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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

LENDA DE S. MARTINHO

"Em dia de S.Martinho, vai à adega e prova o vinho" - diz o ditado popular.

Diz a lenda que Martinho, nascido na Hungria no ano 316, era um soldado cujo nome foi escolhido pelo seu Pai, um general romano, em homenagem a Marte o Deus da Guerra e protector dos soldados.
Certo dia de Novembro, muito frio, estando em França ao serviço do Imperador, ia Martinho no seu cavalo a caminho da cidade de Amiens quando de repente começou uma terrível tempestade. A certa altura surgiu à beira da estrada um pobre homem a pedir esmola.Como nada tivesse, Martinho, lembrou-se da sua capa de soldado e, sem hesitar pegou na sua espada, cortou a capa ao meio e deu uma das metades ao pobre para que este se protegesse do frio. Nessa altura a chuva parou e o Sol começou a brilhar ficando, inexplicavelmente, um tempo quase de Verão.
Daí que esperemos, todos os anos, o Verão de S. Martinho, concretamente no dia 11, a data da morte do Santo.
E a verdade é que S. Martinho raramente nos decepciona. Em sua homenagem, comemoramos o dia 11 com as primeiras castanhas do ano, acompanhadas de vinho novo. É o Magusto que faz parte das tradições do nosso País.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

"RÉS-VÉS CAMPO DE OURIQUE"

Faz hoje 256 anos que ocorreu em Portugal um devastador terramoto seguido de um tsunami, que galgou terra. A onda gigante apenas se deteve no limite de Campo de Ourique, um dos pontos mais elevados da cidade de Lisboa.
Foi a partir deste acontecimento ocorrido no primeiro dia de Novembro de 1755 que nasceu a expressão popular "RÉS-VÉS CAMPO DE OURIQUE", que é normalmente utilizada quando se pretende expressar o efeito de um movimento ou acontecimento tangencial a um local referenciado.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ODRINHAS - origem do nome



O Pai do Bicho fez uma pesquisa para satisfazer a curiosidade sobre a etimologia de ODRINHAS - simpática aldeia no concelho de Sintra - e entre várias explicações pareceu-lhe plausível a seguinte:
O nome de ODRINHAS remonta ao seu passado ligado à leiteira Vigor.
Antigamente as pessoas entregavam na fábrica Vigor a quantidade excedentária do leite das vacas que alimentavam nos seus domínios e faziam transportar esse leite em burros, que carregavam "odres".
A palavra "odre" significa vasilha ou saco de couro ou de pele para transporte de líquidos. Por isso ser tão constante nesta aldeia sintrense passou a chamar-se ODRINHAS à terra dos "odres"!
É giro saber estas coisas, não acham?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

"VAI TOMAR BANHO"



Consta que a expressão "VAI TOMAR BANHO" remonta à época da colonização do Brasil.
Depois das Cruzadas, muitos portugueses foram contagiados com sífilis e outras doenças transmissíveis, desenvolvendo medo ao banho e horror à nudez, o que agradou de sobremaneira à Igreja.
Ora, os índios não conheciam a sífilis e já tinham hábitos de higiene. Lavavam-se da cabeça aos pés em banhos de rio, além de usarem folhas de árvore para limpar os bebés e lavarem nos rios as redes onde dormiam.
Devido à falta de banhos, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram mudadas com frequência e raramente lavadas, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem "tomar banho".
Assim nasceu uma expressão que se mantém bem viva nos dias de hoje.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER




Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D`Argent fez o primeiro transplante de córnea num aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a ver. Logo ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Decidiu por isso pedir ao cirurgião que lhe arrancasse olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para história como o cego que não quis ver.

terça-feira, 5 de julho de 2011

"IR AOS ARAMES"

"Ir aos arames" é uma expressão corrente que significa enfurecer-se, zangar-se, melindrar-se.
Era muito utilizada pelos militares portugueses nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial.
Entre as trincheiras de cada exército era montado arame farpado para impedir a circulação dos militares inimigos.
Como essa barreira em arame se ia deteriorando, de vez em quando era necessário alguém “ir aos arames” para os reparar, uma missão muito perigosa porque expunha directamente ao fogo inimigo quem o fizesse.
Os militares que eram nomeados ficavam com má disposição. Daí a expressão
“Ir aos arames”.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

"CAIR O CARMO E A TRINDADE"



O terramoto que assolou Portugal em Novembro de 1755 pode ter sido há alguns séculos, no entanto a expressão popular “cair o Carmo e a Trindade” relativa ao acontecimento em questão, permanece no vocabulário dos portugueses. Muitos são os que hoje ainda usam essa expressão, mas poucos são os que conhecem a sua origem.
Se dermos hoje um passeio por Lisboa, encontraremos ainda muitas igrejas, antigos conventos. Porém, em 1755 Lisboa era coroada por dois grandes edifícios de cariz religioso: o Convento da Trindade e o Convento do Carmo. O primeiro pertencia à Ordem dos Trinitários (religiosos encarregues de resgatar cativos aos mouros), tinha sido construído em meados do séc. XIV, no lugar de uma antiga ermida e era o mais antigo convento de Lisboa; o segundo foi fundado pelo Santo Condestável (D. Nuno Álvares Pereira) no final do séc. XIV em cumprimento de um voto, e entregue à Ordem do Carmo (fundada em finais do séc. XI na antiga cidade de Porfíria, hoje em Israel) da qual o próprio Condestável passou a fazer parte.
Quando o sismo, com epicentro ao largo do sul de Portugal, atingiu a cidade de Lisboa na manhã de 1 de Novembro de 1755, caíram os dois conventos, que, tal como muitos outros templos estavam repletos de fiéis que assistiam à missa do Dia de Finados; tal como caíram centenas de outros edifícios: igrejas, palácios, nomeadamente o próprio palácio real, o Paço da Ribeira (a família real teve sorte, estava no palácio de Belém), mudando assim para sempre a imagem de Lisboa. Deste acontecimento deriva a expressão “cair o Carmo e a Trindade”, que é utilizada para referir um acontecimento com carga negativa ou algo que se pensa ter grandes proporções.
Hoje, o que resta do Convento da Trindade faz parte de uma cervejaria e de edifícios contíguos. O Convento do Carmo, por seu turno, é mais conhecido devido ao seu estado de ruína que mantém desde esse fatídico dia (albergando o museu de arqueológico do Carmo e parte do quartel da GNR).

quarta-feira, 27 de abril de 2011

GUARDAR A SETE CHAVES



No século XIII, os reis de Portugal adoptavam um sistema de arquivamento de jóias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino. Portanto eram apenas quatro chaves.
O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico que lhe era atribuído, algo presente nas religiões primitivas babilônicas e egípcias. Um exemplo da simbologia do número sete é a quantidade de selos com os quais os testamentos romanos eram lacrados na Idade Média. A partir daí começou-se a utilizar o termo "guardar a sete chaves" para designar algo muito bem guardado.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

VÍRUS INFORMÁTICOS

O primeiro vírus de computador foi criado no ano de 1971 por Bob Thomas.

“Eu sou o Creeper, apanha-me se és capaz!”. Era com esta frase provocatória que o primeiro vírus informático aparecia nos ecrãs dos primitivos computadores da Arpanet, a rede informática norte-americana que está na origem da Internet.

O Creeper não passava de uma inocente brincadeira de um programador que apenas quis provar que era possível introduzir programas numa rede informática sem autorização.

Ao longo de quatro décadas o cibercrime disparou exponencialmente: em 1990 foram detectados 1300 vírus, em 2000 existiam 50 mil e em 2010 foram identificados 200 milhões.

Nos últimos cinco anos, estes programas informáticos maliciosos passaram a ter como objectivo o lucro, através de modelos de negócio mais ou menos sofisticados e passaram a fazer parte da guerra industrial entre Estados.

Cuidado que eles andam aí...

terça-feira, 5 de abril de 2011

LENDA DA PRAIA DA URSA

"A poucas centenas de metros do Cabo da Roca existe um pequeno paraíso fotográfico chamado Praia da Ursa. A praia mais ocidental da Europa é um sítio selvagem, fruto de milhões de anos de erosão provocada pela força do oceano atlântico. Para lá chegarmos temos de descer um falésia dificil. Mas quando por fim chegamos ao areal sabemos que valeu o esforço. Escarpas pontiagudas entre falésias elevadas, um pequeno areal e inúmeras rochas trazidas pelo mar fornecem um manancial quase inesgotável de imagens arrebatadoras, principalmente ao fim da tarde quando o sol está perdendo a sua força e se esconde por entre as rochas.Duas gigantescas pedras destacam-se no seu lado Norte fazendo-nos lembrar, a primeira, uma ursa em pose altiva. Uma lenda conta que há muitos milhares de anos, quando a terra estava coberta de gelo, aqui vivia uma ursa e seus filhotes. Quando o degelo começou, os Deuses avisaram todos os animais para abandonarem a beira-mar, mas a ursa, teimosa, recusou-se pois ali tinha nascido e ali queria ficar. Os Deuses enfurecidos transformaram a ursa em pedra e os seus filhotes em pequenos calhaus dispersos à volta da mãe e ali ficaram para sempre dando assim o nome à praia."

(Fonte: mail enviado por R.Hilário)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

"OK"

A expressão inglesa "OK" (okay), que é mundialmente conhecida pra significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, no EUA.
Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam numa placa "0 killed" (nenhum morto), expressando a sua satisfação. Daí surgiu o termo "OK".

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA - Curiosidades (VII)

IMUNIDADE DOS DEPUTADOS
Os deputados não respondem civil, criminal ou disciplinarmente pelos votos e opiniões que emitirem em funções e por causa delas. Não podem ser detidos ou presos sem autorização da AR, salvo por crimes punível com pena de prisão superior a três anos e em flagrante delito. Indiciados por despacho de pronúncia ou equivalente, a AR decidirá se devem ou não ser suspensos para acompanhar o processo. Não podem, sem autorização da AR, ser jurados, peritos ou testemunhas nem serem ouvidos como declarantes nem como arguidos, excepto neste caso quando presos em flagrante delito ou suspeitos de crime a que corresponde pena superior a três anos.
Sem comentários...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

D. MARIA I e A MALDIÇÃO DO SETE

No seguimento da reportagem sobre o passeio realizado no último domingo em Queluz, o Pai do Bicho apresenta hoje uma curiosa estória que complementa algumas explicações narradas durante parte do percurso efectuado na Matinha.
Convido-os a ler...


A HISTÓRIA
D. Maria I nasceu princesa e acabou rainha "possuída pelo demónio". De piedosa a louca foi a sua sina.
Teve uma vida conturbada vivida com o terrível terramoto de 1755, passando pelo atentado a seu pai D. José I e a morte do seu filho primogénito. Horrorizada, assistiu à cruel execução dos Távoras e, aterrorizada, ficou a saber da decapitação na guilhotina dos reis de França.



A ESTÓRIA
Corria o ano de 1777 e ouvidas as 7 badaladas na torre da capela frente aos seus aposentos, naquele dia 7 de Julho, a Rainha foi confessar-se.
7 "Avé-Marias" e 7 "Padre-Nossos" não foram suficientes para lhe quebrantar os "calores" que eram tantos... que passou aquele longo dia na capela.
Chegada a hora das Trindades, mais 7 badaladas... agora já faziam prever o aproximar de tão desejada noite.
Vestida a rigor, com um corpete justo de decote generoso a saltarem-lhes os seios e vestidas as 7 saias do mais fino brocado, não continha a ansiedade.
Mal caiu a noite, sob o Sete-Estrelo, entrou na Matinha pelo portão junto aos jardins do Palácio de Queluz e acompanhada por 7 aias seguiu a íngreme calçada até um outro portão.
Com ela levava 7 laranjinhas doces para oferecer ao seu amante, um dos 7, com quem costuma encontrar-se.
Mal ela adivinhava, o Rei acompanhado de 7 pajens tinha-lhe montado uma emboscada junto ao tal portão, onde foram apanhados em pecado de adultério.
Como castigo, a Rainha foi enviada para o isolamento na Quinta Nova, frente ao Palácio.
Pior sorte teve o seu amante... depois de levar 7 punhaladas foi emparedado, ainda vivo, no muro que foi de imediato erguido para fechar de vez o maldito portão.
Ainda lá está o GRANDE SETE que o Rei escreveu.
Hoje, por vezes, esgueiram-se 7 salamandras e já foram vistas 7 bruxas a rondar o local.
Diz-se que todas as noites 7 de Julho aparece o fantasma da Rainha e se ouve gemer no interior do muro.

sábado, 11 de dezembro de 2010

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA - Curiosidades (VI)

ABONO SUPERIOR AO SALÁRIO MÍNIMO
Os vice-presidentes parlamentares com um mínimo de 20 deputados (PS e PSD), os presidentes das comissões permanentes e os vice-secretários da mesa têm de abono 15% do vencimento - 555 euros. Mais 129 euros do que o salário mínimo nacional.
Sem comentários...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

ALFACINHA - Origem do termo

Não se conhece ao certo a origem da designação de "ALFACINHA" para os habitantes de Lisboa. Crê-se no entanto, que este termo poderá residir no costume que os lisboetas dos finais do séc. XIX tinham de conviverem em almoços domingueiros pelas hortas que existiam nos limites da cidade, onde, juntamente com o habitual peixe frito, consumiam muita salada de alface. Este hábito, pouco comum no resto do país, era visto como estranho ou pitoresco pelos forasteiros, tomando a designação um significado caricatural ou mesmo pejorativo.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

"PARA INGLÊS VER"












A expressão "PRA INGLÊS VER" surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos.
No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim, essas leis eram criadas apenas "PRA INGLÊS VER".
Daí surgiu o termo.

sábado, 13 de novembro de 2010

"DAR COM OS BURROS NA ÁGUA"

Esta expressão popular surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros(a) que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul para Sudeste sobre burros e mulas. O facto era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, e alguns deles até morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado para se referir alguém que faz um grande esforço para conseguir algum feito e não consegue ter sucesso.

(a)Tropeiro é a designação dada aos condutores de tropas, assim designadas as comitivas de burros, mulas e cavalos entre as regiões de produção e os centros consumidores, a partir do século XVII no Brasil.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

DIA DE TODOS OS SANTOS + 1

Celebra-se hoje o Dia de Todos os Santos, cujo primeiro registo, no século IV, teve lugar em Antioquia (Turquia) no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que ainda se mantém nas igrejas orientais. Em Roma, o Dia de Todos os Santos foi introduzido no século VI. Houve a necessidade de instituir este dia devido à falta de dias disponíveis para homenagear o crescente número de Santos. Se repararem no calendário da Igreja, cada dia tem o seu santo.
Há mais santos do que os 365 dias do ano, os quais têm vindo assustadoramente a aumentar na nossa sociedade. Há até um santo de que poucos se lembrarão, mas que o Pai do Bicho entende destacar aqui porque entra constantemente em nossas casas: o
FERNANDO SANTOS. Vejam se conhecem...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

TIRAR O CAVALO DA CHUVA


Pode tirar o seu cavalinho da chuva porque não o vou deixar sair hoje!
No século XIX, quando uma visita era breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, num lugar protegido da chuva e do sol.
Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: "pode tirar o cavalo da chuva". Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.
Nas próximas eleições, muitos gostariam de poder dizer a Sócrates para "TIRAR O CAVALO DA CHUVA"!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

AMOREIRAS

O topónimo de Amoreiras atribuído a um local da cidade de Lisboa deve-se ao facto de o Marquês de Pombal ter, em 1771, aí mandado plantar a classe de árvores com este nome - amoreiras - cujas folhas se destinavam a alimentar os bichos-da-seda, que garantiam a matéria-prima imprescindível para a Real Fábrica da Seda, ali fundada por D. João V.