utilizada como senha para dar início ao levantamento militar que em 25 DE ABRIL DE 1974 pôs termo ao regime ditatorial que oprimiu os portugueses durante 48 anos, o Pai do Bicho evoca sumariamente o seu prestigiado percurso.
José Manuel Niza Antunes Mendes, ou simplesmente José Niza (Lisboa, 16/9/1938 - Santarém, 23/9/2011), foi médico, compositor e político português.
Em 1956 foi para Coimbra estudar medicina. É nessa cidade que funda, em 1961, a Orquestra Ligeira do Orfeon Académico de Coimbra conjuntamente com José Cid, Daniel Proença de Carvalho, Joaquim Caixeiro e Rui Ressurreição.

Em 1971 passa a ser responsável pela produção da editora Arnaldo Trindade, Lda. (Discos Orfeu).

Como compositor, José Niza ganhou quatro Festivais RTP da Canção e é o autor da letra da canção "E DEPOIS DO ADEUS".

Foi Deputado em muitas legislaturas colaborando em diversas iniciativas e diplomas legislativos: Código dos Direitos de Autor e Direitos Conexos, Lei de Protecção da Música Portuguesa, Redução do Imposto sobre Importação de Instrumentos musicais, etc.

Hoje, no dia da sua morte, o Pai do Bicho quer deixar aqui o POEMA, que acabou por ser a "chave da porta que Abril abriu..."



"E DEPOIS DO ADEUS"



Quis saber quem sou

O que faço aqui

Quem me abandonou

De quem me esqueci



Perguntei por mim

Quis saber de nós

Mas o mar

Não me traz

Tua voz.



Em silêncio, amor

Em tristeza e fim

Eu te sinto, em flor

Eu te sofro, em mim



Eu te lembro, assim

Partir é morrer

Como amar

É ganhar

E perder.



Tu vieste em flor

Eu te desfolhei

Tu te deste em amor

Eu nada te dei



Em teu corpo, amor

Eu adormeci

Morri nele

E ao morrer

Renasci.



E depois do amor

E depois de nós

O dizer adeus

O ficarmos sós



Teu lugar a mais

Tua ausência em mim

Tua paz

Que perdi

Minha dor

Que aprendi.



De novo vieste em flor

Te desfolhei...

E depois do amor

E depois de nós

O adeus

O ficarmos sós.



E DEPOIS DO ADEUS a JOSÉ NIZA fica a memória do homem que hoje faleceu e do seu legado.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

FREDDIE MERCURY



Freddie Mercury nasceu a 5 de Setembro de 1946 na colónia britânica de Zanzibar. Se fosse vivo completaria hoje 65 anos de idade.
Os pais deram-lhe o nome de Farrokh Bulsara, mas foi como Freddie Mercury que conquistou o mundo.
A banda Queen, formada sob os seus comandos, chegaria aos tops mundiais e tornar-se-ia numa das maiores da história da música, com mais de 300 milhões de discos vendidos em todo o mundo - superando os Beatles
Sempre carismático, extravagante e com um estilo inconfundível, Freddie Mercury tornou cada concerto num momento único, carregado de encenações teatrais, com cenários e roupas espalhafatosas. Freddie Mercury tornou-se no símbolo da banda Queen.
Considerado por muitos como a melhor voz de sempre do mundo da música, o vocalista dos Quenn imortalizou temas como "Barcelona", "We are the champions", Under Pressure”, “Will Will Rock You”, “Love Of My Life”, “Somebody To Love” ou “Don’t Stop me now”. Músicas que ainda hoje passam nas rádios e televisões de todo o mundo. Músicas que se mantêm actuais e que continuam a inspirar gerações de músicos.
Em 1991, com Freddie Mercury muito doente, surgiram rumores de que o cantor tinha sida, o que se confirmou numa declaração feita pelo mesmo a 23 de Novembro, apenas um dia antes de morrer. Freddie Mercury morreu na noite de 24 de Novembro de 1991, na sua casa, chamada de Garden Lodge, que ainda hoje atrai as atenções dos milhões de fãs. Continuam a deixar flores, mensagens e lembranças à porta da mansão, Freddie Mercury continua a ser lembrado.
Como foi cremado, o músico não tem uma sepultura e por isso os sítios por onde passou, como a sua casa, tornaram-se autênticos memoriais. O local onde as suas cinzas foram lançadas não é oficialmente conhecido, mas segundo algumas fontes, apenas Mary Austin, ex-namorada de Mercury, saberá o verdadeiro paradeiro, acreditando-se que terão sido lançadas num rio na Suíça, país adoptado pelo músico, onde conta também com uma estátua em sua lembrança, inaugurada em Novembro de 1992.
O Google comemora hoje a vida de Freddie Mercury com uma animação musical. Vale a pena ver.




Para assinalar o aniversário do cantor, os Queen disponibilizaram, pela primeira vez, o “Live at Wembley Stadium” na íntegra (cerca de hora e meia), no Youtube. O concerto realizado em Julho 1986 em Londres, um dos últimos espectáculos dos Queen, é considerado histórico na carreira da banda e será lançado também numa edição especial em DVD.



segunda-feira, 2 de maio de 2011

OSAMA BIN LADEN (1957-2011)



Bin Laden nasceu na Arábia Saudita em 1957 e consta que tinha mais de 50 irmãos. Era filho do magnata da construção Mohamed Bin Laden. Estudou economia e gestão e o seu primeiro casamento foi com uma prima síria aos 17 anos, crendo-se que tenha tido 23 filhos de, pelo menos, cinco mulheres.
Bin Laden utilizou a sua fortuna para financiar o Jihad (guerra santa) contra os soviéticos e depois contra os americanos.
Financiado pelos Estados Unidos, Bin Laden lutou ao lado de rebeldes contra tropas soviéticas no Afeganistão nos anos 80, o que acabou levando à criação da Al-Qaeda, em 1988, organização fundamentalista islâmica responsável por diversos atentados contra alvos civis e militares nos cinco continentes.
Entre as acções terroristas desencadeadas pela al-Qaeda destacam-se as explosões nos comboios de Madrid (2004), no metro de Londres (2005), os ataques às embaixadas americanas na Tanzânia e no Quénia (1998), discoteca em Bali, Indonésia (2002), a ofensiva contra o navio americano “USS Cole” no Iêmen (2000) e várias acções no Iraque. Mas o atentado que mereceu maior destaque mediático, justificado pela sua grave dimensão, foi a destruição das torres gémeas em Nova York, no dia 11 de Setembro de 2001.
Consta que o número de vítimas mortais resultantes das acções terroristas planeadas e ordenadas por Bin Laden ascende a 5000.
Depois do "Onze de Setembro", os americanos deram início a uma desenfreada caça ao homem a Osama Bin Laden. Após uma década de intensa perseguição encontraram-no e mataram-no em 1 de Maio de 2011. Finalmente puderam fazer a festa.
Porém, não é previsível quanto tempo vai durar a festa, pois as células da al-Qaeda assemelhando-se a um franchising, estão disseminadas e mantêm-se activas.
O Pai do Bicho não rejeita a possibilidade da al-Qaeda querer vingar o seu líder. Essa provável retaliação poderá impedir que o mundo fique mais seguro apesar do desaparecimento de Bin Laden. Todavia a sua morte não deixa de ser importante, pois foi liquidado um dos símbolos do terrorismo internacional.
Vamos esperar para ver...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O CORONEL VITOR ALVES E O ESPÍRITO DE ABRIL



Após o desaparecimento de Fernando José Salgueiro Maia (1944-1992) e Ernesto Melo Antunes (1933-1999), tivemos ontem a notícia do falecimento de Vítor Manuel Rodrigues Alves (1935-2011).
O país ficou mais pobre.
Vítor Alves foi um distinto "Capitão de Abril" que muito arriscou para que a democracia vigorasse em Portugal, pautando a sua actuação pela descrição, firmeza, elegância e moderação.
Daqui a alguns anos já não haverá sequer sobreviventes que sejam testemunhas vivas daquilo que foi o "dia" 25 de Abril de 1974 e, sempre que morre um "Capitão de Abril", fica-nos aquela inquietação subterrânea de que é o próprio espírito da "Revolução dos Cravos" que está a esmorecer na sociedade portuguesa.
Nos tempos que correm, devido às profundas transformações sociais e económicas que nas últimas décadas vêm fustigando o nosso país, fará sentido interrogarmo-nos onde pára o espírito da "Revolução de Abril"?
A História encarregar-se-á de manter na galeria das personalidades mais ilustres, aqueles capitães que devolveram a liberdade e a dignidade ao povo português.
A melhor homenagem que os portugueses poderão prestar aos homens que "fizeram Abril", passará pela capacidade que demonstrarmos para ultrapassar a actual crise, crescendo economicamente para manter a soberania e promover a justiça social.
Vamos conseguir!

Ver aqui a biografia do Coronel Vítor Alves

sexta-feira, 14 de maio de 2010

SALDANHA SANCHES (1944-2010)


José Luís Saldanha Sanches foi militante do PCP quando este partido se encontrava na clandestinidade. Mais tarde passou a militar no MRPP (Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado), partido de inspiração maoísta, que tinha nos seus quadros figuras como Arnaldo Matos, Ana Gomes, Fernando Rosas, Durão Barroso e Maria José Morgado, entre outros.
Amargou 6 anos na prisão devido à corajosa luta que travou contra a ditadura.
A 25 de Abril de 1974 era destacado dirigente do MRPP e director interino do jornal "Luta Popular", órgão oficial do partido.
Por ordem de Otelo Saraiva de Carvalho foi novamente preso no dia 7 de Junho de 1974, onde passou 11 dias, vítima da repressão activa à liberdade de expressão que se verificou num curto período já depois do 25 de Abril. De nada valeu o seu heróico passado revolucionário.
Duas correntes agitavam então o MRPP. Uma, inspirada por Arnaldo Matos, definia o Partido Comunista como o principal inimigo político - era a “linha vermelha”. Outra, liderada por Saldanha Sanches, defendia uma aproximação aos comunistas – era a “linha negra”. Acabou por perder esta guerra e saiu do partido. Nesta divergência política ganhou um feroz inimigo, José Manuel Durão Barroso.
Após a militância política no MRPP, Saldanha Sanches dedicou-se aos estudos fiscais, leccionando na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Fiscalista, professor universitário e comentador político. Era assim que actualmente era conhecido Saldanha Sanches.
Morreu esta madrugada aos 66 anos e deixa viúva Maria José Morgado, procuradora-geral adjunta do Tribunal da Relação de Lisboa.
O País perdeu um acérrimo defensor da democracia e lutador contra a corrupção e a fraude.


Ver interessante entrevista concedida por Saldanha Sanches e Maria José Morgado em:
http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/10/06/«viagem-ao-centro-do-mundo-da-maria-jose-e-do-ze-luis»/

domingo, 25 de abril de 2010

OTELO SARAIVA DE CARVALHO - O ESTRATEGA

Há um ano o Pai do Bicho elegeu para homenagear nesta página a figura de Salgueiro Maia - "o anti-herói". Hoje o destaque vai para uma das personalidades mais mediáticas que influenciou o curso da nossa História.
Foi a partir do Posto de Comando clandestino instalado no Regimento de Engenharia 1, na Pontinha, que um homem dirigiu as operações militares do movimento que derrubou o regime de Marcelo Caetano, em 25 de Abril de 1974. Esse homem foi OTELO SARAIVA DE CARVALHO.Segundo filho de um funcionário dos CTT e de uma empregada dos caminhos-de-ferro, Otelo Nuno Romão Saraiva de Carvalho nasceu em Lourenço Marques (hoje Maputo) a 31 de Agosto de 1936. Evacuado para Lisboa aos seis anos, por sofrer de paludismo, ficou a viver com os avós maternos, frequentando a escola primária da Visconde Valmor. Seguiu-se o Liceu Camões, onde fez o 1º ano, regressando depois a Lourenço Marques, onde fez o 5º ano. O seu herói imaginário era então Robin dos Bosques. Retornou a Lisboa e ao Camões para fazer o 6º ano, mas acabou o 7º ano já em Moçambique. Cumprido o 7º ano, viu-se obrigado a seguir para a Escola do Exército por imposição do avô.
O contacto com os militares spinolistas, mais preparados política e culturalmente, na Guiné permitiu-lhe começar a abrir os olhos. Foi capitão em Angola de 1961 a 1963 e também na Guiné entre 1970 e 1973. Na fase final da guerra, foi um dos principais dinamizadores do movimento de contestação ao Decreto Lei 353/73, que deu origem ao Movimento dos Capitães e ao MFA. A circunstância de ser professor de táctica de Artilharia na Academia Militar aconselhava-o para o desempenho da complexa e arriscada missão de pôr fim à ditadura. Foi por isso designado responsável pelo sector operacional da Comissão Coordenadora do MFA.

Ninguém terá tido na agitada história da democracia portuguesa tanto poder ao seu alcance, nem nunca ninguém o terá recusado de forma tão categórica como ele. Não quis o cargo de chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, que lhe foi oferecido por Spínola logo a seguir ao golpe, e recusou a possibilidade de ascender à Presidência da República, ponderada no "Verão Quente" de 75.Graduado em brigadeiro, foi nomeado Comandante-adjunto do COPCON e Comandante da região militar de Lisboa a 13 de Julho de 1974, tendo passado a ser Comandante do COPCON a 23 de Junho de 1975 (cargo que na prática já exercia desde Setembro de 1974). Foi afastado destes cargos após os acontecimentos de 25 de Novembro de 1975. Fez parte do Conselho da Revolução desde que este foi criado, a 14 de Março de 1975. A partir de 30 de Julho do mesmo ano integra, com Costa Gomes e Vasco Gonçalves, o Directório, estrutura política de cúpula durante o V Governo Provisório, na qual os restantes membros do Conselho da Revolução delegaram temporariamente os seus poderes (mas sem abandonarem o exercício das suas funções).
Conotado com a ala mais radical do MFA, viria a ser preso em consequência dos acontecimentos do 25 de Novembro. Libertado três meses mais tarde, foi candidato às eleições presidenciais de 1976. Volta a concorrer às eleições presidenciais de 1980.Em 1985 foi preso na sequência do caso FP-25. Foi libertado cinco anos mais tarde, após ter apresentado recurso da sentença condenatória, ficando a aguardar julgamento em liberdade provisória. Em 1996 a Assembleia da República aprovou uma amnistia para os presos do Caso FP-25.
Muita gente não sabe ou não compreende que Otelo cometeu alguns erros mas ficou completamente só e o fardo da revolução rebentou-lhe nas mãos.
Amado e odiado com uma intensidade raras vezes anotada na História recente ou remota de Portugal, Otelo Saraiva de Carvalho, o comandante operacional do 25 de Abril, é o herói da mais pacífica revolução da História que importa conhecer.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

FERNANDO NOBRE

O Pai do Bicho propõe hoje conhecermos melhor o perfil de um possível candidato às próximas eleições presidenciais - Fernando Nobre.
Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre nasceu em Luanda em 1951, mudando-se para o Congo com 13 anos.
Em 1967, com 16 anos, foi para Bruxelas, onde fez os seus estudos e residiu durante quase duas décadas, partindo em 1985 para Portugal.
Fernando Nobre é Doutor em Medicina pela Universidade Livre de Bruxelas, onde foi Assistente (Anatomia e Embriologia) e Especialista em Cirurgia Geral e Urologia.
Na Bélgica foi administrador dos Médicos Sem Fronteiras e, já em Portugal, funda a sua grande obra e que será o seu legado para a posteridade: a AMI - Assistência Médica Internacional.
Presidente da organização, Fernando Nobre participou como cirurgião em mais de 250 missões de estudo, coordenação e assistência médica humanitária, acções que tiveram lugar em mais de 70 países de todos os continentes.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Assistência_Médica_Internacional

sábado, 8 de agosto de 2009

RAUL SOLNADO

Morreu hoje aos 79 anos de idade, aquele que o "Pai do Bicho" considera como o melhor actor cómico dos últimos 50 anos.
Além do seu talento, este Homem deixou obra feita.
O seu carácter e altruísmo são um bom exemplo que deveria ser seguido por muitos.
OBRIGADO RAUL!

Ver mais em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Raul_Solnado
http://mjfsantos.multiply.com/calendar/item/10156
http://wapedia.mobi/pt/Raul_Solnado
http://pt.wikipedia.org/wiki/Raul_Solnado

terça-feira, 14 de julho de 2009

PALMA INÁCIO - FALECEU O HERÓI ROMÂNTICO

Morreu hoje um ícone da luta antifascista do nosso país.
Hermínio da Palma Inácio nasceu há 87 anos em Ferragudo, concelho de Lagoa, tendo passado a sua juventude em Tunes, no concelho de Silves.

Aos 18 anos, abandonou Tunes para se alistar voluntariamente na Aeronáutica Militar, sendo colocado na Base Aérea nº 1, em Sintra, onde tirou o curso de mecânico de aeronaves e o de piloto civil para aviação comercial. Nesta altura estabelece relações com Humberto Delgado e com os círculos contestatários a Salazar.
Amante da liberdade e resistente antifascista, Palma Inácio protagonizou algumas das mais rocambolescas acções de luta contra a Ditadura.
Em 1947, participa numa tentativa de golpe de Estado, onde o seu papel consistia em sabotar aviões, mas acabou por ser preso e encarcerado no Aljube, onde foi torturado durante doze dias sem nunca revelar o nome do chefe da operação..
Protagonizou também o primeiro desvio político de um avião, que haveria de fazer as manchetes internacionais, no dia 10 de Novembro de 1961, assaltando o avião da TAP que fazia o percurso de Casablanca para Lisboa e obrigando o piloto a sobrevoar Lisboa a baixa altitude para poder lançar panfletos antifascistas sobre a capital.
Mas foi o assalto ao Banco de Portugal da Figueira da Foz que acabou por ser considerado o maior golpe de que há memória nas finanças da ditadura. Para financiar a luta antifascista, o grupo de operacionais que acompanharam Palma Inácio, e que viriam a formar mais tarde a LUAR (Liga de Unidade e Acção Revolucionária), levaram na altura cerca de 30 mil contos, tendo fugido de avião até Vila do Bispo, de onde continuaram a fuga de carro primeiro para Espanha e depois para França.
Em Novembro de 1973 é de novo detido pela PIDE, depois de ter entrado clandestinamente em Portugal para mais uma operação. Toda a raiva da polícia política contra Palma Inácio desabou sobre ele na primeira noite, em que foi barbaramente espancado.
A 25 de Abril de 1974 a Revolução estava na rua e no dia seguinte chegou a ordem de libertação dos presos políticos. Contudo, Palma Inácio foi o último a sair, pois alguns militares recusavam ver o assalto da Figueira da Foz como uma operação política e resistiram à sua libertação.
Após a Revolução dos Cravos, Palma Inácio passou a ser militante do PS. Embora este partido estivesse por várias vezes no poder em Portugal, nem por isso ele tirou partido do seu passado revolucionário, aceitando cargos ou outras vantagens.
O "Pai do Bicho" rende a sua homenagem ao último(?) herói romântico de Portugal.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

MORREU O PAI DA BANDA DESENHADA PORTUGUESA

"Olá Amiguinhos"! Era assim que Vasco Granja se dirigia aos telespectadores mais jovens que entre 1974 e 1990 assistiam a filmes de desenhos animados que passavam na RTP.
Nesse período, Vasco Granja apresentou filmes da Disney e de produção independente da Europa. Lamenta-se que a maioria dos registos destes programas tenham sido apagados dos arquivos da televisão pública.
Foi ele que criou a expressão portuguesa "desenhos animados".
Granja nasceu em Lisboa, em 1925. Cedo abandonou os estudos e aos 15 anos começou a trabalhar nos Armazéns do Chiado, onde chegou a pintar os cartazes com anúncios para as montras.

No inicio dos anos 50, durante o Estado Novo, integrou o movimento cineclubista em Lisboa, que organizava a projecção de filmes obtidos através das embaixadas, ajudando a financiar a resistência ao regime fascista através da venda dos bilhetes. Nessa altura foi preso seis meses pela PIDE quando militava clandestinamente no PCP. Em 1963 foi preso novamente pela polícia política.
Vasco Granja também trabalhou na Livraria Bertrand na área da publicidade.
Esteve em 60 no festival de animação de Annecy, em França, onde se apaixonou por esta arte.
A sua dedicação à banda desenhada intensifica-se com a edição portuguesa do Tintim, mas foi a televisão que o projectou.
O seu programa regular sobre cinema e animação pôs várias gerações a verem animação do Leste europeu, Estados Unidos e a emblemática Pantera Cor de Rosa.
A seguir à revolução de Abril, dedicou-se aos desenhos animados, tendo ajudado a criar a Associação Portuguesa de Cinema de Animação.
Em 1998, regressou por breves instantes ao pequeno ecrã, tendo participado no programa humorístico «Herman Enciclopédia» onde parodiou os seus próprios programas sobre animação.
Vasco Granja morreu aos 83 anos, em Cascais, na madrugada desta segunda feira.
Era uma figura simpática que em tempos entrou em nossas casas.

sábado, 25 de abril de 2009

SALGUEIRO MAIA - ANTI HERÓI

Enquanto em 25 de Abril de 1974 o "Pai do Bicho" se encontrava em Lisboa, em gozo de férias de uma comissão de serviço militar que prestava em Moçambique, na madrugada desse histórico dia, em plena parada da Escola Prática de Cavalaria em Santarém, um HOMEM dirigia-se assim aos militares:
"Há diversas modalidades de Estado: os estados socialistas, os estados corporativos e o estado a que isto chegou! Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos. De maneira que quem quiser, vem comigo para Lisboa e acabamos com isto. Quem é voluntário sai e forma. Quem não quiser vir não é obrigado e fica aqui." Quem assim falou foi Fernando José Salgueiro Maia, Capitão de Cavalaria, que o "Pai do Bicho" elege como a figura que deve personificar o espírito do 25 de Abril, não olvidando porém, que outros militares tiveram também uma participação importante no golpe que depôs o regime anterior.
À frente de 240 homens e com dez carros de combate da EPC, Salgueiro Maia avançou em 25 de Abril de 1974 sobre Lisboa, ocupou o Terreiro do Paço levando os ministros de um regime ditatorial de quase 50 anos a fugir como coelhos assustados, cercou o Quartel do Carmo obrigando Marcelo Caetano a render-se e a demitir-se. Atingiu o posto de tenente-coronel, recusou cargos de poder. É o mais puro símbolo da coragem e da generosidade dos capitães de Abril.
No dia em que, numa atitude provocatória, um presidente de Câmara (PSD) "reinaugura" um largo homenageando a figura política mais sinistra do Estado Novo...
Num tempo em que se invocam os bafientos em disfarçadas e romanceadas historietas que lhes pretendem dar vida humana para além das galinhas criadas nos jardins de São Bento e em que todos os dias dá à estampa mais um livro, um folheto ou um panfleto a tentar convencer ter sido normal uma ditadura que nos atrasou irremediavelmente no tempo e no pensamento, tem de se evocar quem, sem nada pedir para si, ajudou a banir com determinação e coragem essa gente do mal, da guerra, da ignorância e da intolerância.
Evocar Salgueiro Maia ajuda a combater quem se julga em plano superior e entende ser impossível e intolerável a convivência entre diferentes de pensamento, entre diversos, mesmo que opostos, e que possivelmente teriam sido capazes de ter fuzilado o poder cessante em vez de o exilar se tivessem tido a coragem de o (ao poder demitido) enfrentar.
Evocar Salgueiro Maia é apelar à participação nos actos eleitorais que aí vêm, é justificar a sua realização, é apelar à resistência e à valentia, ao combate ao pensamento único e é fundamentar a ideia de que a democracia se constrói com todos por igual – um ser humano, um voto -, independentemente do estado a que as coisas chegaram.



QUANDO TUDO ACONTECEU...
1944: Em 1 de Julho, nasce em Castelo de Vide, Fernando José Salgueiro Maia, filho de Francisco da Luz Maia, ferroviário, e de Francisca Silvéria Salgueiro. Frequenta a escola primária em São Torcato, Coruche. Faz os estudos secundários em Tomar e em Leiria. - 1945: Termina a 2ª Guerra Mundial. - 1958: Eleições presidenciais. Delgado é «oficialmente» derrotado por Américo Tomás. - 1961: Começa a guerra em Angola. A Índia invade os territórios portugueses de Goa, Damão e Diu. - 1963: Desencadeiam-se as hostilidades na Guiné e em Moçambique. - 1964: Salgueiro Maia ingressa em Outubro na Academia Militar, em Lisboa. - 1965: Humberto Delgado é assassinado pela PIDE. - 1966: Salgueiro Maia apresenta-se na EPC (Escola Prática de Cavalaria), em Santarém para frequentar o tirocínio. - 1968: Integrado na 9ª Companhia de Comandos, parte para o Norte de Moçambique. - 1970: É promovido a capitão. - 1971: Em Julho embarca para a Guiné. - 1973: Regressa a Portugal, sendo colocado na EPC. Começam as reuniões do MFA. Delegado de Cavalaria, faz parte da Comissão Coordenadora do Movimento. - 1974: Em 16 de Março, «Levantamento das Caldas». Em 25 de Abril, comanda a coluna de carros de combate que, vinda de Santarém, põe cerco aos ministérios no Terreiro do Paço e força depois, já ao fim da tarde, a rendição de Marcelo Caetano no Quartel do Carmo. - 1975: Em 25 de Novembro sai da EPC, comandando um grupo de carros às ordens do presidente da República. - 1979: Após ter sido colocado nos Açores, volta a Santarém onde comanda o Presídio Militar de Santa Margarida. - 1984: Regressa à EPC. - 1989-90: Declara-se a doença cancerosa que o irá vitimar. É submetido a uma intervenção cirúrgica. - 1991: Nova operação. A última. -1992: Morre em 4 de Abril.

Fontes consultadas: Vidas Lusófonas, PS Lumiar, Cidadãos por Lisboa, Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra

segunda-feira, 30 de março de 2009

GALILEU GALILEI

O "Pai do Bicho" convida os seus amigos a clicarem na seta central da imagem abaixo para apreciarem a biografia deste extraordinário cientista dos séculos XVI e XVII.

segunda-feira, 2 de março de 2009

NINO VIEIRA - COM FERRO MATA, COM FERRO MORRE

João Bernardo Vieira, conhecido por Nino ou Nino Vieira, electricista de formação, é o exemplo mais marcante do guerrilheiro que se transformou em lenda viva.
Nasceu em Bissau, em 1939, e pertenceu ao primeiro grupo de militantes do PAIGC que frequentou a Academia Militar de Pequim, na China, logo em 1960.
No regresso à Guiné dedicou-se à organização militar da guerrilha no Sul do território. Em 1964, Nino era já, com apenas 25 anos, o comandante militar da zona sul. Será quase sempre no Sul que Nino actuará, transformando esta zona, num dos mais duros, senão o mais duro, de todos os teatros de operações em que as forças portuguesas estiveram empenhadas.
Além da indesmentível coragem, Nino teve também pelo seu lado a sorte que faz os heróis sobreviverem, e foi essa sorte que lhe permitiu escapar por várias vezes a emboscadas montadas pelas forças portuguesas.
Embora se tenha dedicado principalmente à actividade militar, como comandante de unidades de guerrilheiros, Nino Vieira ocupou os mais altos cargos na estrutura do PAIGC, sendo membro eleito do bureau político do seu Comité Central desde 1964, vice-presidente do Conselho de Guerra presidido por Amílcar Cabral em 1965, acumulando com o comando da Frente Sul, e ainda comandante militar de operações, a nível nacional, a partir de 1970. Em 1973, foi eleito deputado e, posteriormente, presidente da Assembleia Nacional Popular, que proclamou a República da Guiné-Bissau, em 24 de Setembro de 1973.
Em 1980, as condições económicas na Guiné deterioraram-se significativamente, o que levou a uma generalizada insatisfação com o governo. Em 14 de Novembro do mesmo ano, Vieira derrubou o governo de Luís Cabral através dum golpe militar sem derramamento de sangue. Em 1984, uma nova constituição foi aprovada, fazendo o país retornar a um regime civil. Em Setembro de 1994 tornou-se o primeiro presidente da Guiné Bissau eleito democraticamente.
Na sequência de uma guerra civil em território guineense foi deposto em 1999 por um movimento de rebeldes liderado por Ansumane Mané e refugiou-se em Portugal.
Em Abril de 2005, pouco mais de dois anos depois de outro golpe militar derrubar o governo do presidente Kumba Yalá, Vieira retornou a Bissau e mais tarde anunciou que se candidataria à presidência nas eleições presidenciais de 2005. Apesar de muitos considerarem Vieira inelegível por causa de processos contra ele e porque vinha do exílio, a Suprema Corte decidiu que ele estava apto a concorrer. O PAIGC, seu antigo partido, optou por apoiar o ex-presidente interino Malam Bacai Sanhá como seu candidato.
De acordo com resultados oficiais, Vieira ficou em segundo lugar na eleição de 19 de Junho com 28,87% dos votos, atrás de Malam Bacai Sanhá, e portanto participou na segunda volta onde oficialmente derrotou Sanhá com 52,35% dos votos, e tomou posse como presidente em Outubro.
Em 28 de Outubro de 2005, Vieira anunciou a dissolução do governo chefiado pelo Primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, seu rival, citando a necessidade de manter a estabilidade; em 2 de Novembro, nomeou seu aliado político Aristides Gomes para o cargo.
Em 1 e 2 de Março de 2009, um golpe de Estado derruba-o: após o assassinato no primeiro dia do Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, morto com uma bomba, no dia 2 o presidente é morto a tiro por militares que mantiveram a sua casa debaixo de fogo. Nino Vieira morre a tentar escapar de casa. Militares retiraram os seus bens pessoais do palácio presidencial, no saque que se seguiu.
(Fonte: Senegambia e Wikipédia)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

ANTÓNIO ALEIXO - POETA CAUTELEIRO

Considerado um dos poetas populares algarvios de maior relevo, famoso pela sua ironia e pela crítica social sempre presente nos seus versos, António Aleixo também é recordado por ter sido simples, humilde e semi-analfabeto, e ainda assim ter deixado como legado uma obra poética singular no panorama literário português da primeira metade do século XX.
No emaranhado de uma vida recheada de pobreza, mudanças de emprego, imigração, tragédias familiares e doenças, na sua figura de homem humilde e simples, havia o perfil de uma personalidade rica, vincada e conhecedora das diversas realidades da cultura e sociedade do seu tempo. Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelão, guarda de polícia e servente de pedreiro, trabalho este que, como imigrante foi exercido em França.
De regresso ao seu país natal, restabeleceu-se novamente em Loulé, onde passou a vender cautelas e a cantar as suas produções pelas feiras portuguesas, actividades que se juntaram às suas muitas profissões e que lhe renderia a alcunha de "poeta-cauteleiro".
Faleceu por conta de uma tuberculose, em 16 de Novembro de 1949, doença que tempos antes havia também vitimado uma de suas filhas.


(Fonte: Wikipédia)

sábado, 31 de janeiro de 2009

NELSON MANDELA

"Sonho com o dia em que todas as pessoas levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos."
(Nelson Mandela)
Nelson Rolihlahla Mandela foi um importante líder político da África do Sul, que lutou contra o sistema de apartheid no país.
Nasceu em 18 de Julho de 1918 na cidade de Qunu (África do Sul). Mandela, formado em direito, foi presidente da África do Sul entre os anos de 1994 e 1999.
Ainda estudante de Direito, Mandela começou sua luta contra o regime do apartheid. No ano de 1942, entrou efectivamente para a oposição, ingressando no Congresso Nacional Africano (movimento contra o apartheid). Em 1944, participou da fundação, junto com Oliver Tambo e Walter Sisulu, da Liga Jovem do CNA.
Durante toda a década de 1950, Nelson Mandela foi um dos principais membros do movimento anti-apartheid. Participou na divulgação da “Carta da Liberdade”, em 1955, documento pelo qual defendiam um programa para o fim do regime segregacionista.
Mandela sempre defendeu a luta pacífica contra o apartheid. Porém, sua opinião mudou em 21 de Março de 1960. Neste dia, policias sul-africanos atiraram contra manifestantes negros, matando 69 pessoas. Este dia, conhecido como “O Massacre de Sharpeville”, fez com que Mandela passasse a defender a luta armada contra o sistema.
Em 1961, Mandela tornou-se comandante do braço armado do CNA, conhecido como "Lança da Nação". Passou a procurar ajuda financeira internacional para financiar a luta. Porém, em 1962, foi preso e condenado a cinco anos de prisão, por incentivo a greves e viagem ao exterior sem autorização. Em 1964, Mandela foi julgado novamente e condenado a prisão perpétua por planear acções armadas.
Mandela permaneceu preso de 1964 a 1990. Nestes 26 anos, tornou-se o símbolo da luta anti-apartheid na África do Sul. Mesmo na prisão, conseguiu enviar cartas para organizar e incentivar a luta pelo fim da segregação racial no país. Neste período de prisão, recebeu apoio de vários segmentos sociais e governos de todo o mundo.
Com o aumento das pressões internacionais, o então presidente da África do Sul, Frederik de Klerk solicitou, em 11 de Fevereiro de 1990, a libertação de Nelson Mandela e a retirada da ilegalidade do CNA (Congresso Nacional Africano).
Em 1993, Nelson Mandela e o presidente Frederik de Klerk dividiram o Prémio Nobel da Paz, pelos esforços em acabar com a segregação racial na África do Sul.
Em 1994, Mandela tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul. Governou o país até 1999, sendo responsável pelo fim do regime segregacionista no país e também pela reconciliação de grupos internos.
Com o fim do mandato de presidente, Mandela afastou-se da política dedicando-se a causas de várias organizações sociais em prol dos direito humanos. Já recebeu diversas homenagens e congratulações internacionais pelo reconhecimento de sua vida de luta pelos direitos sociais.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

CAETANO VELOSO

Uma das figuras mais importantes da música popular brasileira contemporânea, Caetano Veloso começou a cantar e tocar violão em Salvador, onde estudou, ao lado da irmã Maria Bethânia.
Nos anos 60, conheceu Gilberto Gil, Gal Costa e Tom Zé, e juntos começaram a fazer shows.
Em 1965, Maria Bethânia foi chamada para substituir Nara Leão no espectáculo "Opinião", no Rio de Janeiro, e levou Caetano para acompanhá-la.
No mesmo ano, ele foi convidado a gravar o seu primeiro compacto, com "Cavaleiro" e "Samba em Paz".
Em 1967, gravou o primeiro LP, "Domingo", com Gal Costa.
O disco "Tropicália", ao lado de Gil, Gal, Tom Zé, Torquato Neto, Rogério Duprat, Capinam, e Nara Leão, marcou o início do movimento tropicalista.
Em 1968, no 3o Festival Internacional da Canção, chegou a ser vaiado pelo público e teve a música "É Proibido Proibir" desclassificada.
Em 1969, depois de ser preso pela ditadura militar, Caetano partiu para o exílio em Inglaterra, onde lançou discos e compôs canções como "London, London" e "Como Dois e Dois".
Retornou ao Brasil em 1972 e fez shows em várias cidades. O seu regresso gerou alguma polémica: a esquerda acusava-o de se ter alienado da política. Caetano, por sua vez, dava respostas irónicas ou debochadas.
Em 1976 Caetano, Gal, Gil e Bethânia uniram-se de novo e formam o grupo Doces Bárbaros, que gravou um LP. Depois, Caetano lançou um compacto simples com as músicas carnavalescas "Piaba" e "A filha da Chiquita Bacana".
Nos anos 1980, Caetano Veloso gravou e produziu discos, como "Outras Palavras", "Cores, Nomes", "Uns" e "Velô". Em 1986, comandou, ao lado de Chico Buarque, o programa de televisão "Chico & Caetano", onde cantavam e recebiam convidados.
Nos anos 1990, voltou a fazer sucesso com o disco "Circuladô", cuja faixa-título era baseada num poema de Haroldo de Campos. Logo em seguida, "Tropicália 2" refez a parceria entre Caetano e Gil.
Em 1997, saiu o primeiro livro de Caetano, "Verdade Tropical", um relato pessoal sobre sua visão de mundo. O disco "Livro", de 1998, ganhou o prémio Grammy em 2000, na categoria World Music.Talentoso e mediático, Caetano também fez músicas inesquecíveis para o cinema, como "Tieta".
Em 2003 uma música gravada para o filme "Frida" dirigido por Pedro Almodóvar, levou-o aos palcos do Oscar.Em 2004, no CD "A Foreign Sound" fez releituras de canções em inglês, com clássicos de Paul Anka, Elvis Presley, Cole Porter, entre outros, com destaque para "Come as You Are",do Nirvana, além de "Feelings" de Morris Albert, uma das canções mais gravadas de todos os tempos.

(Fonte: Pesquisa efectuada algures na blogosfera)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

ANDREA BOCELLI

Andrea Bocelli nasceu na área rural da Toscana, em 1958, é advogado, tenor, compositor e produtor musical.
Gravou quatro óperas completas (La bohème, Il tovatore, Werther e Tosca), além de vários albuns clássicos e populares.
Bocelli tem dois filhos. Foi casado, mas está separado da única mulher, Enrica. Bocelli possui glaucoma congénito e já vinha perdendo progressivamente a visão quando aos doze anos, enquanto jogava futebol, foi atingido na cabeça perdendo definitivamente a visão. O seu ídolo de infância era Eusébio da Silva Ferreira, jogador de futebol português.
Na infância, Andrea tocava órgão na igreja que se situava perto de sua casa. Aos doze anos de idade venceu o prémio Margherita d'Oro, em Viareggio com a canção "O Sole Mio", constituindo a primeira vitória numa competição musical.
Depois de exercer advocacia durante um ano, Andrea teve aulas de canto do maestro Luciano Bettarini, dedicando-se à música a tempo inteiro.
Em 1992, o astro do rock italiano Zucchero Fornaciari testou Andrea enquanto procurava tenores para fazer um dueto com ele na canção "Miserere"; quando ouviu a gravação, o tenor Luciano Pavarotti implorou a Zucchero para usar Andrea em vez dele mesmo. Enfim, a música foi gravada com Pavarotti, mas Andrea Bocelli acompanhou Zucchero na gira europeia.
Em 1994, Andrea ganhou o Festival de San Remo, com a canção "Il mare calmo della sera", que o levou ao primeiro disco de ouro. No mesmo ano, estreou-se na ópera Macbeth, de Giuseppe Verdi, com o papel de Macduff, cantou no concerto de beneficência de Pavarotti em Modena e apresentou-se para o Papa João Paulo II no Natal.
Em 1995, ficou em primeiro lugar no Festival de San Remo com a canção "Con te partiró".
Depois destes êxitos, a sua carreira internacional é um rol de sucessos.