
A maior desgraça de uma
nação pobre
é que em vez de
produzir riqueza,
produz ricos.
Mia Couto

Comemorou-se hoje o 101º. aniversário da implantação da República em Portugal.
“O desporto profissional não tem nada a ver com a sua prática apenas por diversão. Ele é dominado por ódio, por ciúme, por vaidade e por desprezo a todas as regras, além de um prazer sádico em testemunhar a violência: em outras palavras, é uma guerra sem os tiros.”
«ORDINARIAMENTE todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, governado por vaidades e por interesses de especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?» 
Eu acredito que o sentimento é como a Natureza. Não podemos, em nome da experimentação, da frieza científica, da objectividade e de todas essas coisas, expulsar o sentimento das nossas preocupações e das obras que vamos escrevendo. O sentimento estará sempre na moda, porque homem e mulher sempre sentirão amor. Não se pode matar o amor. Por isso tem uma presença tão importante nos meus romances.
"Um dos argumentos para a existência de Deus é o de que tudo deve ter uma causa. Deus seria a causa da existência do Universo e não teria, ele próprio, uma causa. Mas isto contradiz o próprio argumento que supostamente implica na existência dele. Se tudo tem uma causa, Deus também deveria ter uma. Ou seja, se o pressuposto é verdadeiro, a conclusão é falsa e, se a conclusão é verdadeira, o pressuposto é falso. É um argumento auto-contraditório mas as pessoas não se dão conta disto porque, uma vez tendo chegado onde queriam, preferem não examinar mais a questão."