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sábado, 1 de maio de 2010

WORLD PRESS CARTOON 2010

Um curioso edifício de 1920 onde num passado recente funcionou a Repartição de Finanças de Sintra e uma escola primária, foi há uns anos convertido no Museu de Arte Moderna de Sintra.
É lá que está patente, até ao próximo dia 4 de Julho, a exposição
World Press Cartoon 2010.
Esta exposição pode ser considerada como um marco de qualidade e prestígio para todos aqueles envolvidos no mundo do humor gráfico na impressão do cartoon. Ela cobre três áreas principais: cartoon editorial, caricatura e cartoon.
No meio de uma riqueza crítica poderá relembrar os grandes momentos do ano de 2009 nas diferentes áreas de poder mediático: saúde, sociedade, personalidades, liberdade e o mais famoso dos últimos tempos: a crise financeira.
No World Press Cartoon 2010 há temas que naturalmente se destacam, como o Prémio Nobel da Paz entregue a Barack Obama, o plano de relançamento militar de Putin e a morte de Michael Jackson.
O Pai do Bicho visitou e recomenda uma visita a esta exposição, que constitui um brilhante instrumento de opinião e sátira social.
A entrada no museu é livre, podendo ser visitado de terça-feira a domingo entre as 10h00 e as 18h00.

Museu de Arte Moderna de Sintra
Avenida Heliodoro Salgado
2710 - 575 Sintra - Portugal
Telefs.: 21 924 81 70/6

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

DA REAL BARRACA AO PALÁCIO DA AJUDA

A família real escapou ilesa a uma catástrofe que dizimou grande parte da população de Lisboa e que tanto impressionou a Europa do tempo, o terramoto de 1755.
A feliz circunstância, que beneficiou os monarcas, foi o facto de se encontrarem em Belém, uma das zonas da capital cujo solo, de características basálticas, evitou o desmoronamento de muitos edifícios.
Em consequência da derrocada do Paço da Ribeira no Terreiro do Paço, os monarcas decidiram escolher como local de residência a zona de Belém-Ajuda, sendo que, apavorado com o terramoto, D. José não quis mais habitar em casas de pedra.Por isso, mandou ereger no alto da Ajuda, local de pouca actividade sísmica, um palácio de madeira e pano, a que se chamou Real Barraca ou Paço de Madeira, onde a Família Real viveu entre 1755 e 1794.
Por descuido de um criado com uma candeia, deflagrou um enorme incêndio, corria o ano de 1794, que destruiu completamente a Real Barraca e grande parte do seu valioso recheio - mobiliário, pinturas, tapeçarias, ourivesaria - é totalmente consumido pelo fogo.Em 1795, o Príncipe D. João aprova a construção de raiz de um novo palácio no local onde existira a Real Barraca. A construção do novo edifício é interrompida em várias ocasiões dados os recorrentes problemas, a nível nacional, de ordem financeira e, até aos dias de hoje, só foram concluídos dois terços do projecto.
Depois da proclamação da República em 1910 o Palácio da Ajuda fica encerrado, reabrindo em 1938 como Museu, reunindo importantes colecções de séc. XV.
Em dois pisos distintos deste Palácio encontram-se os apartamentos privados e as salas nobres para os dias de gala.
Hoje, tal como durante a monarquia, é utilizado pelo Estado português para cerimónias oficiais e o seu museu contem um verdadeiro e único espólio de artes decorativas com colecções que vão do séc. XV ao séc. XX

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

BREVE HISTÓRIA DO PRESERVATIVO


Introduzidos pelos egípcios há mais de 3000 anos, os preservativos chegaram à Europa um milénio mais tarde.
Na Antiguidade, as matérias primas usadas na concepção dos preservativos eram as mais variadas: os chineses faziam-nos com papel de seda untado com óleo; os egípcios utilizavam intestinos de animais cozidos; os cretenses recorriam a bexigas natatórias de peixes.
No século XVI o anatomista italiano Gabriel Fallopius (o mesmo que viria a dar o nome às trompas) recomendava pela primeira vez um incómodo saquinho feito de linho e amarrado com um laço, utilizado para combater a epidemia de sífilis que assolava o Velho Continente.
Um século depois, um médico inglês - conhecido como dr. Condom resolveu criar um protector feito com tripa de animais para o rei Carlos II de Inglaterra, a fim de evitar o nascimento de tantos filhos ilegítimos.
O preservativo como o conhecemos hoje, em látex, só foi patenteado em 1916 por Julius Fromm.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

POBRES DOS NOSSOS RICOS

«A maior desgraça de uma nação é que em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados. Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro e dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.»
«A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos "ricos". Aquilo que têm não detêm. Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade dos outros. É produto de roubo e negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia. Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)»

Mia Couto

(Fonte: e-mail J.Páscoa)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

SARAMAGO E DEUS

«O ser humano inventou Deus e depois escravizou-se a Ele»
(José Saramago)

O novo romance de José Saramago chama-se "Caim" e tem como personagens principais aquela figura bíblica, Deus e a Humanidade "nas suas diferentes expressões".

(Fonte: EFE/Lusa)

O Pai do Bicho convida os seus visitantes a verem o vídeo e reflectirem sobre as palavras de José Saramago. Cada qual tirará as conclusões que lhe aprouver.


segunda-feira, 13 de julho de 2009

CASA DOS PATUDOS

A Casa dos Patudos fica situada em Alpiarça e foi construída entre 1905 e 1909. O autor do projecto foi o arquitecto Raul Lino, por encomenda de José Relvas, que em 1929 legou por testamento a quinta dos Patudos e praticamente todos os seus demais bens ao município de Alpiarça. Entre várias vontades que são referidas nesse testamento, uma delas é que a Casa dos Patudos fosse conservada como museu, que é actualmente referido por especialistas como o mais importante museu autárquico do país e é procurado por muitos milhares de visitantes.
Nessa casa podemos encontrar obras de arquitectura, pintura, escultura e artes decorativas e sumptuárias (azulejaria, porcelana, mobiliário, têxteis e outras) de autores portugueses e de outros países da Europa, com abordagem de "mestres de referência" de Espanha, França, Itália, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Holanda e também dos ricos núcleos de obras da Índia, Pérsia, China e Japão. O vasto leque cronológico estende-se desde os finais da Idade Média até aos inícios do Século XX, oferecendo aos visitantes percurso único e de grande interesse pelos grandes momentos da História da Arte.
Este breve texto foi obtido na wikipédia e só figura neste blogue porque, a convite do meu amigo Marçal Semião, visitei a Casa dos Patudos na passada semana, ficando favoravelmente impressionado. Para isso contribuiu também o empenho e conhecimento duma simpática senhora que nos guiou e prestou todas as informações relacionadas com este fascinante museu.
Por tudo isto recomendo vivamente aos leitores do "Pai do Bicho" que visitem a mansão que mantém em excelente estado de conservação o espólio artístico de José Relvas (1858-1929), que foi figura destacada da 1ª Republica - por ele proclamada, em 5 de Outubro de 1910, da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa, tendo sido também ministro das finanças, primeiro ministro, diplomata, lavrador, fotógrafo, músico, mecenas e filantropo.

:: Contactos
Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça
Rua José Relvas
2090-100 Alpiarça
Telf. 243 558 321 Fax 243 556 444

:: Horário de Funcionamento
Expediente: 9h-12h30 / 14h-17h30
Público:
De Outubro a Março (Inverno):
Manhã: 10h-12h
Tarde: 14h-17h
De Abril a Setembro (Verão):
Manhã: 10h-12h
Tarde:14h-18h
- Encerra à 2ª feira e nos dias 1 de Janeiro; Dia de Páscoa; 2 de Abril; 25 de Abril; 1 de Maio e 25 de Dezembro.
:: Preçário
Grátis até aos 12 anos
1,25 por pessoa, grupos escolares, cartão jovem e reformados
2,5 por pessoa
Depois da visita à "Casa dos Patudos" basta ao visitante atravessar a estrada para aproveitar a tranquilidade transmitida pela paisagem do espelho de água da Barragem dos Patudos e refrescar-se com uma bebida numa arejada esplanada que se encontra no local. Esta é uma sugestão do "Pai do Bicho" para um dia bem passado.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A CRISE SEGUNDO ALBERT EINSTEIN

"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar superado. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la."

Albert Einstein

terça-feira, 23 de junho de 2009

CORVO - SÍMBOLO DE LISBOA


Diz a lenda que os dois corvos vigilantes que figuram nas armas de Lisboa foram os corvos que acompanharam o corpo de S. Vicente durante a viagem de Sagres a Lisboa. O corpo de S. Vicente, diácono de Saragoça, martirizado em Valência durante as perseguições de Diocleciano, no ano de 303, foi trazido para Sagres pelos moçárabes de Espanha, onde permaneceu até 1173.
D. Afonso Henriques ordenou então que os ossos do santo fossem transladados para Lisboa.
Durante muito tempo houve um verdadeiro culto dos corvos na cidade.
A Câmara Municipal tinha no Castelo de S. Jorge uma grande gaiola com corvos. Infelizmente, os bichos desapareceram há mais de dez anos e ninguém os substituiu. Atrás da Sé existiam corvos, que igualmente levaram sumiço.
Também as tabernas tinham quase sempre ao lado uma carvoaria e um corvo, invariavelmente de nome... Vicente.
Tudo isto foi desaparecendo e, qualquer dia, já não há memória deste símbolo de Lisboa. E é uma pena.

quarta-feira, 4 de março de 2009

ARTE CONTEMPORÂNEA "LÁ FORA"

Há muitos artistas portugueses que por uma razão ou por outra resolveram trabalhar no estrangeiro. Eles constituem a nossa emigração cultural.
A Fundação EDP e o Museu da Presidência da República formaram uma parceria com o objectivo de dar a conhecer a produção de arte contemporânea realizada LÁ FORA por artistas portugueses e luso-descendentes expondo cerca de duas centenas de obras, entre pintura, desenho, fotografia, instalação, escultura e vídeo, que dão a conhecer, de forma representativa, o trabalho desenvolvido por 67 criadores portugueses residentes em vários países da Europa, América do Norte e América do Sul.
Esta exposição ocorre num espaço do Museu da Electricidade e conta com nomes como Paula Rego, João Penalva, Edgar Martins, entre outros, do Reino Unido; Rui Calçada Bastos, Filipa César, Adriana Molder ou Noé Sendas, da Alemanha; vindos do Brasil, Fernando Lemos, Ascânio MMM e Artur Barrio; Júlio Pomar ou Rui Patacho, de França; da Holanda, Júlia Ventura e Maria Beatriz. E, ainda, artistas vindos da Suíça, Argentina, Luxemburgo, Itália, Espanha, Canadá e EUA, neste último caso com várias representações, entre as quais, Carlos Bunga, Rigo, Carlos Roque ou José Carlos Teixeira.Além dos nomes mais reconhecíveis pelo público português, há ainda lugar para algumas revelações, como Francisco da Mata, radicado na Suíça, Maria Loura Estêvão (vídeo) e Gérald Petit (fotografia), residentes em França, Marco Godinho, residente no Luxemburgo, ou, ainda, o nova-iorquino Michael de Brito (pintura), todos luso-descendentes e com um percurso artístico consistente em termos internacionais.
Mas não é apenas de hoje que emigram artistas portugueses. E é precisamente para ilustrar a historicidade desses movimentos que Rafael Bordalo Pinheiro, Amadeo de Souza-Cardoso, Vieira da Silva e António Dacosta se incluem nesta Exposição.
Como o "Pai do Bicho" não é nem pretende ser crítico de arte, dispensa-se de tecer mais comentários, não deixando contudo de recomendar uma visita à exposição "LÁ FORA".
Local: Museu da Electricidade
Av. Brasília (Belém)
De 16 de Janeiro a 15 de Março de 2009
Horário: Terça a Domingo, das 10h às 18h
Entrada Livre

Vá até lá!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

ORQUESTRA DO TEATRO BOLSHOI

A Orquestra do Teatro Bolshoi é a mais antiga da Rússia e uma das maiores do mundo. Foi fundada em 1776, ano em que se formou a que seria a futura Companhia do Bolshoi. Segundo um decreto de Catarina II, a orquestra da ópera compunha-se de 35 músicos. A Imperatriz acrescentou a seguinte emenda ao seu decreto: ''Juntar-se-ão, se necessário, músicos da Orquestra do Ballet'', esta constava de 41 elementos.
Nasceu assim a Orquestra do Teatro Imperial Bolshoi, integrada por músicos de corte ''comprados'' aos senhores feudais, por estrangeiros e por outras pessoas livres. A Orquestra participava em todos os dramas musicais e produções de ópera; tocava obras dos compositores russos Sokolovsky, Pashkevitich, Matinski e Fomin. Nos finais do séc. XVIII, quando se apresentaram os primeiros espectáculos de ballet, tanto a Orquestra como o seu repertório foram ampliados, incluindo óperas e bailados de Alyabiev, Vertovsky e Varmalov, bem como obras de Glinka, Serov, Tchaikovsky, Mussorgsky, Borodin Rimsky-Korsakov e Glazunov. A partir da década de 1830, começou a fazer interpretações das óperas mais conhecidas de Mozart, Cherubini, Rossini, Donizetti, Bellini, Weber e, mais tarde, Verdi, Wagner, Bizet, Gounod e Puccini.
Actualmente, a Orquestra do Bolshoi é formada por cerca de 300 elementos, muitos dos quais actuam frequentemente como solistas ou em grupos de câmara, na Rússia e no estrangeiro. Numerosos músicos têm recebido prémios e distinções em concursos de interpretação musical, tanto na Rússia como noutros países. Dos elementos mais antigos, muitos são professores do Conservatório de Moscovo e da Academia de Música Gnesin, tendo como alunos uma grande parte dos mais jovens músicos da formação. Deste modo, é assegurada a continuidade das tradições interpretativas e preserva-se o estilo que caracteriza a Orquestra.
(Fonte: Fundação Calouste Gulbenkian)
Clicando na seta abaixo ao centro do "You Tube", pode ser apreciado o "Requiem de Mozart" tocado na Igreja de Montserrat

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

8 DE DEZEMBRO - FERIADO

A Imaculada Conceição, por Bartolomé Murillo
Comemora-se hoje, 8 de Dezembro, o dia da Imaculada Conceição. Imaculada Conceição de Maria significa que a Virgem Maria foi preservada do pecado original.
A celebração de uma padroeira é uma expressão de respeito por aqueles que confiam na presença de Deus nas suas vidas. Ao longo da História de Portugal, sobretudo em momentos difíceis, quando o país perde a confiança em si próprio, é vulgar observarmos esta evocação divina, fonte de esperança, para refazer Portugal.D. Afonso Henriques, em plena Reconquista por terras de Santarém, pediu a Graça Divina para enfrentar os sarracenos e a partir daqui não mais se deixou de a pedir.Também D. João I, antes da Batalha de Aljubarrota, colocou nas portas da capital inscrições de louvor à Virgem, acabando com a construção do Mosteiro da Batalha, dedicado a Nossa Senhora, em reconhecimento da sua intercepção; o mesmo se passou com o seu esforçado companheiro D. Nuno Alvares Pereira, também ele, em agradecimento a Santa Maria, mandou construir o Convento do Carmo, em Lisboa.O rei D. Duarte também reforçou a devoção a Maria, que foi, assim, acompanhando a vida dos portugueses. Apesar de a veneração, como vimos, desde há muito estar enraizada na Fé dos portugueses, só com D. João IV se oficializou. Com efeito, nas cortes celebradas em Lisboa, no ano de 1646, este monarca declarou a Virgem Nossa Senhora da Conceição Padroeira do Reino de Portugal, prometendo-lhe, em seu nome e no dos seus sucessores, o tributo anual de 50 cruzados de ouro. Ordenou o mesmo soberano que os estudantes da Universidade de Coimbra, antes de tomarem algum grau, jurassem defender a Imaculada Conceição. Comemorou, ainda, este facto com a cunhagem de moedas de ouro e de prata, gravadas no reverso com a imagem de Nossa Senhora. Esta iniciativa régia foi igualmente responsável pelo acréscimo do culto da Imaculada Conceição ao longo do séc. XVII, bem ilustrado pela construção de capelas um pouco por todo o país. Ao longo da 4ª dinastia e até à actualidade nunca mais se abandonou esta veneração.O dogma da Imaculada Conceição foi definido pelo Papa Pio IX, em 8 de Dezembro de 1854.
O Dia da Mãe possui uma carga de afectos e de sentimentos de piedade muito grande.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

SILVINO BAPTIZOU SARAMAGO E O PAI

Na quarta-feira, 3 de Dezembro, será apresentada no CCB, com entrada livre, a última obra de José Saramago, "A Viagem do Elefante" (ver mais em: http://blog.josesaramago.org/). O "Pai do Bicho" presta aqui a sua modesta homenagem ao nosso Nobel da Literatura, transcrevendo uma história curiosa e verídica contada pelo próprio e que o marcou para sempre. Ora leiam:"Contei noutro lugar como e porquê me chamo Saramago. Que esse Saramago não era o apelido do lado paterno, mas sim a alcunha por que a família era conhecida na aldeia. Que indo o meu pai a declarar no Registo Civil da Golegã o nascimento do seu segundo filho, sucedeu que o funcionário (chamava-se ele Silvino) estava bêbado (por despeito, disso o acusaria sempre meu pai), e que, sob os efeitos do álcool e sem que ninguém se tivesse apercebido da onomástica fraude, decidiu, por sua conta e risco, acrescentar Saramago ao lacónico José de Sousa que meu pai pretendia que eu fosse. E que desta maneira, finalmente, graças a uma intervenção por todas as mostras divina, refiro-me, claro está, a Baco, deus do vinho e daqueles que se excedem a bebê-lo, não precisei de inventar um pseudónimo para, futuro havendo, assinar os meus livros. Sorte, grande sorte a minha, foi não ter nascido em qualquer das famílias da Azinhaga que, naquele tempo e por muitos anos mais, tiveram de arrastar as obscenas alcunhas de Pichatada, Curroto e Caralhana. Entrei na vida marcado por este apelido de Saramago sem que a família o suspeitasse, e foi só aos sete anos, quando, para me matricular na instrução primária, foi necessário apresentar certidão de nascimento, que a verdade saiu nua do poço burocrático, com grande indignação de meu pai, a quem, desde que se tinha mudado para Lisboa, a alcunha desgostava. Mas o pior de tudo foi quando, chamando-se ele unicamente José de Sousa, como ver se podia nos seus papéis, a Lei, severa, desconfiada, quis saber por que bulas tinha ele então um filho cujo nome completo era José de Sousa Saramago. Assim intimado, e para que tudo ficasse no próprio, no são e no honesto, meu pai não teve outro remédio que proceder a uma nova inscrição do seu nome, passando a chamar-se, ele também, José de Sousa Saramago. Suponho que deverá ter sido este o único caso, na história da humanidade, em que foi o filho a dar o nome ao pai. Não nos serviu de muito, nem a nós nem a ela, porque meu pai, firme nas suas antipatias, sempre quis e conseguiu que o tratassem unicamente por Sousa."

(Excerto do livro "As Pequenas Memórias" de José Saramago, editado pela "Caminho")

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA

O "Pai do Bicho" traz hoje para o seu espaço a evocação dos acontecimentos que fizeram com que hoje se comemore uma data histórica e convida-os a fazer uma viagem no tempo. Venham daí...
O rei D. Sebastião morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no norte de África, no ano de 1578. Portugal ficou sem rei, pois D. Sebastião era muito novo e ainda não tinha filhos para herdarem a coroa portuguesa. Por essa razão, sucedeu-lhe o parente mais próximo do sexo masculino, seu tio-avô, o cardeal D.Henrique.Mas o problema não ficou solucionado: D. Henrique pertencia ao Clero e por isso não podia casar e ter filhos.Dois anos depois, o cardeal morreu e mais uma vez o parente mais próximo do sexo masculino ocupou o trono. Esse parente era o rei Filipe II, que já governava outros reinos da Península Ibérica (Castela, Leão, Aragão, Catalunha e Navarra). A partir de 1581, passou a governar Portugal. Portugal ficou assim sob o domínio de Espanha, durante os reinados de D. Filipe II, Filipe III e Filipe IV.Os portugueses não se sentiam bem, governados por um rei espanhol. Queriam reconquistar a independência perdida. Houve várias tentativas de revolução, mas todas falharam.
Em 1640, vários nobres planearam em segredo um golpe de Estado e, no dia 1 de Dezembro tomaram de assalto o Paço da Ribeira onde estavam a Duquesa de Mântua, regente de Portugal, e o escrivão da Fazenda do Reino, Miguel de Vasconcelos, que tinha imenso poder. Os Restauradores prenderam a Duquesa e o seu escrivão foi morto a tiro e defenestrado (atirado da janela abaixo) no Paço da Ribeira. Foi assim que Portugal recuperou a sua independência, sendo D. João IV,. Duque de Bragança, aclamado rei, com o cognome de "O Restaurador".

(Fonte: Algures na blogosfera - Compilações)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

PALAVRAS

"Felizmente há palavras para tudo. Felizmente que existem algumas que não se esquecerão de recomendar que quem dá deve dar com as duas mãos para que em nenhuma delas fique o que a outras deveria pertencer. Assim como a bondade não tem por que se envergonhar de ser bondade, também a justiça não deverá esquecer-se de que é, acima de tudo, restituição, restituição de direitos. Todos eles, começando pelo direito elementar de viver dignamente. Se a mim me mandassem dispor por ordem de precedência a caridade, a justiça e a bondade, daria o primeiro lugar à bondade, o segundo à justiça e o terceiro à caridade. Porque a bondade, por si só, já dispensa a justiça e a caridade, porque a justiça justa já contém em si caridade suficiente. A caridade é o que resta quando não há bondade nem justiça."

Publicado em O Caderno de Saramago em 6 de Novembro de 2008.

domingo, 2 de novembro de 2008

HISTÓRIA DO DIA DE FINADOS

O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.
É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.
Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio.
No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava.
Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos.
Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos".
O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados.
O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.

(Fonte: Mons. Arnaldo Beltrami – vigário episcopal de comunicação http://www.arquidiocese-sp.org.br)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

MEC VIROU À ESQUERDA

O "Pai do Bicho" apresenta hoje um pequeno excerto duma entrevista que o MEC deu à "Visão". Cada um tire as suas conclusões sobre esta viragem ideológica. Esta mudança parece indiciar que as pessoas, como seres racionais que são, não se mantêm indiferentes aos sinais dos tempos.

«Viraste à esquerda, na comida?

Virei à esquerda, na vida. Na política, muito! Estou do lado dos pobres e dos fracos. A direita política não toma conta deles. Percebi que é um conjunto de queques e betos, vivendo uma existência paralela. Posso ser conservador, defendendo o pobre, o trabalhador. A esquerda, aliás, é conservadora: não gosta que se estraguem as coisas, defende os pequenos produtores, o que é português, isso tudo. Esta crise deu para notar que a direita está cada vez mais cristalizada na defesa do patrão e do capitalismo. Esses cabrões estão a jogar com abstracções totais, mas que afectam as nossas vidas.»

(Miguel Esteves Cardoso, in «Comer, beber, esquerda… volver!» entrevista de Miguel Carvalho, Visão, nº 815, 16-X-2008)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

MARIA CALLAS - Exposição


Para comemorar os 50 anos da Traviatta em Lisboa (1958-2008), a Fundação EDP e o Teatro Nacional de S. Carlos apresentam em coprodução no Museu da Electricidade em Lisboa, a primeira exposição em Portugal sobre Maria Callas, que integra mais de 700 peças pessoais e documentais da soprano.
Os visitantes têm oportunidade de apreciar uma colecção de 43 vestidos concebidos por Dior, Laurent e outros grandes costureiros e que foram usados por Maria Callas. Estão também expostas várias jóias (colares, pregadeiras, brincos, etc...) e documentação diversa composta por manuscritos e fotos.
A exposição inclui ainda um importante núcleo dedicado à produção da ópera La Traviatta protagonizada por Maria Callas em 1958 no Teatro Nacional de S. Carlos, em Lisboa. O palco do Teatro é recriado a partir do cenário original do Acto II, tendo em frente uma pequena plateia, onde o visitante confortavelmente instalado pode ouvir, com recurso a auscultadores, a gravação do referido espectáculo.
A exposição decorre até 19 de Outubro de 2008, no Museu da Electricidade/Central Tejo, na Av. Brasília (Belém), de Domingo a Sexta-feira, das 10h00 às 18h00 e Sábados das 10h00 às 20h00, encerrando à Segunda-feira. A entrada é livre.
O "Pai do Bicho" achou esta exposição muito interessante e sugere que a visitem.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

LITERATURA PORTUGUESA - Breve História

Portugal passou a ser uma nação independente no ano de 1143 (séc. XII) sob o comando de D. Afonso Henriques. Até esta data, havia na Península Ibérica, os reinos de Navarra, Aragão, Leão e Castela. Deste último, se separou um condado, o Portucalense, que deu origem ao país, Portugal.
Nessa época, a cultura ainda não tinha traços totalmente portugueses (ainda não existia literatura portuguesa de facto) porque as influências da península com a língua latina e as palavras árabes incorporadas pelos dialectos românicos ainda eram muito fortes.
Dos séculos XII ao XIV, a literatura portuguesa resume-se ao Trovadorismo, isto é, às cantigas que eram compostas para serem cantadas ao som de instrumentos pelos trovadores (daí o nome). Este movimento deu início à literatura portuguesa, tendo a sua origem em França, região da Provença e, de lá se espalhou para toda a Europa. Data dessa época a primeira cantiga da literatura portuguesa, considerada seu marco inicial: “Cantiga da Ribeirinha”, de Paio Soares de Taveirós, escrita por volta de 1198.
Dos primórdios da literatura portuguesa há ainda as poesias reunidas nos cancioneiros, colectâneas de cantigas escritas por diversos autores. Os cancioneiros mais importantes são: “Cancioneiro da Ajuda”, “Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa” e “Cancioneiro da Vaticana”.
No século XV já se pode falar numa literatura portuguesa genuína, marcada pelo nacionalismo e diferente de outras da região peninsular. Contribuíram para isso, as grandes navegações portuguesas a partir de 1415, quando Portugal deu início às conquistas de terras até então desconhecidas.
De lá para cá, as épocas literárias sucederam-se e a literatura portuguesa ficou mais rica devido aos grandes autores que foram surgindo.
Eis alguns dos principais autores e correntes da literatura portuguesa:
Gil Vicente – Era Medieval (no teatro).
Luís de Camões – Renascimento, considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa.
Padre António Vieira – Barroco.
Bocage – Arcadismo.
Alexandre Herculano, Almeida Garrett e Camilo Castelo Branco – Romantismo.
Eça de Queirós – Realismo.
Camilo Pessanha e Florbela Espanca – Simbolismo.
No Modernismo, destacam-se os seguintes autores na literatura portuguesa: Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro (na poesia), Fernando Namora, Vergílio Ferreira e Miguel Torga (na prosa).

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO


É normal que o cidadão comum desfrute dos feriados que o calendário lhe oferece, desconhecendo por vezes a razão da sua existência.
Já pensou porque razão tem esta semana um dia de descanso extra?
Porque hoje é feriado comemorando-se a festa da Assunção de Maria, mãe de Jesus, também conhecida como Nossa Senhora da Glória ou Nossa Senhora da Guia.
Embora o "Pai do Bicho" se considere ateu, gosta de saber e partilhar este tipo de informação porque
"o saber não ocupa espaço".

terça-feira, 22 de julho de 2008

CARICATURA POÉTICA

EIS COMO FERNANDO PESSOA VIA O DITADOR:

SALAZAR

António de Oliveira Salazar.

Três nomes em sequência regular...


António é António
Oliveira é uma árvore
Salazar é só apelido.
Até aí está bem.
O que não faz sentido
É o sentido que tudo isto tem.





Este senhor Salazar
É feito de sal e azar.
Se um dia chove,
A água dissolve
O sal
E sob o céu
Fica só azar, é natural.


Oh, c'os diabos!
Parece que já choveu...












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Coitadinho

Do tiraninho!
Não bebe vinho.
Nem sequer sozinho...


Bebe a verdade
E a liberdade.
E com tal agrado
Que já começam
A escassear no mercado.


Coitadinho
Do tiraninho!
O meu vizinho
Está na Guiné
E o meu padrinho
No Limoeiro
Aqui ao pé.
Mas ninguém sabe porquê.

Mas enfim é
Certo e certeiro
Que isto consola
E nos dá fé.
Que o coitadinho
Do tiraninho
Não bebe vinho
Nem até
Café.


Fernando Pessoa - 1935