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sábado, 18 de junho de 2011

UM ANO SEM SARAMAGO



"MAS NÃO SUBIU PARA AS ESTRELAS, SE À TERRA PERTENCIA"
(José Saramago)

São estas as palavras que ficarão gravadas numa placa diante da Casa dos Bicos, em Lisboa, onde junto a uma oliveira serão hoje depositadas as cinzas de José Saramago.

Faz hoje um ano que faleceu JOSÉ SARAMAGO e não obstante se realizarem várias iniciativas para assinalar a data, todas não serão demais para homenagear o NOSSO NOBEL DA LITERATURA.

sábado, 15 de janeiro de 2011

JOSÉ RÉGIO premonitório

Pelo reconhecimento de alguma similitude com a actualidade, o Pai do Bicho apresenta um soneto que José Régio criou já lá vão mais de 40 anos.
Ei-lo:

Soneto quase inédito

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.


JOSÉ RÉGIO

Soneto escrito em 1969.

A tradição ainda é o que era!!!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

´"JOSÉ E PILAR" - Soberbo!!!


O Pai do Bicho teve o privilégio de assistir na noite de ontem, no cinema S. Jorge, em Lisboa, à ante-estreia do filme "JOSÉ e PILAR". A sala estava repleta.
O filme é um retrato surpreendente de um Saramago desconhecido, desmontando preconceitos sobre José Saramago que alguns teimam cultivar.
"JOSÉ e PILAR" mostra o relacionamento quotidiano do casal apaixonado, nas suas casas em Lisboa, Lanzarote e em viagens de trabalho por todo o mundo.
O Saramago que encontramos no ecrã não parece ser um herege, antipático e soturno. É notável o seu apurado e sentido de humor, acompanhando a forma lúcida, mas simples, como vê o mundo.
É impressionante o empenho do casal em mudar o mundo ou, pelo menos, torná-lo melhor.
No final a assistência aplaudiu de pé um filme superiormente realizado pelo jovem Miguel Gonçalves Mendes, que dedicou o seu tempo a acompanhar de perto os últimos anos de vida de José Saramago, permitindo-nos espreitar para dentro da casa do casal.
Este filme, a não perder, estreia quinta-feira, 18-11-2010 e pode ser visto na grande Lisboa, nas salas seguintes:

UCI El Corte Inglés
Lusomundo C.C. Amoreiras
ZON Lusomundo C.C. Colombo
ZON Lusomundo Cascais Shopping
ZON Lusomundo Almada Shopping
ZON Lusomundo Dolce Vita Miraflores



Ficha Técnica:

Título: «José e Pilar»
Título original: «José e Pilar»
Realização: Miguel Gonçalves Mendes
Género: Documentário
País: Portugal
Ano: 2010
Duração: 128 minutos

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

QUINTA PEDAGÓGICA DOS OLIVAIS - Um espanto!

Neste rectângulo à beira-mar plantado existe a cultura de maldizer e é pouco o tempo dedicado a enaltecer aquilo que é positivo.
Contrariando essa tendência, o Pai do Bicho decidiu trazer a este espaço uma obra muito bem conseguida pela Câmara Municipal de Lisboa, que contribui com excelência, inovação e dedicação, para a prestação de serviços na área educativa, privilegiando o contacto com os usos, costumes e tradições rurais, incentivando a partilha de experiências e saberes entre gerações, recriando um ambiente de ruralidade - A Quinta Pedagógica dos Olivais.
Na Quinta Pedagógica é possível viver momentos únicos, participar nas actividades diárias e próprias de uma quinta como a lavoura, hortas e pomares, tarefas do dia a dia dos animais domésticos, descobrir e viver os percursos do pão, do doce e da manteiga, experiências que estão acessíveis a todos.
Situada na freguesia dos Olivais, a Quinta Pedagógica oferece um plano de actividades temáticas e um conjunto de infra-estruturas,que permitem o exercício de várias actividades de carácter cultural, educativo e pedagógico.A realização destas actividades promove a imagem de ruralidade incluindo os vários afazeres da lavoura, pecuária e cozinhas tradicionais (doçaria, queijaria e padaria), as hortas pedagógicas, contacto com os animais, a cerâmica e eventos relacionadas com as festas e acontecimentos do calendário rural.Neste espaço com cerca de 2 ha, cercado por prédios de habitação, podemos encontrar pequenos pradosonde coabitam várias espécies de animais, tais como:
ovelhas,burros,uma vaca,diversos porcos e respectivas ninhadas,patos,um pavão,galináceos de várias raças,papagaios,cavalos, etc.Nesta quinta existe também uma curiosa árvore onde a "criançada" pode dependurar as suas chuchas, num acto que poderá significar a definitiva e dolorosa separação da "borrachinha" que tanto apreciam.Espantalhos elaborados pelos "pequenotes" dão um toque de ruralidade ao cenário.A Quinta Pedagógica dos Olivais é mesmo a delícia da "pequenada"!O Pai do Bicho deixa aqui o convite para uma visita à Quinta Pedagógica dos Olivais, cuja entrada é gratuita e tem as suas portas franqueadas de 3ª a 6ª feira – 9h00 / 17h30, sábados. domingos e feriados – 10h00 / 17h30, encerrando à 2ª feira.
Localização e contactos da Quinta Pedagógica dos Olivais:
Rua Cidade do Lobito, Olivais Sul - 1800-088 Lisboa
Tel.: 21 855 09 30 * Fax: 21 855 09 48
E-mail: quinta.pedagogica@cm-lisboa.pt

Transportes públicos:
Metro: Estação Olivais
Autocarros: 79, 708 e 759


sábado, 11 de setembro de 2010

OS CARROS DOS PRESIDENTES - O MOTOR DA REPÚBLICA

Os "Carros dos Presidentes" saíram de museus e garagens, reunindo-se para contar as histórias que protagonizaram ao serviço da Presidência da República. Este "encontro" de viaturas decorre no espaço exterior do Museu da Electricidade, em Lisboa, numa iniciativa do Museu da Presidência da República em parceria com a Fundação EDP.Vários textos, fotografias e filmes de enquadramento, constituem também uma oportunidade, para os curiosos da História relembrarem os 18 Presidentes da República e os seus mandatos.Nesta exposição dão-se a conhecer as mais representativas viaturas que estiveram ao serviço dos Presidentes da República desde 1910 até aos nossos dias, desde as viaturas pioneiras de tracção animal aos automóveis topo de gama, antigos e contemporâneos, encontrando-se alguns deles ainda no activo.Um vistoso Mercedes blindado com vidros e pneus à prova de bala conta apenas com 10.000 kms. percorridos.Pelo valor de 132 mil escudos encontra-se registado em 1940, nos Mapas de Cadastro dos Bens do Estado um Packard fabricado nos E.U.A..Até um carro desportivo da marca espanhola Pégaso que foi oferecido pelo fabricante ao General Craveiro Lopes marca presença nesta exposição.Um Cadillac, descapotável, com direcção assistida (!!!) e pára-brisas panorâmico foi também adquirido pela Presidência da República em 1954.Uma viatura aberta Rolls Royce adquirida em 1956 pelo Presidente Craveiro Lopes, foi utilizada pelos Presidentes dos E.U.A. e Brasil, respectivamente D. Eisenhower e Kubitschek de Oliveira em visitas de Estado a Lisboa em 1960 e pelos Papas Paulo VI e João Paulo II nas sua peregrinações a Fátima.O carro do Presidente Américo Tomás era um vistoso Rolls Royce adquirido em 1961 pelo valor de 720 mil escudos e, no ano de 1985, foi utilizado pela Rainha Isabel II de Inglaterra por ocasião da sua segunda visita a Portugal.Durante a presidência do Almirante Tomás, em 1966, foi adquirida uma luxuosa limusina Mercedes 600 Sédan.Depois de vários carros "super topo de gama", Mário Soares ficou-se por um "modesto" Citroen CX.Em 2000 a Presidência da República adquiriu um potente Audi A8.Também não faltam nesta exposição um velho "carocha" e três motas afectos à Brigada de Trânsito da GNR, que desempenhavam tarefas de patrulha e desembaraçamento do trânsito por ocasião das deslocações do Presidente da República.Em 1966 foi adquirido, em 2ª. mão, um Porsche que se destinou ao Comando dos serviços de escolta prestados pela GNR em cerimónias oficiais de prestígio a nível de Estado.
O Pai do Bicho recomenda uma visita a esta exposição temporária porque vale a pena apreciar ao vivo os exemplares que estas fotos documentam.


Local da Exposição: Museu da Electricidade
Edifício Central Tejo
Avenida Brasília (Belém) - Lisboa

Duração: de 27-07-2010 a 18-10-2010

Horários: Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta e
Domingo, das 10h00 às 18h00;
Sábado das 10h00 às 20h00

Preço: Entrada livre

sábado, 14 de agosto de 2010

EXPOSIÇÃO POVO-PEOPLE

Integrada nas comemorações do Centenário da República está patente no Museu da Electricidade a exposição internacional "POVO-PEOPLE".
A linha orientadora desta exposição propõe ao público/povo de hoje várias respostas possíveis através de uma nova reflexão visual, estética, simbólica, sociológica e política sobre a génese e a evolução do conceito de POVO. numa mostra que rejeita qualquer conotação ideológica.
Entre quadros e fotografias, cartazes e 'cartoons', entre cinema e literatura, televisão e música, esta exposição procura mostrar os muitos povos que há dentro de um povo.
Marchando alinhados ou em desordenadas manifestações, gritando o nome dos seus ditadores ou avançando sobre eles. Esbracejando agitados num ecrã de televisão ou num estádio de futebol. Caminhando pelas ruas, entrando nas fábricas, nos escritórios, nas suas casas. Falando em uníssono ou em surdina. Entre as multidões ou nas ruas desertas. Em todos os lugares onde há gente há povo. Mas então o que é o povo? É a pergunta que faz a exposição "POVO-PEOPLE", através de 300 obras de arte, e outras tantas centenas de filmes e documentos, procurando precisamente não dar resposta alguma, mas colocar a cada espectador o que é e quem é dentro desse povo.
Depois do 25 de Abril, o povo era sempre representado por uma camponesa, um operário e um militar. No salazarismo, eram as multidões a ouvir os discursos de Salazar. O povo é o mesmo, mas a forma de o olhar e de o representar vai mudando e é essa mudança que esta mostra dá a conhecer.
Vale a pena visitar a exposição e apreciar algumas das preciosidades expostas de autoria de Júlio Pomar, Mário Cesariny, Bordalo Pinheiro, Paula Rego, Vieira da Silva, João Abel Manta entre outros.

Informações úteis:
Local: Lisboa, Museu da Electricidade
Período de exibição: 19 de Junho a 19 de Setembro de 2010
Horário: todos os dias, entre as 10h e as 18h e aos sábados até às 20h
ENTRADA LIVRE
Transportes:
Eléctrico 15 Autocarros 28 – 714 – 727 – 729 – 751
Comboio Cais do Sodré – Cascais (Estação de Belém)
Barco Trafaria – Belém e Cacilhas – Belém

domingo, 8 de agosto de 2010

CONVENTO DE MAFRA - Imperdível

Depois de uma noite marcada pelo fogo que os dragões vomitaram sobre os "milhafres da Luz" (F.C.Porto 2 - S.L.Benfica 0), nada melhor que uma manhã cultural passada no cenário eleito por José Saramago para uma das suas obras, que embora não faça referência a animais pré-históricos nortenhos ou aves de rapina sulistas, alude na sua narrativa a uma ave, esta mais humanizada - a Passarola do Padre Bartolomeu de Gusmão.
Como já deu para perceber, a manhã deste domingo foi dedicada ao Convento de Mafra.
Embora nas manhãs de domingo os visitantes beneficiem de entrada gratuita neste convento mandado erigir por D. João V, vale a pena optar pelo pagamento de apenas 3 euros para usufruir dos serviços dum guia que, com muita dedicação e entusiasmo transmite aos visitantes conhecimentos sobre os espaços palacianos e as obras de arte que os preenchem, sem esquecer o devido enquadramento histórico.
A experiência que vivi esta manhã impele-me a recomendar vivamente uma visita ao Convento de Mafra.
Enquanto não vos for possível seguir a minha recomendação, não quero deixar de partilhar convosco não só as imagens, como toda a história que este monumento encerra.
Daí que vos proponha aceder a um site que vos permitirá um melhor conhecimento do Convento de Mafra, bem como uma visita virtual pelo seu interior.
Para o efeito basta clicarem aqui e, depois de lerem o texto, poderão iniciar uma visita guiada clicando no botão que se encontra no canto superior direito da página.

Espero que gostem...

terça-feira, 6 de julho de 2010

DESABAFO DE SARAMAGO


Eis a resposta que os neo-liberais bem merecem:

«Privatize-se tudo,
privatize-se o mar e o céu,
privatize-se a água e o ar,
privatize-se a justiça e a lei,
privatize-se a nuvem que passa,
privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos.
E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar,
privatizem-se os Estados,
entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas,
mediante concurso internacional.
Aí se encontra a salvação do mundo…
e, já agora,
privatize-se também...
a puta que os pariu a todos.»

José Saramago – Cadernos de Lanzarote - Diário III – pag. 148

terça-feira, 29 de junho de 2010

JOSÉ RÉGIO E O SEU BURRO


Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.


JOSÉ RÉGIO - Soneto escrito em 1969, no dia de uma reunião de antigos alunos.
Tão actual em 1969, como hoje...
E depois ainda dizem que a tradição não é o que era!!!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

JOSÉ SARAMAGO (1922-2010)


José Saramago morreu hoje em Lanzarote, aos 87 anos de idade.
José de Sousa Saramago nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho da Golegã no ano de 1922 e aos três anos de idade acompanhou seus pais que emigraram para Lisboa. Devido a dificuldades económicas familiares apenas concluiu os estudos secundários (liceal e técnico).
Serralheiro mecânico foi a sua primeira profissão, tendo depois exercido outras, a saber: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor, tradutor, jornalista. Publicou o seu primeiro livro, um romance ("Terra do Pecado"), em 1947, tendo estado depois sem publicar até 1966. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na Revista "Seara Nova". Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do Jornal "Diário de Lisboa" onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante alguns meses, o suplemento cultural daquele vespertino. Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do "Diário de Notícias". A partir de 1976 viveu exclusivamente do seu trabalho literário. Foi escritor, argumentista, dramaturgo, romancista e poeta.
Apreciado em Espanha, onde era considerado filho adoptivo, a sua obra foi traduzida para várias línguas, prestigiando a língua portuguesa.
Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa.
A sua insubmissão, combate pela justiça e meio ambiente e fortes convicções, que transparecem no seu legado literário, geraram polémicas.
José Saramago deixa também uma Fundação sem fins lucrativos, dirigida pela sua mulher Maria del Pilar del Rio Sánchez, com o objectivo de promover o estudo da obra literária do seu Instituidor bem como da sua correspondência e espólio e respectiva preservação. José Saramago permanecerá vivo através da obra que nos deixou e que constitui motivo de orgulho para todos os portugueses.

Obrigado José Saramago!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

OBRA DE LEAL DA CÂMARA EM EXPOSIÇÃO

Poucos são os munícipes de Sintra conhecedores da obra de Leal da Câmara. Mas agora têm oportunidade de conhecer o seu trabalho artístico se visitarem o Sintra Museu de Arte Moderna, onde, associado à exposição da World Press Cartoon 2010, está patente uma retrospectiva da obra de Tomás Leal da Câmara, um dos autores mais marcantes do desenho de humor em Portugal.
Esta selecção do espólio da Casa Museu Leal da Câmara em Sintra, composta por pintura, desenho, caricaturas e capas de publicações, pode ser vista até final de Outubro.
Leal da Câmara nasceu em 1876 em Pangim (Nova Goa) e dedicou a sua vida à arte e à caricatura. A sua carreira foi marcada pelo jornalismo gráfico, com uma prática sistemática de crítica da Monarquia, caricaturando ferozmente as figuras públicas do regime e o próprio Rei D. Carlos.

O Pai do Bicho visitou e recomenda esta exposição.
A entrada no museu é livre, podendo ser visitado de terça-feira a domingo entre as 10h00 e as 18h00.

Museu de Arte Moderna de Sintra
Avenida Heliodoro Salgado
2710 - 575 Sintra - Portugal
Telefs.: 21 924 81 70/6



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