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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

PASSEIO XXL COM RECOMPENSA

Pelas 09h00 de ontem os CAMINHEIROS MONTE DA LUA reuniram-se em Nafarrospara iniciarem uma saudável caminhada,onde não faltou a boa disposição.Os elementos masculinostiveram até oportunidade de exibir a sua força muscular, desatolando uma viatura.Depois de uma passagem pela Capela Circular de S. Mamede, em Janas,o grupo percorreu o Pinhal de Nazaréonde um belo equídeo assistiu tranquilamente ao desfilar dos caminheiros.Perto das Azenhas do Mar ninguém pôde ficar indiferente a uma típica construção que consta ter sido arquitectada pelo famoso mestre Raul Lino e que foi habitada por um cubano que escolheu aquele local para viver o seu exílio.Junto às ruínas duma casa semi escondida no matagalfez-se uma curta pausa para o "mata-bicho".Com as mochilas aliviadas e os estômagos aconchegados a caminhada prosseguiuatravés da falésia que se estende sobre a Praia da Aguda,com a Praia de Magoito no horizonte.Após uma ligeira subida registou-se nova paragem para alguns companheiros "passarem pelas brasas" sobre colchões de "suma-pau".Houve até quem optasse por posições pouco cómodas...Seguiu-se um escorregadio passadiçoe a travessia do Pinhal de Nazaré.O Monte da Lua com o altaneiro Palácio da Pena estavam mais pertoe à chegada a Nafarros deu-se o encontro com um companheiro que não pôde participar no passeio pedestre por incapacidade física temporária.Como compensação do esforço dispendido durante os 16 kms. duma caminhada XXL, os caminheiros sentaram-se à mesa do restaurante da União Desportiva e Cultural de Nafarrose "bateram-se" com um cozido à portuguesa superiormente confeccionado por reputadas associadas desta simpática colectividade.Depois do repasto, todos regressaram a casa a pensar que no passeio do próximo domingo haverá "King Cake".

domingo, 4 de dezembro de 2011

E O MAR AQUI TÃO PERTO...

Esta manhã os CAMINHEIROS MONTE DA LUA propuseram a realização de um passeio com uma abordagem à orla marítima.Apesar dos esforços do Luís Morais, tal não foi possível porque encontrámos alguns obstáculos de difícil transposiçãoe alguns caminhos que, por se encontrarem cobertos de silvas, obrigaram a desvios técnicos, provocando um irremediável atraso, que obrigou o grupo a pisar trilhos alternativos e encurtar o passeio matinal.A caminhada teve início cerca das 09h00, junto à capela de Assaforae sob o cinzento celeste, momentâneos chuvisco não impediram os caminheiros de apreciar um bonito espelho de águae uma casa de aldeia com a guarda de honra de duas vistosas palmeiras.Na deslumbrante paisagemo casal Semião mostrou excelente forma física.Hortas bem cuidadase manchas silvestres de apreciáveis dimensões iam ficando para trás.A cada descidasucedia o desafio de vencer uma subidae até uma velha ponte romana se atravessou no nosso itinerário.Apesar da escassez de tempo nem sequer ter permitido uma incursão pela orla marítima, ainda foi possível a habitual pausa para "carregar baterias".Prosseguindo a nossa marcha
alcançámos a aldeia de Cortesia, onde um tanque com peixinhos mereceu especial atenção dos caminheiros,que aproveitaram o local para se verem ao espelho.Um cacho de bananas pendente duma bananeira parecia sugerir que nos encontrávamos numa "República das Bananas",mas depressa concluímos que permanecíamos num lindo país marcado pelo bucolismo.Apesar de circunstancialmente termos sido forçados a superar alguns difíceis obstáculos no percurso, chegámos a Assafora com as mentes e corpos mais sãos, depois de caminharmos ao longo de 12 kms.O mar esteve perto de nós, mas não foi possível lá chegar. Fica para a próxima.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

AS CAPELINHAS DE LISBOA ANTIGA

O passeio pedestre que os CAMINHEIROS MONTE DA LUA realizaram no sábado passado foi antecedido por uma viagem de comboioque levou o grupo até à estação do Rossio.Depois de percorrermos a Rua Augustae termos atravessado disciplinadamente várias passadeiras para peões,fizemos uma perpendicular à esquerda para a Rua da Conceição e a primeira "capelinha" que encontrámos foi a Igreja de Santa Maria Madalena, construída por ordem de D. Afonso Henriques.Umas dezenas de metros acima, no local onde alegadamente terá nascido Santo António, visitámos a igreja a que este santo deu o nome. A igreja original foi destruída pelo terramoto de 1755 e no seu lugar foi construída uma nova "capelinha" parcialmente paga pelas crianças que, para o efeito, pediam "um tostãozinho para o Santo António". Este peditório fez tradição...Mais alguns metros de calçada palmilhados e eis que surgiu a Sé de Lisboa, que começou a ser edificada em 1147 no local onde existia uma mesquita.Continuando a subir passámos pelo Centro de Estudos e "Copianço" Judiciário, cujo edifício serviu de prisão quase até final do século passadosendo designada por Limoeiro, dada a proximidade extra-muros de uma gigantesca árvore desta espécie.Seguiu-se a igreja de Santa Luzia e o miradouro contíguo,donde se avista o Tejo,o bairro de Alfama e a igreja de Santo Estevão.Calcorreando estreitas vielasalcançámos a entrada principal do Castelo de S. Jorge, que remonta à Idade do Ferro. Pesquisas arqueológicas feitas no local trouxeram testemunhos da presença de Fenícios, Gregos, Cartagineses, Romanos e Mouros.Neste local onde Lisboa nasceu, tivemos mais um dos muitos curtos "briefings" a enquadrar historicamente os locais visitados e dando a conhecer eventuais lendas.Seguiu-se o miradouro de S. Tomé, também designado de Portas do Sol,que sendo uma autêntica varanda sobre Alfama direccionada para o Tejo,permite ver não muito distantes as cúpulas da igreja de S. Vicente de Fora e do Panteão Nacional.Caminhando entre vetustos prédios da estreita Rua das Escolas Gerais, onde tivemos a felicidade de nos cruzarmos com o velho eléctrico da mítica carreira 28,chegámos à Igreja de S. Vicente de Fora onde está localizado o Panteão Real dos Braganças.No Campo de Santa Clara passámos pelo Panteão Nacional, onde se encontram os túmulos contendo os restos mortais de Almeida Garrett, Amália Rodrigues, Aquilino Ribeiro, Guerra Junqueiro, Humberto Delgado, João de Deus, Manuel de Arriaga, Óscar Carmona, Sidónio Pais e Teófilo Braga.A Feira da Ladra também fez parte do nosso roteiro. Esta feira popular de objectos usados tem raízes no século XIII, tendo iniciado a sua actividade no Chão da Feira, ao Castelo, passou pelo Rossio, Praça da Alegria e fixou-se no Campo de Santa Clara no ano de 1882.Saímos ilesos da acção dos carteiristas que vegetam pela Feira da Ladra e subindo a Rua da Verónica dirigimo-nos ao Largo da Graça.Uma íngreme calçada levou-nos ao Miradouro do Monte onde desfrutámos duma soberba paisagem periférica superior a 180º. Este é um dos pontos mais elevados da cidade donde se avistam o estuário do Tejo, igreja da Graça, Castelo de S. Jorge, bairro da Mouraria, Baixa Pombalina, Ruínas do Convento do Carmo, Monsanto, Parque Eduardo VII, Avenidas Novas, Penha de França e as colinas de Lisboa.No pequeno jardim onde se encontra este espectacular miradouro existe a capelinha de S. Gens, onde ainda hoje as grávidas procuram protecção para o parto.Depois de, no Miradouro Sophia de Mello Andressen, visitarmos a igreja da Graça, que estava repleta de devotos,descemos a escadaria do Caracol da Graça. Finalmente uma descida!Continuando o percurso descendente através da Calçada de Santo André e Rua dos Cavaleiros chegámos ao Largo do Martim Moniz. À entrada da Rua do Capelão uma escultura representando uma guitarra portuguesa presta uma justa homenagem ao fado, que ontem mesmo foi declarado pela Unesco como Património Imaterial da Humanidade.De "capelinha" em "capelinha" o nosso passeio matinal estava no seu termo. Para finalizar a manhã visitámos a última "capelinha" onde o culto não se pratica através da reza, mas por via da gastronomia.Nesta "capelinha" que dá pelo nome de Zé da Mouraria deliciámo-nos com uma "oração" ao divinal bacalhau assado com grão e batatas a murro, muito bem regado com um verde tinto capaz de ressuscitar os santinhos.A prática degustativa prolongou-se durante 3 horas,acompanhada à guitarra, no bairro lisboeta onde alegadamente terá nascido o fado.Já com os estômagos confortados, houve necessidade de recorrer ao afamado "eduardinho", optando alguns pela velha "ginjinha", numa conhecida "capelinha" da Rua das Portas de Santo Antão.Depois de atravessarmos o Rossio,seguimos pela Rua do Carmoaté ao Chiado.Continuámos a nossa marcha para o Largo do Carmo,onde a 25 de Abril de 1974, as tropas de Salgueiro Maia sitiaram até à rendição o Presidente do Conselho de Ministros, Marcelo Caetano.Passando pelas ruínas do Convento do Carmoacedemos ao alto do elevador de Santa Justa,onde dissemos adeus ao Rossio,Castelo de S. Jorge,Baixa Pombalina e Tejo.Cerca das 16h40 tomámos o comboio no Rossio para o regresso a casae... acabou-se a festa. Foi porreiro pá!