sexta-feira, 26 de agosto de 2011

"VAI TOMAR BANHO"



Consta que a expressão "VAI TOMAR BANHO" remonta à época da colonização do Brasil.
Depois das Cruzadas, muitos portugueses foram contagiados com sífilis e outras doenças transmissíveis, desenvolvendo medo ao banho e horror à nudez, o que agradou de sobremaneira à Igreja.
Ora, os índios não conheciam a sífilis e já tinham hábitos de higiene. Lavavam-se da cabeça aos pés em banhos de rio, além de usarem folhas de árvore para limpar os bebés e lavarem nos rios as redes onde dormiam.
Devido à falta de banhos, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram mudadas com frequência e raramente lavadas, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem "tomar banho".
Assim nasceu uma expressão que se mantém bem viva nos dias de hoje.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

PASSEIO DA FRUTA

A fruta marcou uma presença quase constante no passeio pedestre que realizámos na manhã de ontem. Ao longo do percurso foram colhidos e degustados figos,peros,amoras silvestres,uvase só as abóboras escaparam à gula dos caminheiros porque não cabiam nas mochilas.Com o sol a brilhar e uma temperatura amena os CAMINHEIROS MONTE DA LUA partiram do Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas às 08h40e encaminharam-separa o cume dum outeiro, onde um conjunto de velhos moinhos de vento teimam em marcar presença.Junto às ruínas da centenária Aldeia de Broasos caminheiros foram aos figos, no verdadeiro sentido literal da expressão.Seguiu-se uma descida com piso irregularaté à Ribeira da Cabrela,em cujas frescas margens crescem abundantemente vistosas alfaces,entre outros produtos hortícolase os caminheiros até se refrescaram aproveitando (involuntariamente) o sistema de rega que existia no local.Depois dum exercício de equilíbrio sobre as pedras da ribeira,"carregaram-se baterias"na companhia da quietude da água ribeirinha.No recomeço da caminhadao Rui encontrou uma abóbora de pesoe, ali bem perto, nadavam tranquilamente graciosos patinhos.Continuámos a nossa marcha em direcção ao Carvalhale constatámos que alguém teria perdido os "calcantes".Entretanto recusámos uma oportunidade de almoço por considerarmos que o menu não era apropriado.Deixando para trás a aldeia do Carvalhaliniciámos uma prolongada subida.Depois da escalada, os elementos femininos do grupo encenaram a versão portuguesa do içar da bandeira na vitória da batalha de Iwo Jima.À entrada de Odrinhas passámos por um lavadouro público,um chafarize um abrigo característicos da zona.Cerca do meio dia estava concluída uma caminhada de aproximadamente 12 kms. e o casal Morais teve um gesto simpático daqueles a que já nos habituou. Ofereceu ao grupo deliciosas fatias de melão (este foi o passeio da fruta) acompanhadas com um vinho espumante de Lamego cuja qualidade até faz esquecer o corte no subsídio de natal.A talhe de foice, cabe aqui fazer uma referência à excelência do traçado escolhido pelo Casal Morais e o trabalho que desenvolveram na preparação do passeio. Eles fizeram o reconhecimento do percurso, tal como têm feito em caminhadas anteriores. Humildemente, como é seu timbre, não fazem constar o "making of" (trabalho de bastidores) dos passeios. Por isso, esse seu empenho pode passar despercebido aos elementos do grupo.
O trabalho aparece feito porque alguém o fez. Obrigado Casal Morais!Agora vamos de férias e os passeios seguem dentro de momentos...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

SOLUÇOS

Devido ao aumento do volume do estômago, o nervo frénico (responsável pela activação do diafragma) pode ficar irritado e contrair o músculo do diafragma, provocando soluços.
O soluço é uma respiração com espasmos provocada pelo fecho súbito da glote (abertura localizada na laringe, que serve de passagem de ar para os pulmões) simultâneo à contracção do diafragma (músculo respiratório situado entre o abdómen e o tórax).
A maioria dos casos as crises de soluços tem duração breve; mas existem situações em que a pessoa soluça durante horas.
São também conhecidas algumas manobras caseiras para fazer parar os soluços. O Pai do Bicho deixa aqui as seguintes dicas:
- Ingerir água gelada;
- Engolir açúcar ou miolo de pão;
- Chupar uma rodela de limão;
- Fazer gargarejos com água;
- Coçar o céu da boca com uma cotonete.
- Erguer repetidamente os joelhos até ao peito;
Se as crises de soluços durarem mais de 24 horas convém consultar um médico.
Não é lenda a história de que um susto pode curar o "soluçante", pois o sobressalto liberta adrenalina e activa o nervo frénico.
Mas cuidado. Convém não provocar um susto desproporcionado ao ponto de desencadear um ataque cardíaco...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

D. BEATRIZ E O ÓRGÃO

A D. Beatriz, organista numa igreja, tem 80 anos e é solteira. É admirada por todos pela sua simpatia e doçura. Uma tarde, convidou o novo padre da Igreja para ir lanchar a sua casa e ele ficou sentado no sofá, enquanto ela foi preparar um chá. Olhando para cima do órgão, o jovem padre reparou numa jarra de vidro com água e, lá dentro, boiava um preservativo. Quando a D. Beatriz voltou com o chá e as torradas, o padre não resistiu a tirar a sua curiosidade perguntando o porquê de tal decoração em cima do órgão.
E responde ela apontando para a jarra:
Ah! Refere-se a isto?
Maravilhoso, não é? Há uns meses atrás, ia eu a passear pelo parque, quando encontrei este pacotinho no chão. As indicações diziam para colocar no órgão, manter húmido e que, assim, ficava prevenida contra todas as doenças. E sabe uma coisa?
Este Inverno ainda não me constipei.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

MUDARAM AS MOSCAS, MAS...

António do Pranto Nogueira Leite foi nomeado vice-presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos com um vencimento de 20 mil euros por mês. O académico, que foi conselheiro de Pedro Passos Coelho, vai assumir funções executivas, ocupando o lugar de número dois do próximo presidente executivo do banco público.
Actualmente Nogueira Leite já exerce(?) as funções seguintes:
- administrador executivo da CUF,
- administrador executivo da SEC,
- administrador executivo da José de Mello Saúde,
- administrador executivo da EFACEC Capital,
- administrador executivo da Comitur Imobiliária,
- administrador (não executivo) da Reditus,
- administrador (não executivo) da Brisa,
- administrador (não executivo) da Quimigal
- presidente do Conselho Geral da OPEX,
- membro do Conselho Nacional da CMVM,
- vice-presidente do Conselho Consultivo do Banif Investment Bank,
- membro do Conselho Consultivo da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações,
- vogal da Direcção do IPRI.
É também membro do Conselho Nacional do PSD desde 2010.
Com este monopólio açambarcador tem forçosamente de haver desemprego para os que não são «génios», isto é, não são amigos dos poderosos.
Os amigos começam a ocupar os bons lugares e, no momento em que o governo apregoa que quer poupar e reduzir nas despesas, aumenta impostos, o preço dos transportes, da saúde e avisa que o ciclo de sacrifícios ainda está no início, tem o desplante de inflacionar o número de administradores da CGD de sete para onze.
O «amiguismo» impera desvanecendo as diferenças entre este e os governos de Sócrates.

AFINAL SÓ AS MOSCAS É QUE MUDARAM...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

ENTRE O VALE DO JAMOR E O TEJO

O Vale do Jamor acolhe o sonho da construção de um Centro Desportivo em Portugal. Este lugar contempla o desporto de lazer e o desporto de alto rendimento.
Trata-se de um parque, sem luxo, com relvados frescos e árvores copadas, onde população pode brincar, praticar desporto, tomar ar puro e divertir-se em íntimo convívio com a natureza.
Integrado neste complexo desportivo, o Estádio Nacional foi inaugurado em 1944 e contou com a presença de 50.000 espectadores e 12.000 praticantes, das mais diversas modalidades desportivas.A sua concepção foi inspirada na linha dos grandes símbolos desportivos internacionais existentes em países com regimes autocratas.É uma análise redutora concluir-se que o Complexo Desportivo do Jamor serve apenas para dois eventos anuais: a final da Taça de Portugal de Futebol e o Estoril Open. Este esplêndido local foi eleito no último domingo para o habitual passeio semanal dos
CAMINHEIROS MONTE DA LUA.Para início da caminhada subimos a escadaria contígua à bancada norte do Estádio Nacionale visitámos a sua tribuna de honra.Penetrando na matadirigimo-nos à ermida de Nossa Senhora da Boa Viagem, que está situada no extremo sul do Alto do Esteiro.Esta capela com alpendre anexo, foi construída nos anos 40 do século passado e restaurada em 2006. Tem a fachada principal revestida a azulejo de figura avulsa dos sécs. XVII e XVIII.Do miradouro frontal à capela contemplámos uma panorâmica do Tejo, com Algés e o Cristo-Rei a montante,Trafaria e Cova do Vapor em frente,a Torre do Bugio a assinalar a foz do rioe a Costa do Estoril a fechar o nosso ângulo de visão.Frente ao Alto do Esteiro divisámos o Alto do Reduto Sul onde foi construído o Forte de Caxias que durante o Estado Novo foi utilizado como "SPA" para aqueles que ficavam cativos por se oporem ao regime salazarista.Seguimos depois em direcção ao marco geodésico do Esteiro, cujas linhas fazem lembrar um foguetão. Esta edificação em conjunto com o Farol da Gibalta e o Farol do Esteiro, define o enfiamento da Grande Barra do Tejo - importante função para a navegação marítima no porto de Lisboa.Passámos então pelo farol do Esteiro, que entrou em funcionamento em Maio de 1914. Tem uma torre com 15 metros de altura. e esteve apagado entre Março de 1916 e Dezembro de 1918 devido à 1ª grande guerra.Prosseguindo a nossa marchapercorremos a estrada marginal em direcção a Caxias alguns metros acima da linha férrea que serpenteia os contornos do Tejo.Regressando à Cruz Quebrada através do passeio ribeirinho,cruzámos o Farol da Gibalta, com 13 metros de altura, que existe no velho mirante de Caxias desde Março de 1914.Chegados ao Vale do Jamor, atravessámos um esplêndido parque urbano que dispõe de um mini golfe, uma pista de canoageme um espaço com equipamento para a prática de exercício físico.Numa rota paralela a este parque urbano, o rio Jamor parece reclamar urgente requalificação.Depois de passarmos por um moderno complexo de courts de ténis cobertos,pausámos nas bancadas do campo de ténis onde anualmente ocorre o Estoril Open, para o necessário aconchego estomacal.No recomeço da caminhada subimos a colina que acede a Linda-a-Velha passando por uma curiosa edificaçãoe uma zona residencial de sumptuosas moradiascom vista privilegiada.Já em plena mata encontrámos um parque com equipamento para a prática de desportos radicais e o Luís Morais não resistiu ao apelo de se exercitar,contagiando o João Pereira,e, até a Luísa Trindade teve a ousadia de exibir a sua coragem.Depois do sucesso do momento circense e sem vítimas a registar, a caminhada aproximou-se do finale, com o relvados do Jamor à vista,seguiu-se a fase descendente da colina.Depois de 13 quilómetros percorridos num ambiente de sã camaradagem, foi tempo de cuidar dos músculos recorrendo a alguns exercícios de alongamentos. Foi mais uma manhã espectacular!