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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

AMMAIA - CIDADE ROMANA a visitar

O Pai do Bicho visitou há dias as Ruínas da Cidade Romana de Ammaiae ficou deveras impressionado pela vasta riqueza arqueológica que ali se encontra, que contrasta com a quase inexistente divulgação deste importante local histórico.Situadas bem próximas da bonita vila de Marvão, em pleno Alentejo, no coração do Parque Natural da Serra de S. Mamede,as Ruínas da Cidade Romana de Ammaia localizam-se numa zona de grande beleza, atestando a sua grandeza patrimonial.A área urbana aproximar-se-ia originalmente dos vinte hectares. As escavações arqueológicas iniciadas em 1995 colocaram a descoberto cerca de 3.000 m² e um número e uma qualidade de estruturas que permitem afirmar estarmos na presença de um dos testemunhos mais importantes da passagem dos romanos em todo o Alto Alentejo.De entre as construções exumadas constam as correspondentes ao antigo fórum (praça pública) de dimensões consideráveis e pavimentado com lajes graníticas, onde se erguia o podium de um templo,a par de vestígios dos antigos banhos públicos e de um teatro.No local existe o Museu Monográfico da Cidade de Ammaia,por forma a mostrar a vida quotidiana da população que aqui viveu, bem como os diversos objectos aqui encontrados e inventariados, possuindo mesmo uma das mais importantes colecções de vidros romanos da Península Ibérica.No interior do museu podem ser apreciadas entre outros objectos, uma colecção de lucernas,várias moedas cunhadas pelos romanos,diversos recepientes de cerâmica,pedras de anéis, sinetes, etc...A cidade romana de Ammaia e o seu museu merecem ser mais divulgados e o Pai do Bicho deixa aqui o seu modesto contributo para que aumente o seu número de visitantes.
Estrada da Calçadinha
Lugar da Portagem
São Salvador da Aramenha
Marvão

segunda-feira, 3 de maio de 2010

SORTELHA - Aldeias Históricas (IX)

O Pai do Bicho conclui hoje um conjunto de pequenas descrições ilustradas com fotos de aldeias históricas situadas na Beira Interior do nosso país.
Na etiqueta deste blogue, "Viagens pelo país" encontrarão várias sugestões que apelam a uma visita a estas encantadoras terras portuguesas, que são muitas vezes preteridas quando se escolhem locais para passar férias ou fins de semana prolongados.A vila de Sortelha pertence ao concelho do Sabugal, no distrito da Guarda e assenta num local rochoso de onde se domina o Vale do Alto Côa.
Sortelha tem cerca de duas centenas e meia de habitantes.
Esta vila beirã terá sido um importante castro lusitano, assumindo igual destaque durante as ocupações romana e muçulmana. Contudo, Sortelha seria marcada decisivamente, ao longo de toda a Idade Média. No início, como influente praça-forte nas lutas da Reconquista Cristã; posteriormente, constituindo-se como defesa da zona de fronteira com Castela.
O granito é o suporte para todas as edificações desta aldeia histórica, desde as casas ao empedrado das ruas estreitas, passando pelas muralhas do castelo que se ergue a 760 metros de altitude.

O castelo foi mandado reconstruir por D. Sancho II e sofreu vários restauros (nos reinados de D. Dinis, D. Fernando e D. Manuel) depois de alguns tremores de terra que afectaram a sua estrutura.Sortelha ainda se conserva rodeada de fortes muralhas circulares, que se estendem pelos declives naturais, envolvendo a aldeia como um anel.Na sua urbe destaca-se o recinto da cidadela no cimo de um penhasco mais elevado, com a torre de menagem quadrada ao centro.Daqui abarca-se um amplo horizonte em que se distingue a serra da Malcata e a linha final da serra da Estrela.Além do castelo, é igualmente notável a igreja matriz do século XIV.O "Largo do Pelourinho" é a zona central de Sortelha. Para além dos seus símbolos municipais mais marcantes - a antiga Domus Municipalis e o elegante pelourinho do século XVI -, impõe-se nesta zona a volumetria da cidadela, sólido reduto do castelo erguido no topo de uma colina, a que se acede por uma escada.Bastante curiosos são as formações graníticas conhecidas como "Pedra do Beijo" e "Cabeça da Velha", dois penedos graníticos com formas invulgares.O artesanato de Sortelha passa pelos trabalhos em bracejo, palha de trigo junça e ráfia, pífaros em madeira as mantas de farrapos e os tapetes de Arraiolos.Quem quiser provar a gastronomia local aqui ficam algumas recomendações: cabrito ou borrego na brasa passando pelo javali e veado, prove também os enchidos (morcela, chouriça, farinheira) e os queijos (cabra, ovelha), acompanhados por um bom pão centeio e no fim coma as filhós, os esquecidos e o arroz doce.Esta pequena vila encontra-se muito bem cuidada e não desilude quem a visita.

sexta-feira, 26 de março de 2010

PENAMACOR - Aldeias Históricas (VIII)

A vila de Penamacor situa-se no distrito de Castelo Branco, sendo limitada a norte pelo município do Sabugal, a leste pela fronteira espanhola, a sul por Idanha-a-Nova e a ocidente pelo Fundão. Esta vila fronteiriça, situada a uma altitude de 550 metros, ocupa uma área de 555 quilómetros quadrados, tem cerca de 7000 habitantes e foi disputada por romanos, visigodos e mouros.Ainda se podem admirar as muralhas do castelo mandadas edificar por Gualdim Pais, mestre da Ordem dos Templários, no século XII.
Entre as várias igrejas existentes em Penamacor é a Igreja da Misericórdia, construída no século XVI, com um belo portal manuelino encimado por esferas armilares, que constitui o principal orgulho da vila.
A Domus Municipalis, tem uma porta de entrada para o cimo de vila, é contígua ao conjunto de muralhas, que se encontram em razoável estado de conservação. Na fachada voltada para as cercanias, podem ver-se duas harmoniosas janelas e entre elas o brasão de armas de Penamacor, com as esferas de D. Manuel I.Encostada à muralha medieval existe uma torre, cuja construção remonta, provavelmente ao início do séc. XIV.
As actuais ameias e campanário são fruto da reconstrução operada em meados do séc. XX para receber o novo relógio carrilhão instalado em 1956, em substituição do velho relógio que já vinha do séc. XIX.
Junto à antiga porta de entrada da Cidadela, do lado exterior à cerca, pode ver-se um pelourinho num espaço que foi inicialmente Praça Pública, onde se efectuavam todo tipo de vendas, sendo mais tarde, convertido em cemitério, que foi extinto em 1857.A torre de menagem, que foi recuperada e restaurada é tudo o que resta da alcáçova de um dos mais poderosos castelos da Beira. Nas suas tranquilas ruas podem ver-se casas típicas da região, construídas em pedra.
O artesanato local inclui bordados e rendas pregadas em linho e mantas de trapos tecidas no tear.Quanto à gastronomia, destacam-se os pratos de caça, como uma deliciosa receita de coelho bravo.
Penamacor é também sede da Reserva Natural da Serra da Malcata, que abriga espécies como o lobo e a lontra numa área selvagem e densamente arborizada de cerca de 20 quilómetros quadrados, mas é sobretudo conhecida por ser um dos últimos refúgios do quase extinto lince ibérico.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

PENHA GARCIA - Aldeias Históricas (VII)

Considerada por muitos o "presépio" da Beira, a aldeia de Penha Garcia situa-se na encosta meridional da serra com o mesmo nome, com a barragem, o vale e as azenhas aos pés e, tendo a Norte a Serra de Malcata, a Este a Serra da Gata (em Espanha), a Sul a planura interrompida pela imponente colina de Monsanto, e a oeste a Serra da Estrela.Trata-se de uma povoação muito antiga, com povoamento neolítico, foi castro Lusitano e povoação Romana. Depois da Reconquista, D. Afonso III atribui-lhe foral e doa Penha Garcia à Ordem de Santiago para que esta efectuasse a fortificação da zona. Tal não veio a acontecer e D. Dinis retira-se dessa ordem a favor da Ordem do Templo e posteriormente, para a Ordem de Cristo. Foi couto do reino até ao séc. XVIII e sede de concelho até 6 de Novembro de 1836.Das antigas construções restam ainda a Igreja Matrize o Pelourinho.Esta aldeia em pedra desenvolve-se por ruas estreitas e becos, por pequenos pátios e escadinhas e por entre casas de pedra pode subir-se ao Castelode onde se avista o deslumbrante vale encaixado do rio Pônsul,com o seu famoso conjunto de antigos moinhos.Ambiente de grande exotismo, onde a Natureza caprichou, pondo a descoberto interessantes exemplares raros de fósseis.As ruas labirínticas compostas por pequenas casas de xisto estão cobertas de flores.As autoridades locais efectuaram aqui um excelente trabalho.Recuperaram os moinhos tradicionais, que funcionam e onde se pode ficar a dormir,marcaram caminhos por entre o curso do rio, com pequenas pontes de madeira, canteiros, mesas de quartzito para quem quiser merendar,uma casa para mostra de fosseis (que proliferam ali) e até uma piscina natural. Como se vê, não faltam razões para uma visita a Penha Garcia.