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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

OS FERIADOS E A INDEPENDÊNCIA

Completam-se hoje 371 anos que Portugal se libertou de 60 anos de domínio castelhano.
Para celebrar a restauração da independência em 1640, instituiu-se que o dia 1 de Dezembro seria feriado nacional.
Não obstante a importância desta data, tudo indica que este será o último ano em que este dia será assinalado como feriado nacional, na medida em que o governo da república já o referiu como um dos 4 feriados que pretende eliminar para compensar a não execução da redução da TSU, exigida pela troika.
Está provado que a anunciada redução de feriados não resultará num aumento de produtividade e incremento da economia.
Também não é verdade que em Portugal se desfrute de um número exagerado de feriados. Comparemos então o número de feriados anuais dos países seguintes: Alemanha 10, Bélgica 13, Espanha 33, Estónia 24, Finlândia 13, França 10, Grécia 15, Islândia 32, Itália 13, Letónia 14, Liechtenstein 16, Luxemburgo 13, Holanda 12, Portugal 14, R.Unido 16, Suécia 14.
A redução dos dias feriados resulta duma imposição dos "senhores dos mercados", que só é inquestionável porque afinal a soberania portuguesa já é uma miragem. De facto, passados 431 anos de 1580 a História repetiu-se e voltámos a perder a independência. Será que num futuro próximo poderemos almejar à sua restauração e instituir esse dia como feriado?
Será que quando chegar esse dia, os corruptos e "senhores dos mercados" que contribuiram para a actual situação, também serão defenestrados (atirados janela abaixo), à semelhança do que aconteceu ao traidor Miguel de Vasconcelos em 1640?...Se o dia 1 de Dezembro deixar de ser feriado, a restauração da independência em 1640 tenderá a ser esquecida e um povo que não conhece a história do seu país dificilmente valorizará a sua soberania. Isto parece particularmente grave neste momento em que está em causa a nossa independência.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

MUDARAM AS MOSCAS, MAS...

António do Pranto Nogueira Leite foi nomeado vice-presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos com um vencimento de 20 mil euros por mês. O académico, que foi conselheiro de Pedro Passos Coelho, vai assumir funções executivas, ocupando o lugar de número dois do próximo presidente executivo do banco público.
Actualmente Nogueira Leite já exerce(?) as funções seguintes:
- administrador executivo da CUF,
- administrador executivo da SEC,
- administrador executivo da José de Mello Saúde,
- administrador executivo da EFACEC Capital,
- administrador executivo da Comitur Imobiliária,
- administrador (não executivo) da Reditus,
- administrador (não executivo) da Brisa,
- administrador (não executivo) da Quimigal
- presidente do Conselho Geral da OPEX,
- membro do Conselho Nacional da CMVM,
- vice-presidente do Conselho Consultivo do Banif Investment Bank,
- membro do Conselho Consultivo da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações,
- vogal da Direcção do IPRI.
É também membro do Conselho Nacional do PSD desde 2010.
Com este monopólio açambarcador tem forçosamente de haver desemprego para os que não são «génios», isto é, não são amigos dos poderosos.
Os amigos começam a ocupar os bons lugares e, no momento em que o governo apregoa que quer poupar e reduzir nas despesas, aumenta impostos, o preço dos transportes, da saúde e avisa que o ciclo de sacrifícios ainda está no início, tem o desplante de inflacionar o número de administradores da CGD de sete para onze.
O «amiguismo» impera desvanecendo as diferenças entre este e os governos de Sócrates.

AFINAL SÓ AS MOSCAS É QUE MUDARAM...

sábado, 23 de julho de 2011

Macário Correia e as portagens na A22

Macário Correia mudou de opinião e agora já aceita as portagens para se circular na A22, também conhecida por Via do Infante.
Recorde-se que durante a pré-campanha eleitoral para as Eleições Legislativas de 5 de Junho e quando o Governo de José Sócrates suspendeu a introdução de portagens na A22, Macário Correia afirmava "que pouco importavam os motivos da suspensão o importante mesmo era que não existissem portagens na Via do Infante".
O presidente da Câmara Municipal de Faro acrescentou que a A22 "foi feita com fundos europeus e está paga há muito tempo. Portanto é diferente daquilo que acontece em muitas zonas do país”.
Vários autarcas algarvios, inclusive alguns colegas de partido, já se demarcaram da posição do social-democrata.
Macário Correia justifica a sua decisão "com a necessidade de um esforço nacional, face à situação financeira do País e ao acordo com a troika".
É no mínimo curioso que o presidente da Câmara Municipal de Faro não tivesse reconhecido essa mesma necessidade há pouco mais de um mês, quando o Partido Socialista ainda governava e já tinha sido assinado o acordo com a troika.
Afinal Macário Correia faz as suas opções políticas em função da direcção do vento, ou seja, do País ser governado pelo seu partido ou por outro, remetendo o interesse nacional para segundo plano.
Este tipo de comportamento já não surpreende o Pai do Bicho. Desta vez o cata vento é Macário Correia, mas são frequentes situações idênticas que já têm sido protagonizadas por outros políticos da mesma força partidária e de outras.
É triste os portugueses estarem subordinados aos "POLÍTICOS CATA VENTO"!

sábado, 2 de julho de 2011

PARA QUE SERVE A CLASSE MÉDIA

Para se entender melhor porque razão as crises afectam sobretudo a classe média, atente-se neste diálogo entre Colbert (ministro de Estado e da economia) e Mazarino (1º. ministro) durante o reinado de Luís XIV:

Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...

Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!

Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: Criam-se outros.

Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: Sim, é impossível.

Colbert: E então os ricos?

Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: Então como havemos de fazer?

Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável.


No séc. XVII os políticos já sabiam que a classe média era a melhor fonte de financiamento do Estado e os políticos actuais aplicam a mesma receita massacrando sempre os mesmos.
Coitada da classe média!


sexta-feira, 1 de julho de 2011

O SUBSÍDIO DE NATAL DO NOVO PINÓQUIO




Na última campanha eleitoral o candidato Pedro Passos Coelho foi interpelado por uma aluna da Escola Secundária de Vila Franca de Xira sobre a possibilidade de o subsídio de natal ser subtraído aos trabalhadores.
Passos Coelho respondeu que isso seria um disparate.
Isto aconteceu precisamente no dia 1 de Abril de 2011. O DIA DAS MENTIRAS!
Decorridos cerca de 3 meses, o agora 1º. ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou que os trabalhadores e pensionistas irão ser tributados no subsídio de natal pela importância correspondente a 50% do excedente do valor do salário mínimo nacional.
Considerando que foi em pleno DIA DAS MENTIRAS que o candidato Pedro Passos Coelho negou que tomaria esta medida, poderá concluir-se que o "Obama de Massamá" (Felícia Cabrita dixit) mentiu parcialmente aos portugueses. Só não mentiria se executasse o contrário daquilo que afirmou no DIA DAS MENTIRAS e retirasse integralmente o subsídio de natal aos portugueses.
Conclui-se também que os portugueses ganharam com a troca de 1º. ministro. O povo dizia que José Sócrates era mentiroso. Ora Passos Coelho é apenas parcialmente mentiroso.
Dirá o povo que continuamos a ser governados por
PINÓQUIOS!

O Pai do Bicho deixa aqui uma tabela publicada no "Público" que exemplifica o efeito deste imposto extraordinário.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS 2011 - Como votar?



No próximo domingo o Pai do Bicho também vota e vai tentar exercer o seu direito e dever cívico de forma consciente. Será capaz? De facto serão poucos os eleitores que possam fazer uma opção responsável sustentada em projectos apresentados pelos partidos políticos. É realmente um exercício difícil.
A campanha dos partidos políticos foi pouco esclarecedora e as várias forças políticas pautaram os seus comportamentos com acusações estéreis e ataques pessoais pouco dignos. Raramente se discutiram civilizadamente ideias sobre áreas importantes da governação.
Afinal, o que se propõe para o País? E como se pretende chegar até aí? Quais os seus compromissos estruturantes para o Serviço Nacional de Saúde, a Solidariedade, a Escola Pública, a Cultura, o Código de Trabalho, as Privatizações? Quais as suas intenções económicas e instrumentais para os salários, as pensões, o subsídio de férias, o subsídio de Natal, e os impostos?...
Estas matérias poderão estar contempladas nos extensos programas dos partidos políticos, mas é sabido que o cidadão comum não tem pachorra para os ler.
O voto para valer como opção consciente e moral, exige mais informações aos eleitores. Aquelas que são dadas nas campanhas eleitorais são mínimas e demasiado apaixonadas. Nestas condições ninguém poderá ser solicitado a votar em consciência. Por isso, talvez não fosse descabido sugerir que, em futuras eleições, cada partido político apresentasse aos eleitores um "cartão" com uma síntese das ideias mais fortes relativamente ao que se propõe realizar.
Afinal em que partido devemos então votar?
A resposta poderá residir na avaliação do que cada partido já fez, ou pode fazer pelo país e da credibilidade que merece. Mesmo que os eleitores recusem adoptar este critério de escolha não deverão furtar-se a depositar os seus votos nas urnas, porque é sempre possível votar naqueles que aparentem constituir um mal menor. A alternativa poderá recair no voto em branco, o que equivale a um veemente protesto como expressão de civismo.
Seja como for, é importante que os eleitores não se demitam das suas responsabilidades.
Não são os partidos que precisam dos votos... É O PAÍS!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A INJUSTA E PERIGOSA REDUÇÃO NA TSU

A possibilidade de uma substancial redução na contribuição da taxa social única (TSU) na parte que cabe à entidade patronal tem dominado a actualidade.
Como é sabido, a população portuguesa está a envelhecer e o progressivo aumento da relação do número de pensionistas por trabalhadores é preocupante porque pode comprometer o futuro da sustentabilidade do sistema da segurança social. Daí que não seja difícil prever que a aplicação da anunciada medida possa provocar o descalabro dos cofres da Segurança Social, a menos que se onere a carga fiscal noutros impostos que compensarão a perda de receita da TSU.
Nesse sentido há quem aponte um aumento na taxa do IVA.
Ora sendo este um imposto sobre o consumo, os portugueses perderão poder de compra que se reflectirá num menor consumo, que não deixará de afectar o crescimento económico do país.
Sem crescimento económico o pagamento da dívida externa poderá ficar comprometido e o fim da recessão será uma miragem.
Defendem os grandes empresários, as associações patronais, partidos políticos de direita e alguns economistas que a redução da TSU permitirá resolver os problemas de competitividade do país, mas parecem pouco interessados com o impacto que esta medida poderá provocar não só na sustentabilidade do sistema social, mas também na degradação do poder de compra dos consumidores como consequência do provável aumento da da taxa do IVA.
Sobre os ganhos na competitividade, é curioso observar um exemplo apresentado por Basílio Horta. Diz ele: "se uma empresa tiver custos com o pessoal de 30% sobre os seus custos, então uma redução da TSU de 4 pontos percentuais significa uma redução total de custos de 1,2%. É bom, mas não é transformativo . Gastam-se demasiadas munições para tão pouco efeito".
Quem é que acredita que o montante resultante de uma menor contribuição seria reinvestido nas próprias empresas? Só por ingenuidade se pode acreditar nisso. O mais provável seria a redução da TSU acabar por se traduzir num mero aumento de lucros de empresas.
O Pai do Bicho tem a convicção que é possível garantir maior competitividade às empresas, se os empresários reduzirem o montante destinado à distribuição de lucros e cortarem despesas nos prémios, remunerações, frota automóvel, despesas de representação, ajudas de custo, etc... Não tenhamos ilusões. Os defensores da redução da TSU, não querem abdicar dos seus privilégios e mais uma vez pretendem que sejam os mais pobres e a classe média a suportar os sacrifícios necessários para ultrapassarmos esta terrível situação.
O bem-estar de poucos não deve ser conseguido à custa de sacrifícios infligidos a uma maioria já demasiado penalizada.



Esta opinião do Pai do Bicho negligencia a acta que foi assinada com a "troika", por desconhecer se existe imposição ou apenas uma orientação sobre esta matéria por parte do triunvirato.

Seja como for, o Pai do Bicho crê que os partidos políticos que se comprometeram com a aplicação das medidas preconizadas pelo FMI/BCE/CE, gozarão de alguma flexibilidade para aplicarem outras soluções desde que produzam os mesmos efeitos.

terça-feira, 12 de abril de 2011

FERNANDO NOBRE DEIXOU CAIR A MÁSCARA

Se há um ano pedíssemos aos portugueses uma opinião sobre o Dr. Fernando Nobre, certamente que maioritariamente seria reconhecido o seu elevado grau altruísta materializado na missão da AMI - Assistência Médica Internacional.

O Pai do Bicho não crê que hoje essa opinião se mantenha. O Dr. Fernando Nobre já andou de braço dado com o PPM, foi mandatário do Bloco de Esquerda nas eleições europeias em 2009 e candidato à Presidência da República nas eleições de Janeiro último. Demarcou-se dos partidos políticos e chegou a afirmar que nunca aderiria a qualquer deles. Defendeu o exercício de cidadania e uma forte intervenção política dos cidadãos à margens dos partidos políticos. Por tudo isto os portugueses concederam-lhe 14% dos votos nas últimas eleições presidenciais.

Esta semana, o Dr. Fernando Nobre aceitou integrar, como independente, as listas de candidatos a Deputados do PSD, encabeçando a lista pelo distrito de Lisboa e foi anunciado como putativo candidato a Presidente da Assembleia da República.

Esta notícia trouxe a desilusão a quem acreditava no espírito de missão e numa participação desinteressada e independente na política por parte do fundador da AMI.

Passos Coelho (O Obama de Massamá, como lhe chama Felícia Cabrita, na sua biografia), deu um tiro no pé ao convidar o Dr. Fernando Nobre. Porquê? Os votos conquistados pelo nobre médico nas eleições presidenciais não serão transferíveis para as legislativas porque os eleitores que contribuíram para os 14% que alcançou nas últimas eleições não votarão no lado avesso da casaca que o Dr. Fernando Nobre vestia em Janeiro passado. Também não é crível que esta escolha seja pacífica no seio do PSD, porque o lugar de cabeça de lista pelo maior circulo eleitoral é sempre muito apetecido e disputado por "barões", "duques" e "condes" do partido. Acresce o Dr. Fernando Nobre parece não ter o perfil adequado para um bom desempenho na presidência do Parlamento. Esta nobre função exige uma figura prestigiada, disciplinadora, conciliadora, com discurso fluente e suficientemente experiente para não "aparar golpes manhosos" de parlamentares profissionais contaminados pelo ar viciado de S. Bento.O Dr. Fernando Nobre perdeu a face e deixou cair a máscara ao optar por engrossar a fileira dos que querem servir-se da política. Terá sido por vaidade?

quinta-feira, 24 de março de 2011

O PARLAMENTO APAGOU-SE


Os deputados foram apanhados de surpresa quando na terça feira passada, durante uma hora, a Assembleia da República ficou às escuras.
As únicas luzes que se viram nos corredores da Assembleia da República provinham dos ecrãs dos computadores e telemóveis dos deputados, funcionários e jornalistas que se encontravam no local.
Apesar de continuarem por apurar as razões do apagão, o WikiLeaks disponibilizou já alguns telegramas que admitem várias hipóteses para o sucedido:
- Os deputados entraram num ciclo de poupança começando pelo corte de energia;
- A EDP cortou a luz porque o Parlamento também está à rasca e não tem dinheiro para pagar a factura de energia;
- Foi sabotagem do governo na tentativa que o PEC 4 passasse no escuro;
- Um deputado do PS desligou os fusíveis para impedir que, no dia seguinte, o país assistisse em directo ao trambolhão de Sócrates;
- Alguém desligou o interruptor para ver se vislumbrava nas trevas alguma mente brilhante entre os deputados.
Seja qual for a hipótese correcta, o Pai do Bicho aposta que se tratou apenas de "estilhaços" do apagão político em que o país mergulhou.
É urgente que surjam (outras) cabeças iluminadas que abasteçam luz à vida política portuguesa, evitando assim que o apagão se propague e afecte as "casas dos portugueses".

sábado, 12 de março de 2011

GERAÇÃO À RASCA - Reflexão


Recebi de um ex-colega um mail com uma reflexão, que tenho pena de não ter sido produzida por mim, pois identifico-me com ela na íntegra. Por isso, não resisti e tomei a liberdade de partilhá-la com todos que acedem ao "Pai do Bicho".

Vale a pena ler e reflectir.

REFLEXÃO

«Este 4º pacote de “austeridade” é a prova provada da incompetência: 2 dias depois de o Sr. Sócrates dizer que nada mais era necessário! Sócrates, era já sabido, é troca-tintas e mau vendedor, daqueles que engana os clientes, os fornecedores e os colaboradores! Aqui, compreendo os tais mauzões dos mercados e a Sra. Merkel: Sócrates não merece qualquer confiança! Como português, democrata e de esquerda, sinto-me envergonhado e revoltado por isto ser feito por um partido dito socialista, eleito pelos portugueses! Se a aparente alternativa não fosse um PSD igualmente não credível, eu diria que preferia o inimigo a amigos destes! Se, como eu, também já não sabem o que é melhor, no mínimo contribuam para documentar que Sócrates, PS, PSD e Cavaco Silva fiquem na História como dos piores governantes da longa vivência deste país. É o mínimo que pudemos fazer como testemunhas temporais!
Umas palavras para a geração “À Rasca” que tem amanhã a sua manifestação. Não gosto de ver estas justificações generalistas de gerações, que são uma excelente maneira de “virar a casaca” e “sacudir a água do capote”. É que:
- tenho um imenso respeito pelas gerações que me antecederam, a dos nossos pais e avós, em grande parte analfabetos mas com bom senso, palavra credível, que não abandonavam os seus velhos, que se sacrificavam pelo melhor futuro dos seus filhos e que com, por vezes idiota humildade mas digna resignação, diziam não ter passado fome mas a fome ter passado por eles, na síntese feliz do pai de um amigo meu, que hoje mo lembrou. A geração que teve a coragem de dar o salto para França, para a Alemanha, para Angola e o Brasil, onde foram reconhecidos como bons trabalhadores. Geração em que, alguns, pagaram na prisão, na perseguição da PIDE, na destruição de carreiras, a sua discordância da pobreza triste. Geração em nada diferente da que descobriu o caminho marítimo para a Índia, que tanto vangloriamos e que eram, também, humildes e analfabetos pescadores! Com a diferença da classe dirigente ser, à luz do tempo, mais capaz e menos corrupta moralmente que a actual!
- já me foi dito na cara, até por pessoas próximas, que a geração a que pertenço é a principal culpada desta situação por ter sido mole com os seus filhos! Até posso aceitar em parte mas não me culpo, porque ajudei a criar filhos dignos e produtivos, e porque, alguns de nós, foram os que minaram o Portugal da outra senhora e ajudaram o Portugal novo e que aos 15 anos já tinham que pensar o seu futuro, que a guerra estava aí e reconheciam, mesmo que não parecesse, o imenso esforço dos seus pais analfabetos!
- já vi o que se chamava a geração Rasca, os que terão, agora, 40 e poucos anos, que andaram na Escola a passarem administrativamente e a abanarem o capacete nas discotecas ao som dos Bee Gees e do Travolta nos anos oitenta. São todos Rascas? Claro que não, que há muitos, hoje, que são profissionais e cientistas reconhecidos, o que só prova que, em todas as gerações há os que trabalham e são bons e os que comem há mesa do orçamento e são menos bons! Os que se lamentam hoje são, como sempre, os que não se esforçaram em devido tempo, mas isto é o normal numa sociedade que não reconhece o mérito.
- hoje falamos da geração “À Rasca” e o título parece-me indicado. É a geração que vai pagar os desmandos e consumismos actuais e que se confronta com o desemprego, a precariedade, a falta de perspectivas de futuro. Só posso apoiar a sua manifestação, que só peca por tardia, que é útil e necessária para abanar a paz podre em que vivemos! Jovens, vão para a rua reivindicar, não o que têm direito, que ainda não o conquistaram, mas o que merecem e precisam, individualmente e o que o país merece e precisa colectivamente. Mas apoio-vos sem o cinismo atroz do Prof. Cavaco: todos sabemos que, sem culpa mas com conivência, vocês achavam e acham que a Matemática é de fugir, que o chumbar é normal, que os bons e exigentes professores são uns chatos a que há que bater, que os pais têm de dar a mesada e emprestar a chave do carro para se ir ao bar todas as noites até aos 30 anos e isto não é possível, nem justo, nem sustentável. É matar a galinha de ovos de ouro que já está exaurida pelos maus políticos que nos dirigem! E vocês achavam, dizem as estatísticas, que a participação política não era da vossa conta. Ainda bem que começam a ver que não é assim!
Apesar do que acima digo e com que não concordarão, a minha esperança está convosco, ainda que não incondicionalmente: defeito meu, tenho memória histórica e não consigo esquecer que os jovens dos devassos cabarets alemães dos anos 30 foram enganados e convertidos por um Hitler de palavra doce nas Juventudes Hitlerianas! Defendam causas e levem os vossos pais para a rua, que também são vítimas, para conquistarem o vosso futuro, sem dependerem de um qualquer candidato a ditadorzinho de voz doce.

Francisco Costa Duarte

PS - O "intelectual" Pacheco Pereira considerou uma moda esta revolta jovem e até se dignou mencionar os Deolinda como culpados morais! Deus meu, até onde já baixaram os nossos "intelectuais"! Já agora, para não ficar fora de moda, deixem-me, por uma vez, considerar-me "intelectual" e pôr-me em bicos de pés: se os Deolinda, para além da sua música, conseguem mobilizar tudo isto, chamando a atenção para o desemprego jovem, recibos verdes, precariedade, etc., então proponho Ana Bacalhau à Presidência da República já, uma vez que, achando-se parva, descobriu estes problemas sérios da sociedade portuguesa antes de Cavaco Silva e dos "intelectuais"! E, já agora, os gajos que vão à Eurovisão com "A Luta é Alegria" à Assembleia da República já: é como o Tiririca no Brasil: pior não fica e chateia, o que só pode ser positivo, os betinhos politicamente correctos que tanto nos têm lixado!»

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

ELES COMEM TUDO E NÃO DEIXAM NADA...

Na passada sexta feira o PS e PSD juntaram os votos das suas bancadas parlamentares para chumbar projectos de lei do BE, do CDS e do PCP, que propunham limitações às remunerações dos gestores públicos.
Se houvesse quaisquer dúvidas sobre a intenção desta gente que nos governa, elas deixaram de existir com esta tomada de posição do PSD e do PS.
Como muita gente sabe, actualmente há pouca diferença entre estes dois partidos. Por isso, não surpreende que tanto o PS como o PSD tenham chumbado estes projectos.Os seus dirigentes assumem alternadamente o poder e, durante o exercício das funções governativas, arranjam projectos ruinosos para o Estado (quem o diz é o tribunal de contas) e quando acabam os mandatos, instalam-se nas empresas privadas que favoreceram nesses projectos.
Quando não conseguem colocação em empresas privadas, há sempre maneira de serem compensados com a atribuição de altos cargos em empresas públicas, auferindo chorudos pacotes remuneratórios. Sacam ordenados no sector público, que na maior parte das vezes não conseguiriam no sector privado.
Quando vão para o governo, importa também garantir que não se toque nos privilégios da corja de amigos que instalam nas Empresas e Institutos Públicos.
Neste contexto, seria impensável aprovar a redução das suas futuras remunerações.
Ao mesmo tempo que esta pouca vergonha acontece, eles cortaram nos abonos de família, reduziram salários dos funcionários públicos com vencimentos acima dos 1500 euros, reduziram o montante das deduções específicas no IRS dos pensionistas, restringiram as deduções no IRS das despesas com saúde e educação, etc...
Já nem são os políticos que têm que ter vergonha... Somos nós!
As elites políticas portuguesas desprezam o seu povo ( e não têm medo dele). Este, o Povo, também os despreza (e ainda os teme) mas pode ser apenas uma questão de tempo, caso o efeito dominó dos últimos acontecimentos dos países do grande Magrebe atinja também o nosso rectângulo à beira mar plantado.
Já começam a surgir indícios de exteriorização do descontentamento popular, como é o caso duma convocatória, através do facebook, para uma grandiosa manifestação na Av. da Liberdade, no próximo dia 12 de Março.Se os ventos magrebinos trouxerem até cá o efeito dominó, é possível que a classe política não consiga "meter o carrão". O que virá depois do "jogo" é que já será difícil prever...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

VENDER DÍVIDA É UM EMBUSTE


«ESTADO VENDE DÍVIDA PÚBLICA»

Títulos de notícias como este já entraram no nosso quotidiano.
Os portugueses não ignoram que o Estado tem que recorrer a financiamentos para satisfazer necessidades primárias que a escassez da produtividade económica não permite solucionar.
Cada vez que o Estado obtêm um financiamento saltam rolhas de champanhe a comemorar o sucesso da operação, com a justificação por parte dos governantes que a procura foi três vezes superior à oferta, a taxa de juros foi inferior à esperada, blá, blá, blá... Não é absurdo?
Inevitavelmente o país está a endividar-se cada vez mais e o pior é que se desconhece até quando e qual é o limite do endividamento, para além de ter de pagar elevadíssimos juros pelo serviço da dívida. Resta-nos esperança que um dia tenhamos capacidade para crescer economicamente de forma sustentada para podermos pagar a dívida, com ou sem a intervenção do "cobrador de fraque" (FMI).
Embora o recurso a financiamentos pareça circunstancialmente aceitável, o Pai do Bicho não consegue entender o que é isso de "vender dívida pública". Isto porque só os activos podem ser vendidos enquanto as dívidas são apenas pagáveis. Antigamente dizia-se que o Estado recorria a empréstimos, mas hoje "vende-se dívida pública". Talvez esta designação ajude a aligeirar as preocupações que advêm da situação. Isto é um embuste!
No futuro talvez se afirme que Portugal aumenta o volume das exportações porque exporta dívida cada vez que recorre a financiamentos externos...
Porque razão não chamam "os bois pelos nomes"?
Será que as famílias endividadas que recorrem a financiamentos para resolverem os seus problemas também podem usar a expressão "vender dívida"?
A resposta parece óbvia.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

OUTRA GENTE, OUTROS TEMPOS


Era oriundo de famílias aristocráticas e descendente de flamengos.
O pai deixou de lhe pagar os estudos e deserdou-o.
Trabalhou, dando lições de inglês para poder continuar o curso.
Formou-se em Direito.
Foi advogado, professor, escritor, político e deputado.
Foi também vereador da Câmara Municipal de Lisboa.
Foi reitor da Universidade de Coimbra.
Foi Procurador-Geral da República.
Passou cinquenta anos da sua vida a defender uma sociedade mais justa.
Com 71 anos foi eleito Presidente da República.
Disse na tomada de posse: "Estou aqui para servir o país. Seria incapaz de alguma vez me servir dele..."
Recusou viver no Palácio de Belém, tendo escolhido uma modesta casa anexa a este.
Pagou a renda da residência oficial e todo mobiliário do seu bolso.
Recusou ajudas de custo, prescindiu do dinheiro para transportes, não quis secretário, nem protocolo e nem sequer Conselho de Estado.
Foi aconselhado a comprar um automóvel para as deslocações, mas fez questão de o pagar também do seu bolso.
Este SENHOR era Manuel de Arriaga e foi o primeiro Presidente da República Portuguesa.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

CAVACO SILVA, o BPN e as ELEIÇÕES


Esta imagem traz à memória do Pai do Bicho acontecimentos recentes que foram tratados até à exaustão pela comunicação social.
Não será preciso ter muita imaginação para relacionar esta caricatura com os milhões que foram subtraídos aos portugueses para pagar os danos causados ao BPN por alguns gestores que, alegadamente, terão enriquecido ilicitamente.
Esses gestores pertencem ao circulo de amigos do actual Presidente da República, Cavaco Silva.
Segundo a imprensa, Aníbal Cavaco Silva terá concretizado com estes seus amigos alguns negócios no mínimo duvidosos, como são os casos das mais valias desproporcionadas que realizou com acções da SLN e a aquisição de uma moradia no Algarve, com algumas irregularidades nos registos e no âmbito fiscal.
Diz o povo: "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és", e este tipo de adágios populares raramente se enganam.
Se não querem ser enganados, quando no próximo domingo exercerem o vosso direito de voto lembrem-se de "Cavaco e seus muchachos" e votem em conformidade.


PS - O Pai do Bicho não é, não quer, nem tem que ser isento, até porque "quem não se sente não é filho de boa gente".

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

FMI substitui "SANTOS DA CASA"


Portugal atravessa uma fase complicada devido ao endividamento externo e ao excessivo défice orçamental.
Estes problemas seriam com toda a certeza ultrapassados se a economia estivesse a crescer satisfatoriamente. Porém, tal não acontece e, ao invés, espera-se uma recessão em consequência das medidas de austeridade recentemente aprovadas. Daí que os "Mercados" estejam a seguir atentamente a situação portuguesa e progressivamente apliquem juros mais elevados sobre a dívida pública.
Ninguém consegue prever durante quanto tempo necessitaremos de recorrer a financiamentos, mas é certo que enquanto não formos capazes de gerar riqueza, pelo menos, para cobrir aquilo que consumimos, a situação tende a agravar-se. Conclui-se portanto que o descalabro financeiro se agudizará enquanto não resolvermos o problema económico.
É neste enquadramento que estão a ser exigidos sacrifícios aos portugueses, esperando-se que o esforço seja repartido por TODOS.
Entretanto, surgem sinais preocupantes de que alguns poderão ficar isentos de contribuir para a necessária normalização das contas públicas - é o caso da antecipada distribuição de dividendos de algumas empresas, com implicações negativas na arrecadação de receita fiscal; é também o caso da remuneração compensatória que cobrirá "integralmente a perda de vencimento dos funcionários públicos açorianos" que têm um rendimento mensal entre 1500 e 2000 euros.
Por estas situações e por outras já tornadas públicas, o BCE, o FMI e os "Mercados" olham com desconfiança para a recuperação da situação económica e financeira portuguesa e, neste panorama, será legítimo duvidar da capacidade do governo em fazer cumprir as medidas orçamentais aprovadas.
Com tudo isto, para além do descontentamento popular crescer exponencialmente, estamos a pôr-nos a jeito para uma visita prolongada do senhores do FMI. Muitos têm opinado que o FMI não nos fará adoptar medidas muito distintas daquelas que foram aprovadas. O Pai do Bicho não alinha pelo mesmo diapasão, pois receia que uma intervenção dos homens do Fundo Monetário Internacional seja previsivelmente penosa para o povo português, na medida em que obrigará à tomada de medidas cegas, não levando em conta algumas especificidades da nossa realidade.
Mas, é um facto que quer o governo, quer a oposição, têm evidenciado uma incapacidade total de entendimento e vontade política na resolução dos nossos problemas. É também público e notório que o executivo tem revelado descontrole nas contas públicas.
Neste contexto, o Pai do Bicho, mesmo sem querer fazer futurologia, tem a convicção que mais tarde, ou mais cedo, vamos ter cá o FMI, pois está provado que "SANTOS DA CASA NÃO FAZEM MILAGRES", sobretudo quando, alegadamente, ASSALTAM A "CAIXA DAS ESMOLAS".

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

BLACK OUT AOS POLÍTICOS


A mentira, demagogia, hipocrisia, irresponsabilidade, incompetência na actuação dos políticos é transversal na plenitude do quadro político nacional.
Estamos todos fartos de ver os agentes partidários sobrepor os interesses dos partidos ao interesse nacional. Não é para isso que lhes pagamos e, muito menos elegemos.
Poder-se-á dizer que a imprensa dá cobertura a tudo isto, logo é co-responsável.
O Pai do Bicho não vai por aí. Pois a imprensa tem uma função informativa da qual não deve abdicar, desde que este exercício seja pautado pela isenção e verdade.
Mas o país está farto da baixa política (intrigas, mentiras, faltas de respeito e quejandos) e do triste espectáculo que as televisões têm levado a casa dos portugueses, como foi o caso das negociações e aprovação do OGE para 2011.
O que há então a fazer?
Os eleitores deveriam mostrar o seu descontentamento votando em branco nos próximos actos eleitorais e mudar de canal sempre que qualquer político se apresente no pequeno ecrã.
Quanto aos órgãos de comunicação social, seria bom que substituissem os políticos nos debates de diversas matérias de interesse público por especialistas independentes , remetendo os políticos ao ostracismo e retirando-lhes a mediatização que tanto prezam.
Os políticos que temos merecem o nosso profundo desprezo.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A ÉTICA DE EDUARDO CATROGA


Foi publicado na 2.ª Série do Diário da República um despacho do extraordinário João Duque, através do qual Eduardo Catroga é contratado para professor catedrático no ISEG, o que parece que não lhe ocupará muito tempo ("a tempo parcial 0 %"), e, pasme-se, o contrato produz "efeitos a partir de 1 de Setembro de 2008".
O Prof. Doutor João Duque, que faz coro com Medina Carreira como comentador catastrofista sobre a situação financeira do país, deveria preocupar-se mais com os seus actos e iluminados despachos que emana.
O Pai do Bicho não esquece que o reformado Eduardo Catroga foi Ministro das Finanças de Cavaco Silva no tempo em que jorrava dinheiro da União Europeia em contrapartida da destruição do sector primário da nossa actividade económica. Ele foi co-responsável pelo abate de embarcações de pesca, o abandono dos campos e pela subsídio-dependência em que o nosso país se deixou cair.
Resta acrescentar que parece não ter sido por acaso que o PSD tenha escolhido Eduardo Catroga, correligionário de Cavaco Silva, para negociar o OGE para 2011 com Teixeira dos Santos. O homem até tinha tempo disponível...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

SOPA DOS POBRES PARA RICARDO GONÇALVES

O Pai do Bicho leu há dias no Jornal de Notícias um artigo de opinião de Manuel António Pina sobre declarações inusitadas do deputado do PS Ricardo Gonçalves e não resiste em partilhá-lho com os leitores desta página.
Vejamos então o comentário irónico deste articulista:

«De pé, ó vítimas da fome
O deputado do PS Ricardo Gonçalves quer que a cantina da AR abra "à hora de jantar" para acudir aos deputados, que "são de longe os mais atingidos na carteira" pelas medidas de austeridade, já "quase não [tendo] dinheiro para comer".
Ao CM, Ricardo Gonçalves queixou-se de que, além de uns miseráveis 3700 euros de vencimento, apenas recebe mais "60 euros de ajudas de custos por dia" para "viagens, alojamento e comer fora".
Compreende-se o seu desalento. O deputado Gonçalves deixou uma próspera carreira de professor para, respondendo ao chamamento cívico, passar a deputar na AR, e agora tem que se governar com 3700 euros por mês mais 60 euros por dia para "viagens, alojamento e comer fora".
Não surpreende que Teixeira dos Santos ande a "dormir mal" e que Sócrates tenha, como confessou na AR, "apertos de coração".
Deputados esfomeados é coisa horrível de ver (dir-se-á que Ricardo Gonçalves não representa a deputação, mas o facto de Maria José Nogueira Pinto lhe haver em tempos chamado "palhaço" confere-lhe desde logo ampla representatividade).
Justifica-se que, no próximo PEC, o Governo poupe um pouco mais no subsídio de desemprego e no Rendimento Social de Inserção. Ou nas pensões, cujo valor médio já anda pelos 397,17 euros, o que faz dos pensionistas "de longe os menos atingidos na carteira".
Com essa redução da despesa poder-se-á servir uma ceia de Natal condigna na cantina da AR.»


Infelizmente as declarações do deputado Ricardo Gonçalves não eram para os "apanhados". As palavras deste deputado da nação chegam a ser revoltantes se pensarmos numa substancial parte da população que tem que gerir o seu parco salário e faz das tripas coração para conseguir uma refeição por dia.
Se este senhor deputado se sente mal com emprego que escolheu, procure outro melhor; quem sabe se até não lhe levam a comida a casa...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

ALMEIDA SANTOS DESMASCAROU-SE


"As crises não são só do Governo, são do povo e o povo tem que sofrer as crises como o Governo sofre".
“Não são sacrifícios incomportáveis”
(Considerações tecidas pelo presidente do PS, Almeida Santos em 29-09-2010, sobre os sacrifícios que estão a ser pedidos aos portugueses)
Já não basta ao povo sofrer os efeitos da crise. O povo tem também que estar sujeito a ler e ouvir as palavras infelizes de Almeida Santos.
As elites nem sempre conseguem manter a aparência hipócrita que estão ao lado do povo, mesmo quando durante parte da sua vida se fizeram passar por socialistas.
Há sempre uma ocasião em que, tal como o azeite, a verdade vem ao de cima. Esse momento pode acontecer quando a senilidade já não perdoa, como parece ser o caso de Almeida Santos.
Não se pode culpabilizar o povo pela crise actual nem tão pouco por não ter tomado a melhor opção enquanto eleitor, pois as possíveis escolhas no actual quadro político não parecem oferecer credibilidade e garantias de uma boa governação. A responsabilidade da crise que o nosso país atravessa deve ser imputada por inteiro aos políticos, que nos têm governado nas últimas décadas revelando total incapacidade para perceber a debilidade da nossa economia, não tomando as medidas adequadas, ao mesmo tempo que permitiram que a corrupção e o clientelismo se instalassem.
O Sr. Almeida Santos foi longe demais e demonstrou com as suas palavras que atingiu o limite do seu prazo de validade enquanto político.
Quantos "Almeidas Santos" que gravitam no nosso espaço político será ainda preciso (auto)desmascarar(em-se) para que o povo deixe de ser ingénuo e manifeste a sua revolta a esta corja de malfeitores que insistem em subordinar a defesa dos interesses dos portugueses às vantagens que extraem em proveito próprio e para suas famílias políticas?
A crise não é do povo, mas é o povo que a paga por manifesta incapacidade e desonestidade da classe política. É esta a convicção do Pai do Bicho.

terça-feira, 22 de junho de 2010

ENGº. JAMAIS NA CGD


Mário Lino, ex-ministro dos Transportes, é o novo presidente do conselho fiscal das seguradoras da Caixa Geral de Depósitos (CGD). O "Engº. Jamais" vai assim substituir José Saldanha Sanches, falecido a 14 de Maio deste ano, que presidia aos conselhos fiscais da Fidelidade Mundial, Império Bonança e Caixa Seguros e Saúde, esta última a holding que agrega as várias marcas de seguros da CGD.
É por estas e por outras semelhantes que o país está como está. Alguns engenheiros, porque não devem perceber nada de engenharia, ocupam lugares de gestores, de fiscalistas, de auditores, de economistas, de contabilistas, etc, etc, etc. e depois assinam sem saber o quê. Mas isso pouco importa, o que é importante é que lá se conseguiu arranjar um bom "tacho" para o "amigalhaço" "Engº. Jamais", o que não foi fácil, diga-se. Não foi para a Cimpor, não foi para a Ren mas arranjou-se para Presidente de um Conselho Fiscal da área seguradora. Na verdade, a sua formação em engenharia está mesmo bem para este cargo. O Pai do Bicho gostava de saber porque é que os fiscalistas não podem assinar projectos de engenharia e os engenheiros podem assinar "de cruz" documentação fiscal e contabilística das empresas. Depois acontecem coisas como no caso do BPN em que o Sr. Dr. Dias Loureiro, segundo afirmou, se limitava a assinar porque tinha confiança em quem elaborava a documentação. Não admira que os Centros de Emprego contem nos seus registos com licenciados em fiscalidade ou áreas afins; mas esses, ainda que bons técnicos, não podem ocupar os lugares que estão guardados para os amigos porque o ordenado promete. E quem vai avaliar o "Engº. Jamais" nas suas funções? Possivelmente será o Sr. Engenheiro (colega de formação) José Sócrates, que como se sabe é um supra-sumo em matéria de controlo financeiro, contabilidade e fiscalidade, particularmente da área seguradora.
Este "senhor jamais" que um dia teve uma miragem ao vislumbrar um deserto na margem sul do Tejo, é o tal que não cumpriu a Lei quando entregou a encomenda dos Magalhães e concedeu à Liscont, do amigo Jorge Coelho, a exploração do terminal de contentores de Alcântara sem os necessários concursos públicos.
Acima de tudo esta nomeação é um insulto à memória do Homem Honesto que anteriormente ocupava o cargo. Francamente substituir Saldanha Sanches, Homem de uma Verticalidade inquestionável, por este "jamais" sempre pronto a mudar de opinião para estar de acordo com a voz do dono, só para não lhe tirarem o tacho, é INACREDITÁVEL!
Este senhor, teve um subsidio de reintregação, vai ter um salário e outras mordomias, a acumular com a reforma. Esta nomeação permite concluir que valeu a pena ao "Engº Jamais" trocar o PCP pelo PS.
O Pai do Bicho teme um dia ter de concordar com aqueles que querem acabar com as empresas publicas, participadas, fundações e institutos públicos. Talvez seja a única forma de pôr termo a estes tachos.
Vivemos num país pobre manipulado por meia dúzia de abutres que passam a vida a engendrar como beneficiar os amigos, familiares e compadres, alegando que apenas o fazem porque é uma medida de carácter imprescindível e de emergência! Somos um país de gente que com idade para trabalhar está no desemprego e de gente gananciosa, sem escrúpulos, reformada, com emprego!
Este é um país dum Povo com sono. Afinal Abril acordou-o mas como foi de madrugada, está agora a descansar, enquanto os poderosos não dormem. Até quando esta situação se vai manter?
Todos os dias se assiste a debates, opiniões e tudo mais nos vários canais televisivos. Porém, o Pai do Bicho não ouviu ninguém comentar esta inqualificável nomeação. Porque será?
É só promiscuidade! Estes políticos se não o fossem, e fossem mulheres com sotaque, teriam um anúncio num desses sites que existem pela internet com fotos muito educativas...
"Jobs for bad boys"
JAMAIS !