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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

UMA HISTÓRIA DAS ARÁBIAS

Um homem morreu. Possuía 17 camelos e 3 filhos.
Quando o seu testamento foi aberto, dizia que metade dos camelos seria do filho mais velho, um terço seria do segundo e um nono do terceiro. O que fazer?
Eram dezassete camelos e metade seria dada ao mais velho.
Então um dos animais deveria ser cortado ao meio?
Isso não iria resolver, porque um terço deveria ser dado ao segundo filho. E a nona parte ao terceiro?
É claro que os filhos correram em busca do homem mais erudito da cidade, o estudioso, o matemático. Ele raciocinou muito e não conseguiu encontrar a solução - matemática é matemática.
Alguém sugeriu: "É melhor procurarem alguém com conhecimentos sobre camelos ao invés de matemática". Foram então ao Sheik da cidade, um homem bastante idoso, pouco ilustrado, porém sábio pela sua experiência. Contaram-lhe o problema.
O velho riu e disse:
- É muito simples, não se preocupem.
Emprestou um dos seus camelos - eram agora 18 - e depois fez a divisão.
Nove foram dados ao primeiro filho, que ficou satisfeito.
Ao segundo coube a terça parte - seis camelos;
Ao terceiro filho, foram dados dois camelos - a nona parte.
Ora, 9+6+2=17. Sobrou o camelo que tinha sido emprestado.
O velho então, pegou no seu camelo de volta e disse: "Agora podem ir".

Esta curiosa história foi contada no livro "Palavras de fogo", de Rajneesh.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

ORAÇÃO DAS MULHERES RESOLVIDAS



A provar que o machismo não faz parte do código genético do Pai do Bicho, convido-os a ler uma criação muito engraçada de Júlio Machado Vaz.

Oração das Mulheres Resolvidas

Que o mar vire cerveja e os homens aperitivo,
que a fonte nunca seque,
e que a nossa sogra nunca se chame Esperança,
porque Esperança é a última que morre...
Que os nossos homens nunca morram viúvos,
e que os nossos filhos tenham pais ricos e mães gostosas!
Que Deus abençoe os homens bonitos,
e os feios se tiver tempo...

Deus...
Eu vos peço sabedoria para entender um homem,
amor para perdoá-lo e paciência pelos seus actos,
porque Deus,
se eu pedir força,
eu bato-lhe até matá-lo.

Um brinde...
Aos que temos,
aos que tivemos e aos que teremos.

Um brinde também aos namorados que nos conquistaram,
aos trouxas que nos perderam,
e aos sortudos que ainda vão conhecer-nos!

Que sempre sobre,
que nunca nos falte,
e que a gente dê conta de todos!
Amén.

P.S.: Os homens são como um bom vinho: todos começam como uvas e é dever da mulher pisá-los e
mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia para o jantar.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

SALAZAR E A POUPANÇA

NOS TEMPOS EM QUE ENSINAVA A POUPAR:

"Senhor Presidente, hoje não apanhei o eléctrico; vim a correr atrás dele e poupei oito tostões"- disse o funcionário público, um contínuo, a querer agradar a Oliveira Salazar.

Respondeu Salazar de imediato: "Fez bem, mas se viesse atrás de um táxi teria feito melhor, porque poupava vinte escudos e chegava mais cedo".


NÃO TARDA MUITO QUE A HISTÓRIA SE REPITA...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

ESPERANÇA PERDIDA



No Intercidades Lisboa-Porto viajava uma bela mulher, com um bebé ao colo. Em frente dela vai sentado um sujeito. Subitamente o bebé começa a chorar. A mulher tira o peito para fora e dá de mamar à criança. Contudo, ela continua a chorar e a mulher diz-lhe:
- Meu filho, chupa, senão dou a maminha a este senhor!
Então o bebé adormece, mas quinze minutos depois volta a rebentar em choro e a cena repete-se:
- Meu filho, chupa, senão dou a maminha a este senhor!
Faltava já pouco para chegarem ao Porto e mais uma vez a pobre mãe repete o acto e a frase.
- Meu filho, chupa ...
De repente o indivíduo levanta-se e grita para a mulher:
- Carago, minha senhora, veja lá se o puto se decide porque eu já devia ter saído em Coimbra!!!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

D. BEATRIZ E O ÓRGÃO

A D. Beatriz, organista numa igreja, tem 80 anos e é solteira. É admirada por todos pela sua simpatia e doçura. Uma tarde, convidou o novo padre da Igreja para ir lanchar a sua casa e ele ficou sentado no sofá, enquanto ela foi preparar um chá. Olhando para cima do órgão, o jovem padre reparou numa jarra de vidro com água e, lá dentro, boiava um preservativo. Quando a D. Beatriz voltou com o chá e as torradas, o padre não resistiu a tirar a sua curiosidade perguntando o porquê de tal decoração em cima do órgão.
E responde ela apontando para a jarra:
Ah! Refere-se a isto?
Maravilhoso, não é? Há uns meses atrás, ia eu a passear pelo parque, quando encontrei este pacotinho no chão. As indicações diziam para colocar no órgão, manter húmido e que, assim, ficava prevenida contra todas as doenças. E sabe uma coisa?
Este Inverno ainda não me constipei.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O BANQUEIRO



Certa tarde, um famoso banqueiro ia para casa, na sua enorme limusina, quando viu dois homens à beira da estrada comendo relva. Ordenou ao seu motorista que parasse e, saindo, perguntou a um deles:
- Por que estão vocês estão a comer relva?
- Não temos dinheiro para comida.. - disse o pobre homem - Por isso temos que comer relva.
- Bem, então venham à minha casa e eu lhes darei de comer - disse o banqueiro.
- Obrigado, mas tenho mulher e dois filhos comigo. Estão ali, debaixo daquela árvore.
- Que venham também - disse novamente o banqueiro. E, voltando-se para o outro homem, disse-lhe:
- Você também pode vir.
O homem, com uma voz muito sumida disse:
- Mas, senhor, eu também tenho mulher e seis filhos comigo!
- Pois que venham também. - respondeu o banqueiro.
E entraram todos no enorme e luxuoso carro.
Uma vez a caminho, um dos homens olhou timidamente o banqueiro e disse:
- O senhor é muito bom. Obrigado por nos levar a todos!
O banqueiro respondeu:
- Meu caro, não tenha vergonha, fico muito feliz por fazê-lo! Vocês vão ficar encantados com a minha casa... A relva está com mais de 20 centímetros de altura!


Moral da história:
Quando você achar que um banqueiro (ou banco) o está a ajudar, não se iluda, pense mais um pouco...

(Fonte: mail de M. Semião)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A CHINA E O CAPITALISMO



EM 1949 - A MAIORIA DOS INTELECTUAIS ACREDITAVA QUE O COMUNISMO SALVARIA A CHINA.
EM 1969 - OS MESMOS INTELECTUAIS ACREDITAVAM QUE A CHINA (COM SUA REVOLUÇÃO CULTURAL) SALVARIA O COMUNISMO (QUE, APÓS ESTALINE E A PRIMAVERA DE PRAGA, COMEÇOU A SER DESACREDITADO COMO IDEOLOGIA).
EM 1979 - DENG XIAO PING PERCEBEU QUE SOMENTE O CAPITALISMO SALVARIA A CHINA.
EM 2009 - O MUNDO INTEIRO ACREDITA QUE SOMENTE A CHINA PODE SALVAR O CAPITALISMO.


(Piada a circular no meio financeiro de Hong Kong)

terça-feira, 29 de março de 2011

EMPREENDEDORISMO É A RECEITA PARA O DESEMPREGO

A taxa de desemprego em Portugal atingiu os 11,2% no primeiro mês de 2011 e a situação tende a agravar-se num futuro próximo. Consta até que altas figuras da vida portuguesa estão em vias de perder os seus empregos.

Uma das soluções que se deparam aos desempregados passa pela criação do seu próprio emprego, aproveitando os apoios concedidos pelo IAPMEI e requerendo o pagamento, por uma só vez, do montante global das prestações de desemprego. Este é um processo dinâmico a partir do qual os indivíduos identificam, sistematicamente, oportunidades económicas e, respondem, desenvolvendo, produzindo e vendendo bens e serviços.

É verdade que o desemprego é um drama social resultante da crise. Mas também é verdade que para os chineses, crise significa oportunidade. Por isso não surpreende que aqueles que tem privilegiado o relacionamento com os chineses, interiorizassem a filosofia de vida deste povo e empreendessem em transformar a sua crise pessoal numa real oportunidade de negócio.

quinta-feira, 3 de março de 2011

SINAIS DOS TEMPOS


A avó diz à neta:
- Eu, com a tua idade já trabalhava!

A neta responde:
- Eu, com a tua idade ainda vou estar a trabalhar!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

POEMA AOS HOMENS COM GRIPE


Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.

António Lobo Antunes
- (Sátira aos HOMENS quando estão com gripe)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

LUSÍADAS (versão séc.XXI)


I
As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo aquilo que lhes dá na gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

II
E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas...
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

III
Falam da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano...
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.

IV
E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!


(Fonte: mail de C. Teixeira)Como é óbvio, o Pai do Bicho não pretendeu denegrir a grandiosa obra de Luís Vaz de Camões e espera que este escrito não o inquiete ao ponto de ficar a dar voltas no interior do túmulo.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

OS POLÍTICOS E O APROVEITAMENTO DAS SINERGIAS

Este azulejo que figura em Toledo retrata um exemplo de como os políticos aproveitam as sinergias:

A SOCIEDADE É ASSIM:
O POBRE TRABALHA
O RICO EXPLORA-O
O SOLDADO DEFENDE OS DOIS
O CONTRIBUINTE PAGA PELOS TRÊS
O VAGABUNDO DESCANSA PELOS QUATRO
O BÊBADO BEBE PELOS CINCO
O BANQUEIRO "ESFOLA" OS SEIS
O ADVOGADO ENGANA OS SETE
O MÉDICO MATA OS OITO
O COVEIRO ENTERRA OS NOVE
O POLÍTICO VIVE DOS DEZ

(Fonte: mail de E. Campos)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

VIDA DE CÃO

Será que é uma mera coincidência? Estava eu a pensar...

O meu cão dorme em média 16 horas por dia. Ele tem toda a comida preparada para ele. Ele pode comer qualquer coisa que lhe apeteça. A comida é-lhe dada sem custo.
Vai ao veterinário uma vez ao ano, ou quando necessário, sempre que algum mal lhe aparece. E não paga nada por isso e nada lhe é pedido.
Mora numa zona central, com boa vizinhança e numa casa que é muito maior do que ele necessita, mas não precisa limpar nada. Se ele fizer alguma porcaria, alguém limpa.
Ele escolhe os melhores lugares da casa para fazer a sua soneca e recebe essas acomodações completamente grátis.
Vive que nem um rei e sem que isso lhe acarrete qualquer despesa extra. Todos os seus custos são pagos por outras pessoas que tem de sair de casa para ganhar a vida todos os dias.
Eu estive a pensar sobre isto, e de repente veio-me à ideia a resposta:

CARAMBA… O MEU CÃO É DEPUTADO!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

DE CONDENADO A POVOADOR


SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO·

'Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres'.

(agora vem o melhor:) ...


'Apesar da violenta condenação, consta-se que El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou por em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo, e guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo'.

(Autos arquivados na Torre do Tombo, Armário 5, Maço7)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

TURISMO RURAL - Sublime!

Trata-se de um desporto nacional que antes se chamava "ir à terra". A diferença é que se fores à tua terra, vais de borla e se fizeres turismo rural vais a uma terra que não é a tua e pagas uma pipa de massa.
Para fazer turismo rural não serve qualquer terra. Tem de ser uma terra "com encanto".
E o que é uma terra "com encanto"?
Obviamente, é uma terra que está num guia de terras "com encanto". Está-se mesmo a ver. A estas terras chega-se normalmente por uma estrada municipal "com encanto", que é uma estrada com tantos buracos e tantas curvas que quando chegas à terra estás mortinho para sair do carro.
E quando entras no café tentas integrar-te com os vizinhos.
- Bom dia, compadres! O que é que é típico daqui?
E o gajo do café pensa: "Aqui o típico é que venham os artolas da cidade ao fim-de-semana gastar duzentos contos".
A seguir, ficas instalado numa casa rural ou "casa com encanto", que é uma casa decorada com muitos vasinhos e réstias de alhos penduradas no tecto, que não tem televisão, nem rádio, nem microondas. Em contrapartida, tem uns cabrões de uns mosquitos que à noite fazem mais barulho que uma Famel Zundapp.
Depois apercebes-te que os da terra vivem numas casas que não têm encanto nenhum, mas têm jacuzzi, parabólica, Internet e vídeo-porteiro. A tua casa não tem vídeo-porteiro, mas tem uma chave que pesa meio quilo.
Outra vantagem de fazer turismo rural é que podes escolher entre uma casa vazia ou ir viver com os donos da casa. Fantástico!!! Vais de férias e, além da tua, ainda tens de aguentar uma família postiça que à noite queres ver o filme, eles os documentários e tu perguntas-te:
"Quem é que manda mais? Eu, que paguei 600 euros ou este senhor que vive aqui?" Ganha ele, que tem um cacete.
Ainda por cima, dizem-te que tens "a possibilidade de te integrares nos trabalhos do campo". O que quer dizer que te acordam às cinco da manhã para ordenhar uma vaca. Não te lixa?É como ires à bomba da gasolina e teres de pôr tu a gasolina, ou como ires ao McDonalds e teres de arrumar o tabuleiro. Ou seja, o normal.
Então, levantas-te às cinco para ordenhar as vacas. E digo eu:
Porque raio é que é preciso ordenhar as vacas tão cedo? O leite está lá! Não se podem ordenhar depois do pequeno-almoço? Eu acho que isto é só para chatear, porque a vaca deve ficar muita contente por a acordarem às cinco da manhã para um estranho lhe vir mexer nas mamas.
A vaca olha para ti como se dissesse:
"Ouve lá, pá! Se queres leite vai ao frigorífico e abre um pacote!"
É que é mesmo só para chatear!!!
Mas o "encanto" definitivo são "as actividades ao ar livre". Como quando te põem a fazer caminhada, que é aquilo a que normalmente se chama andar, e consiste, exactamente, em por um pé em frente ao outro até não poderes mais, enquanto os da terra vão num jipe com ar condicionado. Mas tu, feliz da vida, vais pelo campo atordoado, tornas-te bucólico e tudo te parece impressionante:
Vês uma vaca e dizes:
"Ummmmm, que cheirinho a campo". A campo não, a bosta!!! Mas, isso sim, é a bosta "com encanto". E tudo, seja o que for, te sabe maravilhosamente.
Na mesa pespegam-te dois ovos estrelados com chouriço e como tu na cidade não comes estes ovos, nem estes chouriços, perguntas ao empregado:
- "Este chouriço é da matança?"
- "Quase, porque o gajo do camião da Izidoro ia morrendo ali na curva".
De repente, ouves umas badaladas e dizes:
- "Ah! Que paz! Não há nada como o som de um sino!..."
E o gajo do café diz-te:
- "É gravado. Não vê o altifalante no campanário?"
Nesse momento, perguntas-te se os ruídos das galinhas e dos grilos não estarão num CD: "RuralMix2009", "Os 101 Maiores Êxitos Campestres".
A única coisa de que tens a certeza é que os cabrões dos mosquitos são verdadeiros. Pareces um Ferrero Rocher com varicela!!!
Eu acho que, de segunda a sexta, as pessoas destas terras vivem como toda a gente, mas ao fim-de-semana espalham pela estrada uns tipos mascarados de pastores e quando vêem que se aproxima um carro, avisam os da terra pelo telemóvel: "Hey, vêm aí os do turismo rural!" E mudam o cartaz de "Videoclube" pelo de "Tasca", soltam uns cães pelas ruas e sentam à entrada da terra dois avozinhos a fazer sapatos, que depois tu compras uns e saem-te mais caros que uns Nike.
Enfim, acho que uma montagem tão grande como esta não pode ser obra de pessoas isoladas. Tenho a certeza de estão implicadas as autoridades.
Imagino o Presidente da Câmara:
- "Queridos conterrâneos: este Verão, para aumentar o turismo, vamos importar mais mosquitos do Amazonas, que no ano passado tiveram imenso êxito. Quero ver toda a gente com boina, nada de bonés de pala da Marlboro. E façam o favor de pintar o espaço entre as sobrancelhas, que assim não parecem da província! E as avós: nada de topless na ribeira, porque espantam os mosquitos! E só mais uma coisa: este ano não é preciso ninguém fazer de maluquinho da terra, que com os que vêm de fora já chega!
E VIVA O TURISMO RURAL!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

BARRACADAS DOS POLÍTICOS (VIII)


GRITAR PELO ADVERSÁRIO
Valentim Loureiro

O que há de melhor para os anais das "gaffes" nacionais do que um político se enganar no nome do candidato que devia apoiar?
Valentim Loureiro, num comício de apoio a Fernando Nogueira nas legislativas de 1995, saiu-se com a celebérrima frase: POR ISSO VAMOS TODOS GRITAR GUUUUTERRES! GUUUUTERRES! GUUT... GONDOMAR! GONDOMAR!
Será que nas últimas legislativas o major gritou: SÓ-CRA-TES! SÓ-CRA-TES! SÓ-CRA-TES!?

sábado, 3 de outubro de 2009

BARRACADAS DOS POLÍTICOS (VII)



VINDE A MIM AS CRIANCINHAS
Mário Soares

A rainha de todas as "gafes" cabe a Mário Soares. Na campanha eleitoral para as presidenciais de 1986, dava mostras do seu carácter afável e afectuoso. Era frequente vê-lo a abraçar o povo e a beijar os mais pequenos. Só que numa dessas sessões de ósculo (beijo santo, sem malícia, com pureza... Inclusive beijos de homem em homem, como cumprimento, com amor, muito usado nas escrituras sagradas), em Faro, pegou num anão pensando que se tratava de mais uma criancinha. Foi particular o embaraço, sobretudo para ele e para o anão, mas a galhofa foi geral.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

BARRACADAS DOS POLÍTICOS (V)



O bebé na incubadora
Santana Lopes
As sua metáforas explícitas ficarão para a história, mesmo que a sua carreira política acabasse hoje, coisa que muitos desejam mas ninguém acredita.
«Depois de nascer através de um parto difícil, este governo teve de ir para uma incubadora e vinham alguns irmãos mais velhos e davam-lhe uns estalos e pontapés», afirmou Santana Lopes em 2004, picado com a tirada de Cavaco Silva no dia anterior em que sugeria uma aplicação da lei de Gresham ("a má moeda tende a expulsar do mercado a boa moeda") na política, cabendo aos políticos competentes contribuir para afastar os incompetentes.
Mau gosto ou "gaffe", você decide.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

BARRACADAS DOS POLÍTICOS (IV)

Jamais! Quer dizer, peut-être...
Mário Lino
O ministro das Obras Públicas nunca mais se livrará da fama, muito embora tenha recusado o proveito de ter pronunciado a célebre frase: «Na margem sul do Tejo, jamais!», a propósito da localização do novo aeroporto de Lisboa, acrescentando que aquela zona era um «deserto».

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

BOCAGE... Afinal, levo ou deixo?

Conta-se que Bocage, ao chegar a casa um certo dia, ouviu um barulho estranho vindo do quintal. Chegando lá, constatou que um ladrão tentava levar os seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com os seus amados patos, disse-lhe:

- Oh, bucéfalo anácrono! Não te interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes,mas sim pelo acto vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo... mas se é para zombares da minha elevada prosopopeia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com a minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.

E o ladrão, confuso, diz: - Doutor, afinal levo ou deixo os patos?