sábado, 8 de outubro de 2011

"ZÉ DA MOURARIA" - Tasca Colossal

No antigo bairro lisboeta designado por Mouraria, na encosta do Castelo de S. Jorge que confina com o Centro Comercial da Mouraria existe uma ruela com piso de paralelepípedos onde se encontra o Restaurante "Zé da Mouraria".
Neste simpático bairro onde o fado nasceu e que hoje apresenta uma mistura de residentes de longa data e uma comunidade multicultural, complementado por artistas, estudantes e outros jovens, o "Zé da Mouraria" oferece uma ementa composta por pratos tradicionais que fazem crescer água na boca a qualquer mortal.
A quantidade é apreciável e a qualidade da confecção caseira é transcendente.
A convite do seu amigo Luís, o Pai do Bicho teve o prazer de conhecer esta "mesquita gastronómica" e, no ambiente típico e informal desta tasca castiça, saboreou deliciosas lascas de bacalhau, guarnecidas com grão e batatas a murro, polvilhadas com coentros; tudo a nadar em azeite. O vinho verde tinto era divinal!
O preço não "queima" e o serviço é simpaticamente eficiente.
O "Zé da Mouraria" conquistou mais um freguês.
O melhor certificado de qualidade que esta conceituada tasca tradicional apresenta é a quantidade de seres mastigantes que se juntam à porta esperando um lugar para "encherem o baú". Por isso, convém fazer antecipadamente a reserva de mesa. Contrariamente a Alfama onde, a atmosfera é demasiado comercial - tudo mais caro e menos simpático - devido a uma maior afluência de turistas, a Mouraria ainda tem o clima de autenticidade - simpático e menos dispendioso - sendo por isso mais agradável.O Pai do Bicho recomenda uma visita ao "Zé da Mouraria" e deixa aqui algumas informações úteis.


Rua João do Outeiro, 24
Lisboa
Tel.218 865 436
Aberto para almoços. Jantares só para grupos. Encerra aos domingos. Não aceita cartões de crédito.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

INTELIGÊNCIA APARENTE

Comemorou-se hoje o 101º. aniversário da implantação da República em Portugal.
Inevitavelmente choveram discursos de políticos, que mereceram por parte dos analistas os mais variados comentários.
O Pai do Bicho não ousa comentar o palavreado debitado nesta efeméride, mas não resiste em trazer à lembrança uma velha frase, cujo autor desconhece:



«Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos.»


Será que este pensamento se ajusta a alguma das individualidades que hoje discursou?

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

PASSEIO ESTIVAL NO OUTONO

Depois de um verão atípico no que concerne às condições meteorológicas, o Outono chegou com uma onda de calor de envergonhar o estio.Aproveitando bem a manhã quentinha do passado domingo, os CAMINHEIROS MONTE DA LUA reuniram as hostes na Barragem do Rio da Mula para realizarem o habitual passeio semanalque, apesar da ausência de pluviosidade no passado mais recente, apresentava um nível aquífero bastante razoável.De saudar a estreia do Luís Cunha no seio do grupoe o regresso, após ausência prolongada, do casal Roboredo.O início da caminhada foi marcado por uma subida com bom pisoe já nas profundezas da serra surgiram diversas minas de água que denunciam a existência dos lençóis freáticos que abundam na zona.Nas imediações dos "quatro caminhos" surgiu um obstáculo, que foi facilmente superado porque o Luís Morais improvisou uma rampa de acessoe depois bastou um pulinho.Após o habitual "mata bicho"prosseguimos pela mata contígua ao Convento dos Capuchos,contornámos um lago que pode ser utilizado como fonte de abastecimento de helicópteros durante o combate a incêndiose, entre o arvoredo, o casal Morais não escondeu um curioso momento de ternura.De novo na Barragem do Rio da Mula,constatou-se a existência de lagostinse o repórter não resistiu a um impulso de vaidade, furtando o primeiro plano a uma soberba paisagem.A caminhada com cerca de 13 kms. ficou concluída cerca das 12h30, com o calor a apertar e os cantis vazios. Por isso os caminheiros aproveitaram o precioso líquido que jorrava de uma rústica fonte para se dessedentarem.Foi um passeio "entretido" e p'rá semana há mais...

sábado, 1 de outubro de 2011

GOVERNO TRATA DA SAÚDE DOS PORTUGUESES


O texto abaixo transcrito foi encontrado na caixa de correio electrónico do Pai do Bicho, que não tendo meios para confirmar ou desmentir os factos, deixa essa tarefa aos os visitantes desta página.

«Quando o British Hospital surge numa conversa, tendemos a perguntar: o de Campo de Ourique ou o das Torres de Benfica? O hospital pertence ao Grupo Português de Saúde desde o início dos anos 1980. O Grupo Português de Saúde pertence ao universo da Sociedade Lusa de Negócios, a tal que tinha um banco dentro. Exactamente: o BPN. O banco serviu para financiar a compra do British. Um fiasco. Entre 1999 e 2009, o British recuou de uma média anual de 12 mil consultas para cerca de 1800. Entre 2004 e 2007, o presidente do Grupo Português de Saúde foi o economista José António Mendes Ribeiro, o qual, quando saiu do grupo, deixou um passivo de perto de cem milhões de euros.
Pois foi precisamente José António Mendes Ribeiro que o ministro da Saúde, Paulo Macedo, foi buscar para coordenar o grupo de trabalho que vai propor os cortes a aplicar no Serviço Nacional de Saúde.
Isto, que podia ser uma charla dos Malucos do Riso, é apenas o estado a que isto chegou.»


Se estes factos forem reais, os portugueses poderão concluir que os homens que nos governam poderão estar a preparar-se para nos "tratarem da saúde".

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ODRINHAS - origem do nome



O Pai do Bicho fez uma pesquisa para satisfazer a curiosidade sobre a etimologia de ODRINHAS - simpática aldeia no concelho de Sintra - e entre várias explicações pareceu-lhe plausível a seguinte:
O nome de ODRINHAS remonta ao seu passado ligado à leiteira Vigor.
Antigamente as pessoas entregavam na fábrica Vigor a quantidade excedentária do leite das vacas que alimentavam nos seus domínios e faziam transportar esse leite em burros, que carregavam "odres".
A palavra "odre" significa vasilha ou saco de couro ou de pele para transporte de líquidos. Por isso ser tão constante nesta aldeia sintrense passou a chamar-se ODRINHAS à terra dos "odres"!
É giro saber estas coisas, não acham?

domingo, 25 de setembro de 2011

O FASCÍNIO DO MAR

Com encontro marcado para as 8h30 na Capela Circular de S. Mamede, em Janas, os CAMINHEIROS MONTE DA LUA, abençoados pelos santinhos,iniciaram este domingo mais um animado passeio pedestre.De Janas a Gouveia foi um ápice.A paisagem rural dominou e não faltaram vistosas moradias timidamente escondidas por pinheirose velhos moinhos que no alto do outeiro parecem ter orgulho em mostrar-se.Ficámos também a saber que os burros não se encontram todos em S. Bento porque algumas espécies rumaram ao Magoito.Ao aproximarmo-nos do marsentimos um agradável odor a maresia com uma pitada de iodo.Experimentámos o novo acesso à Praia de Magoitoe foi ao nível do areal,sob um alpendre, que forrámos os estômagos.
Enquanto um temerário pescador esperava que o peixe picasse,amarinhámos pela encosta da falésia a sul da praiae nem as dificuldades do terrenoimpediram que a boa disposição se mantivesse no seio do grupo.Chegados ao alto da falésia tivemos a compensação de poder observar a praia que estava maravilhosa e o mar que´exerce particular fascínio nos caminheiros.O casario da Praia de Magoito ficou para trás.Confirmou-se mais uma vez que há quem não consiga resistir à tentação de trepar ao cimo dos marcos geodésicos.A caminhada prosseguiu depois por caminhos mais acessíveise até um engraçado poney quis assistir à nossa passagem.Atravessámos depois uma linha de águae entrámos no frondoso pinhalrumo a Janas.Com os ponteiros do relógio a coincidir no número doze, concluímos cerca de 13 kms. duma caminhada onde não faltaram momentos de boa disposição como é apanágio dos CAMINHEIROS MONTE DA LUA.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

JOSÉ NIZA E DEPOIS DO ADEUS



No dia em que faleceu o autor da canção "E DEPOIS DO ADEUS", que foi utilizada como senha para dar início ao levantamento militar que em 25 DE ABRIL DE 1974 pôs termo ao regime ditatorial que oprimiu os portugueses durante 48 anos, o Pai do Bicho evoca sumariamente o seu prestigiado percurso.
José Manuel Niza Antunes Mendes, ou simplesmente José Niza (Lisboa, 16/9/1938 - Santarém, 23/9/2011), foi médico, compositor e político português.
Em 1956 foi para Coimbra estudar medicina. É nessa cidade que funda, em 1961, a Orquestra Ligeira do Orfeon Académico de Coimbra conjuntamente com José Cid, Daniel Proença de Carvalho, Joaquim Caixeiro e Rui Ressurreição.

Em 1971 passa a ser responsável pela produção da editora Arnaldo Trindade, Lda. (Discos Orfeu).

Como compositor, José Niza ganhou quatro Festivais RTP da Canção e é o autor da letra da canção "E DEPOIS DO ADEUS".

Foi Deputado em muitas legislaturas colaborando em diversas iniciativas e diplomas legislativos: Código dos Direitos de Autor e Direitos Conexos, Lei de Protecção da Música Portuguesa, Redução do Imposto sobre Importação de Instrumentos musicais, etc.

Hoje, no dia da sua morte, o Pai do Bicho quer deixar aqui o POEMA, que acabou por ser a "chave da porta que Abril abriu..."



"E DEPOIS DO ADEUS"



Quis saber quem sou

O que faço aqui

Quem me abandonou

De quem me esqueci



Perguntei por mim

Quis saber de nós

Mas o mar

Não me traz

Tua voz.



Em silêncio, amor

Em tristeza e fim

Eu te sinto, em flor

Eu te sofro, em mim



Eu te lembro, assim

Partir é morrer

Como amar

É ganhar

E perder.



Tu vieste em flor

Eu te desfolhei

Tu te deste em amor

Eu nada te dei



Em teu corpo, amor

Eu adormeci

Morri nele

E ao morrer

Renasci.



E depois do amor

E depois de nós

O dizer adeus

O ficarmos sós



Teu lugar a mais

Tua ausência em mim

Tua paz

Que perdi

Minha dor

Que aprendi.



De novo vieste em flor

Te desfolhei...

E depois do amor

E depois de nós

O adeus

O ficarmos sós.



E DEPOIS DO ADEUS a JOSÉ NIZA fica a memória do homem que hoje faleceu e do seu legado.