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sábado, 8 de outubro de 2011

"ZÉ DA MOURARIA" - Tasca Colossal

No antigo bairro lisboeta designado por Mouraria, na encosta do Castelo de S. Jorge que confina com o Centro Comercial da Mouraria existe uma ruela com piso de paralelepípedos onde se encontra o Restaurante "Zé da Mouraria".
Neste simpático bairro onde o fado nasceu e que hoje apresenta uma mistura de residentes de longa data e uma comunidade multicultural, complementado por artistas, estudantes e outros jovens, o "Zé da Mouraria" oferece uma ementa composta por pratos tradicionais que fazem crescer água na boca a qualquer mortal.
A quantidade é apreciável e a qualidade da confecção caseira é transcendente.
A convite do seu amigo Luís, o Pai do Bicho teve o prazer de conhecer esta "mesquita gastronómica" e, no ambiente típico e informal desta tasca castiça, saboreou deliciosas lascas de bacalhau, guarnecidas com grão e batatas a murro, polvilhadas com coentros; tudo a nadar em azeite. O vinho verde tinto era divinal!
O preço não "queima" e o serviço é simpaticamente eficiente.
O "Zé da Mouraria" conquistou mais um freguês.
O melhor certificado de qualidade que esta conceituada tasca tradicional apresenta é a quantidade de seres mastigantes que se juntam à porta esperando um lugar para "encherem o baú". Por isso, convém fazer antecipadamente a reserva de mesa. Contrariamente a Alfama onde, a atmosfera é demasiado comercial - tudo mais caro e menos simpático - devido a uma maior afluência de turistas, a Mouraria ainda tem o clima de autenticidade - simpático e menos dispendioso - sendo por isso mais agradável.O Pai do Bicho recomenda uma visita ao "Zé da Mouraria" e deixa aqui algumas informações úteis.


Rua João do Outeiro, 24
Lisboa
Tel.218 865 436
Aberto para almoços. Jantares só para grupos. Encerra aos domingos. Não aceita cartões de crédito.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

TREMOÇOS - MARISCO DO POVO (Eusébio)


Já gostávamos deles quando era o ‘marisco do povo’, mas agora a ciência apoia a sua elevação ao estatuto de alimento saudável dando-nos boas razões para exigir a sua inclusão na nova roda dos alimentos.
O seu nome vem do árabe “at-turmus”, e é da família das favas e ervilhas. Fiel companheiro da cerveja, o tremoço é um verdadeiro petisco tradicional injustamente votado a alguma indiferença perante o carisma de uns pistácios ou até de uns amendoins.
Servido gratuitamente nas tascas e cervejarias - um pires por cada cerveja -, já não é fácil encontrar nos cafés e esplanadas mais recentes.
Nutricionalmente este modesto bago amarelo está quase ao nível de um bife. Tem três vezes mais proteínas e duas vezes mais fósforo do que o leite de vaca. E mais: é rico em fibras, vitaminas do complexo B, cálcio, potássio, ferro, vitamina E e ómega 3. E ainda mais: o seu reduzido teor em amido converte-o num aliado nada desprezível no controlo dos níveis de açúcar no sangue e um óptimo companheiro das dietas.
As suas propriedades cicatrizantes estimulam a renovação das células da pele... Um verdadeiro elixir, em suma. Os egípcios deviam sabê-lo, consumiam a semente do tremoçeiro há pelo menos três mil anos. Actualmente a Austrália é o maior produtor mundial. Além de Portugal, são também apreciados na América latina e nalguns países da bacia do Mediterrâneo.
Para ser comestível, o tremoço tem de ser cozido e demolhado em água salgada já que o grão seco é tóxico e contém vários alcalóides que lhe conferem um sabor amargo.
Menos conhecidas são suas propriedades como fertilizante. Recentemente uma equipa de investigadores do Instituto Superior de Agronomia desenvolveu um fungicida natural a partir de uma proteína da flor do tremoço que pode ser usado em vinhas, por exemplo. Um autêntico adubo verde.

(Compilação de pesquisas na internet)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

AZEITE - OURO GASTRONÓMICO

Consta que o cultivo da oliveira remonta a 3000 anos a.C. e tanto os gregos como os romanos eram verdadeiros entusiastas na produção do azeite e peritos em descobri-lhe aplicações.
Por muito séculos o cultivo da oliveira ficou restrito a poucos países como: Espanha, Grécia, França, Portugal, e norte de África.
Desde as civilizações antigas mediterrânicas que o azeite é utilizado não só como alimento, mas também como produto básico na medicina tradicional, na higiene, e na beleza.
O azeite, apesar de ser uma gordura saudável, engorda tanto quanto as outras gorduras. Cada 100 g de azeite fornece-nos 900 kcal. Por isso o azeite deve ser utilizado com conta, peso e medida.
Mas é preferível usar o azeite a outras gorduras saturadas como os óleos e margarinas. É que o azeite tem outras vantagens nutricionais, já que é rico em antioxidantes, diminui os níveis de colesterol e contribui para a diminuição do risco de doenças cardiovasculares, acelera as funções metabólicas, melhora o funcionamento do pâncreas, tonifica a epiderme e diminui o risco de determinados tipos de cancro.
Embora não se possa esperar que o azeite opere milagres na saúde, não há duvida que o seu consumo com moderação, ajuda muito.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

COZINHA SEM GORDURA

Chegou ao Pai do Bicho a dica que a laranja cortava a gordura na comida e era dado o exemplo de uma feijoada.
Para obter o resultado anunciado, basta colocar uma laranja inteira, por descascar e devidamente lavada na dita feijoada, cozendo o fruto juntamente com as carnes. A dica acrescenta que, ao cortar a laranja depois de cozida, se comprova que a gordura fica toda no seu interior.
O Pai do Bicho decidiu fazer a experiência na confecção de favas guisadas com enchidos e entrecosto e constatou que o cozinhado apresentava um teor muito reduzido de gordura, sentindo-se em cada variedade de enchidos e carnes o seu autêntico paladar. As favas apresentaram-se deliciosas sem terem assimilado muita gordura.
Esta nuance pode ser aplicada na confecção de vários pratos, que sejam compostos de enchidos, entrecosto, toucinho, etc...
Se adoptarmos este procedimento teremos certamente uma alimentação mais saudável.
Coitadas das laranjas!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

PEIXE GATO OU PANGA

Quando me desloco ao hipermercado da minha área de residência para efectuar as habituais compras, gosto de apreciar a zona de venda de peixe. Nas últimas visitas reparei que na área dos produtos congelados havia uma novidade; filetes branquinhos de peixe gato, também conhecido por panga.
Falando com os meus botões interroguei-me que peixe seria aquele e qual a sua proveniência.
Não voltei a pensar no assunto até que recebi alguns e-mails a alertar para os elevados níveis de veneno existentes no espaço físico habitado por esta espécie e sua alimentação pouco saudável.
Depois de satisfazer a minha curiosidade sobre o peixe gato ou panga, decidi não incluir esta espécie no meu cardápio.
Em
http://garficopo.blogspot.com/2009/06/panga-peixe-gato-riscado-ou-riscar.html poderão encontrar alguma informação sobre o assunto.
Comer ou não peixe gato é uma decisão que compete a cada um. O "Pai do Bicho" só fez eco do receio de alguns.

terça-feira, 24 de março de 2009

CABRITO NO FORNO

Algumas vezes estas páginas veicularam algumas recomendações relativamente a cuidados a ter com a saúde e em particular com a alimentação. Contudo, o povo diz que "perdoa-se o mal que faz pelo bem que sabe" e o "Pai do Bicho" acrescenta que nos tempos que correm, convém por vezes esquecer algumas promessas de saúde e muitos anos de vida e cometer aqui ou acolá um pequeno devaneio que nos dê prazer.
Foi a pensar nos pequenos prazeres que a vida nos oferece que hoje vos recomendo um delicioso pitéu, cuja receita passo a descrever:

Ingredientes:
1,5 kg de cabrito

125 g de bacon em fatias
12 dentes de alho
0,5l de cerveja
6 folhas de louro
1 colher (sopa) de margarina
1 colher (sopa) de bagos de zimbro
Sal, pimenta e alecrim q.b.

Preparação:
Corte o cabrito em pedaços, tempere com sal e pimenta moída na altura e coloque num tabuleiro de ir ao forno, untado com a margarina. Junte as fatias de bacon alternadamente com os pedaços de carne, as folhas de louro, o alecrim, o alho descascado e o zimbro. Regue com cerveja e leve ao forno quente (250º). Vá virando a carne e deixe assar mais uns 25 minutos. Durante este período, vire a carne mais duas ou três vezes. Assim que os pedaços de cabrito estiverem bem assados, deixe no forno mais 10 a 20 minutos, virando a carne de 5 em 5 minutos até que fique caramelizada e perfumada.
Acompanha com batata a murro e salada.

Observações:
Preço do cabrito: entre 10 a 12 euros o kg. (nesta época).
Meio cabrito pode ter entre 2,5 a 3,5 kgs. e dá para 5 a 6 bocas.

O "Pai do Bicho" deixa aqui esta sugestão que pode ser aproveitada para uma refeição (não muito dispendiosa) num dia em que recebam visitas.
Bom apetite!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

CASA DO ALENTEJO

Se é apreciador da cozinha alentejana e não desdenha satisfazer o apetite saboreando cação assado no forno com amêijoas e pimentos, ensopado de tamboril, bacalhau de coentrada, feijoada de chocos, lulas à alentejana, bacalhau gratinado com espinafres, caldeirada de peixe com poejos, migas de bacalhau, facinhas de porco assadas esparregado e migas de batata, tomatada de galinha, lombo assado recheado com ameixas, coelho à São Cristovão, poejada de borrego, lombinhos de porco com molho de vinho tinto, borrego assado à alentejana, migas com entrecosto e outros pratos, sopas e doces tipicamente alentejanos, encontra tudo isto na Casa do Alentejo.
Esta instituição de representação do Alentejo em Lisboa fica instalada num antigo palacete primorosamente decorado, onde se nota a influência da cultura árabe, logo a começar pelo saguão que lembra Marrocos, pelos seus mosaicos no chão, assim como os arcos de ferradura ornamentados com pequenos rebordos que sustentam o edifício.

Mas, quando a fome aperta, a cultura que mais nos interessa são os petiscos que por cá se cozinham. E para não se esperar mais, ruma-se directamente até ao primeiro andar, onde encontramos o restaurante.
O "Pai do Bicho" fez hoje uma visita gastronómica/cultural à Casa do Alentejo e tem todo o prazer em recomendá-la aos seus amigos. As instalações são acolhedoras, o pessoal é simpático, a lista é variada, a confecção é excelente e o preço médio ronda os 15 euros.
Durante os dias úteis ao almoço há "pratos do dia", cujas meias doses são bem aviadas e mais económicas.
Se integrar um grupo em número superior a quatro pessoas, convêm marcar mesa antecipadamente e podem usufruir da vantagem de fazer umas "vaquinhas".
Depois da refeição não esqueça de visitar o pequeno museu etnográfico existente no local.
Localização:Rua Portas de Santo Antão 58 - Lisboa
Telefone: 213405140
Animação: Presença de grupos cantares alentejanos e bailes aos Domingos.
Dia de Encerramento: Não tem
Horário de Funcionamento: Das 12:00 às 15:00 e das 19:00 às 23:00.
Horário de Encerramento: 23:00

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

"O CONDE DE TELHEIRAS"

Vale a pena ir a Telheiras para apreciar algumas das especialidades da cozinha tradicional portuguesa, servidas por pessoal simpático, num espaço bonito e acolhedor. Pode encontrar tudo isto no Restaurante "O Conde de Telheiras".
Só de pensar no naco na pedra, polvo à lagareiro, arroz ou massada de marisco, posta mirandesa, sopa de cação, secretos de porco preto e outros pitéus, cresce-me a água na boca.
O "Pai do Bicho" ficou muito agradado com este restaurante e por isso recomenda-o vivamente aos seus amigos.
Para saber a localização deste restaurante de visita obrigatória, conhecer melhor a sua identidade, o seu variado e extenso menu e respectivos preços, sugiro que entre no site:
http://www.condedetelheiras.com/ .
Vá até lá que não se arrependerá.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

ESPAÇO AÇORES - GASTRONOMIA

Em Lisboa, frente à igreja da Boa-Hora, junto ao Mercado Municipal, existe um restaurante que faz as delícias dos apreciadores da gastronomia típica açoreana.
Com capacidade para 50 pessoas a sala tem uma decoração harmoniosa e uma deslumbrante vista sobre o Tejo.
O serviço é muito bom. A confecção e a apresentação dos pratos é excelente.
Perante a ementa torna-se difícil fazer uma escolha sem lamentar a incapacidade de poder provar vários pratos, tal é a variedade da comida típica açoreana.
Pode degustar o cozido das furnas ao domingo e experimentar o buffet açoreano à quinta-feira.
O preço médio por pessoa rondará os 15/20 euros.
Se outros motivos não houvesse para justificar uma visita a este restaurante, valeria a pena apenas pelo facto de sentir que o "Espaço Açores" é, pelos motivos acima expostos, marcadamente diferente.
Para mais informações consulte o site:
http://www.espacoacores.com/ementas.htm

Espaço Açores
Largo da Boa-Hora - Ajuda
(Junto ao Mercado Municipal)
Lisboa
Tel: 213640881/ 213640353
Recomenda-se a marcação de mesa
Encerra às terças feiras.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

PÁTIO DO BURGO - COZINHA RIBATEJANA

De visita ao Ribatejo, concretamente à terra que viu nascer José Saramago, de seu nome Azinhaga (a), o "Pai do Bicho" conheceu um acolhedor restaurante tipicamente ribatejano que lhe encheu as medidas.
A decoração rústica é agradavelmente adequada a um ambiente familiar onde impera a simpatia dos proprietários, que primam em satisfazer o cliente.
A confecção é excelente e a quantidade mais que suficiente. As entradas são variadas e os pratos enquadram-se na cozinha regional ribatejana.
O "Pai do Bicho" bateu-se com um prato de enguias fritas acompanhadas de migas de ovas e regadas com vinho da casa, por sinal um tinto ribatejano encorpado, que se bebe muito bem. De tal modo este prato foi bem servido, que não restou espaço estomacal para absorver uma das sobremesas caseiras que a lista integra.
A relação preço/qualidade é interessante, podendo o preço médio por refeição situar-se entre 12,5 e 17,5 euros.
É de toda a conveniência fazer previamente marcação de mesa.
Enquanto digere a refeição e para não se fazer logo à estrada, poderá o visitante passar por um pólo da Fundação José Saramago, existente nesta simpática aldeia, onde terá oportunidade de apreciar um pouco da história de vida e obra do escritor.
Aqui ficam os dados do restaurante que o "Pai do Bicho" recomenda:

Restaurante O Pátio do Burgo
Golegã - Azinhaga
R. Misericórdia 16/20, Azinhaga
2150-021 Azinhaga
Tel. 249 957 216
Tlm. 966 345 335

(a) - Em Santarém apanhar a estrada para Torres Novas e seguir sempre na direcção da Golegã. A 25 kms. da capital do Ribatejo encontrará a Azinhaga (ver mapa abaixo).

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

PATO BRAVO


Uma grande parte da actividade económica do país paralisa no mês de Agosto. É assim há muitos anos e parece que a tradição teima em manter-se.
Passei a manhã de hoje em Lisboa e chegada a hora de almoço procurei um restaurante que satisfizesse a minha necessidade estomacal.
Em Agosto esta procura não é tarefa fácil porque a restauração não se revela indiferente à tradição e uma parte significativa dos seus profissionais decide "ir a banhos", encerrando os comedouros a quem deles necessita.
Depois de vaguear por várias ruas da capital constatando que, de restaurantes só restavam portas fechadas com um papel branco de formato rectangular afixado anunciando o encerramento por motivo de férias, lembrei-me de me dirigir a um velho restaurante que já não visitava há cerca de 20 anos. Encontrei as portas franqueadas numas instalações remodeladas, mais espaçosas e acolhedoras, apresentando um cardápio de pratos variados, onde pontificam os grelhados de peixe e carne. Mas os menus que mais agradaram à vista (os olhos também comem) e ao paladar foram a espetada de javali, polvo à lagareiro e cataplana de cação.
A qualidade da confecção é excelente e a quantidade fornecida é tal que qualquer ser normal tem dificuldade em devorar uma dose numa só refeição. Ora, todos sabemos que a desculpa de levar os "restinhos para o cão" já não colhe e sendo fácil entender que a vida está difícil, ninguém tem que se sentir envergonhado em pedir que lhe ponham as sobras numa embalagem para mais tarde saborear em casa.
O serviço apresentado é discreto e eficiente, o vinho da casa bebe-se muito bem e o preço médio ronda os 12,5 euros.
Francamente gostei e recomendo este restaurante localizado entre a Alameda D. Afonso Henriques e as Olaias.

Identificação e localização:
Pato Bravo-Actividades Hoteleiras Lda.
R. Barão Sabrosa 246-Lj
Lisboa 1900-095
Tel: 218481117

sábado, 2 de agosto de 2008

PETISCO DE VERÃO




Quem aprecia petiscos tem anualmente à sua disposição entre os meses de Maio e Agosto um molusco gastrópode de concha espiralada calcária, pertencente à família Helicidae.
Estamos a falar dos famosos e apetitosos caracóis.
Muitos os comem mas poucos saberão que estes moluscos são constituídos por água, ricos em proteínas e pobres em gorduras. Contém sais minerais como magnésio, ferro, zinco e cobre, que garantem a saúde do organismo. Já o seu valor calórico é reduzido (100 kcal por 100 grs), independentemente da forma como são cozinhados.
O caracol é mais do que um bom petisco, trata-se de um excelente alimento e o grande desastre calórico que muitas vezes lhe está associado é causado pela quantidade de cerveja e pão que lhe servem de acompanhamento.
Nas férias ou fins de semana aproveitem os finais de tarde para numa esplanada ar livre e ao abrigo dos raios solares, se deliciarem comendo caracóis, não exagerando no seu acompanhamento.
É um conselho amigo do "Pai do Bicho"