segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

8 DE DEZEMBRO - FERIADO

A Imaculada Conceição, por Bartolomé Murillo
Comemora-se hoje, 8 de Dezembro, o dia da Imaculada Conceição. Imaculada Conceição de Maria significa que a Virgem Maria foi preservada do pecado original.
A celebração de uma padroeira é uma expressão de respeito por aqueles que confiam na presença de Deus nas suas vidas. Ao longo da História de Portugal, sobretudo em momentos difíceis, quando o país perde a confiança em si próprio, é vulgar observarmos esta evocação divina, fonte de esperança, para refazer Portugal.D. Afonso Henriques, em plena Reconquista por terras de Santarém, pediu a Graça Divina para enfrentar os sarracenos e a partir daqui não mais se deixou de a pedir.Também D. João I, antes da Batalha de Aljubarrota, colocou nas portas da capital inscrições de louvor à Virgem, acabando com a construção do Mosteiro da Batalha, dedicado a Nossa Senhora, em reconhecimento da sua intercepção; o mesmo se passou com o seu esforçado companheiro D. Nuno Alvares Pereira, também ele, em agradecimento a Santa Maria, mandou construir o Convento do Carmo, em Lisboa.O rei D. Duarte também reforçou a devoção a Maria, que foi, assim, acompanhando a vida dos portugueses. Apesar de a veneração, como vimos, desde há muito estar enraizada na Fé dos portugueses, só com D. João IV se oficializou. Com efeito, nas cortes celebradas em Lisboa, no ano de 1646, este monarca declarou a Virgem Nossa Senhora da Conceição Padroeira do Reino de Portugal, prometendo-lhe, em seu nome e no dos seus sucessores, o tributo anual de 50 cruzados de ouro. Ordenou o mesmo soberano que os estudantes da Universidade de Coimbra, antes de tomarem algum grau, jurassem defender a Imaculada Conceição. Comemorou, ainda, este facto com a cunhagem de moedas de ouro e de prata, gravadas no reverso com a imagem de Nossa Senhora. Esta iniciativa régia foi igualmente responsável pelo acréscimo do culto da Imaculada Conceição ao longo do séc. XVII, bem ilustrado pela construção de capelas um pouco por todo o país. Ao longo da 4ª dinastia e até à actualidade nunca mais se abandonou esta veneração.O dogma da Imaculada Conceição foi definido pelo Papa Pio IX, em 8 de Dezembro de 1854.
O Dia da Mãe possui uma carga de afectos e de sentimentos de piedade muito grande.

domingo, 7 de dezembro de 2008

PASSEIO POR NAFARROS, JANAS E AZENHAS DO MAR

O dia de hoje acordou cinzento, a chuva caiu durante toda a manhã quase ininterruptamente e a ausência de frio poupou-nos ao peso de agasalhos suplementares. Não obstante, o nosso grupo de caminheiros apresentou-se bem disposto em Nafarros para cumprir o programa que haviamos previamente estabelecido.O percurso escolhido e bem, pelo camarada Luís Morais, caracterizou-se essencialmente pela ausência de desníveis e contrariando a tendência de passeios anteriores, o piso de alcatrão marcou presença significativa.De Nafarros, dirigimo-nos para as Azenhas do Mar atravessando Janas e seguimos depois pela orla costeira até ao miradouro existente sobre a Praia da Aguda. Com o Atlântico como pano de fundo aproveitámos uma breve pausa para ingestão de alimentos líquidos e sólidos. Depois atravessámos parte do Pinhal de Nazaré e percorremos um pequeno troço com lama que foi facilmente ultrapassado.Neste passeio circular caminhámos durante cerca de 15 kms. a um ritmo muito razoável, registando o tempo de 3h15m no cronómetro.
Chegados a Nafarros, quem quis pôde tomar banho e mudar de roupa. Foi totalmente limpos de corpo e alma que atacámos um "patriótico" cozido à portuguesa servido por simpáticos motards desta localidade, nas instalações da União Desportiva Cultural de Nafarros.A refeição correu muito bem, a qualidade e quantidade exibiram-se a bom nível e não se registaram abusos que pudessem desafiar os aparelhos de medição da taxa alcoolémica. O convívio dos caminheiros teve mais uma vez um saldo muito positivo.
Domingo há mais...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

CAETANO VELOSO

Uma das figuras mais importantes da música popular brasileira contemporânea, Caetano Veloso começou a cantar e tocar violão em Salvador, onde estudou, ao lado da irmã Maria Bethânia.
Nos anos 60, conheceu Gilberto Gil, Gal Costa e Tom Zé, e juntos começaram a fazer shows.
Em 1965, Maria Bethânia foi chamada para substituir Nara Leão no espectáculo "Opinião", no Rio de Janeiro, e levou Caetano para acompanhá-la.
No mesmo ano, ele foi convidado a gravar o seu primeiro compacto, com "Cavaleiro" e "Samba em Paz".
Em 1967, gravou o primeiro LP, "Domingo", com Gal Costa.
O disco "Tropicália", ao lado de Gil, Gal, Tom Zé, Torquato Neto, Rogério Duprat, Capinam, e Nara Leão, marcou o início do movimento tropicalista.
Em 1968, no 3o Festival Internacional da Canção, chegou a ser vaiado pelo público e teve a música "É Proibido Proibir" desclassificada.
Em 1969, depois de ser preso pela ditadura militar, Caetano partiu para o exílio em Inglaterra, onde lançou discos e compôs canções como "London, London" e "Como Dois e Dois".
Retornou ao Brasil em 1972 e fez shows em várias cidades. O seu regresso gerou alguma polémica: a esquerda acusava-o de se ter alienado da política. Caetano, por sua vez, dava respostas irónicas ou debochadas.
Em 1976 Caetano, Gal, Gil e Bethânia uniram-se de novo e formam o grupo Doces Bárbaros, que gravou um LP. Depois, Caetano lançou um compacto simples com as músicas carnavalescas "Piaba" e "A filha da Chiquita Bacana".
Nos anos 1980, Caetano Veloso gravou e produziu discos, como "Outras Palavras", "Cores, Nomes", "Uns" e "Velô". Em 1986, comandou, ao lado de Chico Buarque, o programa de televisão "Chico & Caetano", onde cantavam e recebiam convidados.
Nos anos 1990, voltou a fazer sucesso com o disco "Circuladô", cuja faixa-título era baseada num poema de Haroldo de Campos. Logo em seguida, "Tropicália 2" refez a parceria entre Caetano e Gil.
Em 1997, saiu o primeiro livro de Caetano, "Verdade Tropical", um relato pessoal sobre sua visão de mundo. O disco "Livro", de 1998, ganhou o prémio Grammy em 2000, na categoria World Music.Talentoso e mediático, Caetano também fez músicas inesquecíveis para o cinema, como "Tieta".
Em 2003 uma música gravada para o filme "Frida" dirigido por Pedro Almodóvar, levou-o aos palcos do Oscar.Em 2004, no CD "A Foreign Sound" fez releituras de canções em inglês, com clássicos de Paul Anka, Elvis Presley, Cole Porter, entre outros, com destaque para "Come as You Are",do Nirvana, além de "Feelings" de Morris Albert, uma das canções mais gravadas de todos os tempos.

(Fonte: Pesquisa efectuada algures na blogosfera)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

AUTO GOLO - EXEMPLO

"Diz-se que o PSD anda agitado porque sente que pode chegar à vitória. Eu duvido. Se o futebol nos ensina alguma coisa é que para ganhar um jogo, e eventualmente um campeonato, é na baliza do adversário e não na nossa que devemos meter a bola".


(Rafael Barbosa, "Jornal de Notícias", 01-12-2008)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

SILVINO BAPTIZOU SARAMAGO E O PAI

Na quarta-feira, 3 de Dezembro, será apresentada no CCB, com entrada livre, a última obra de José Saramago, "A Viagem do Elefante" (ver mais em: http://blog.josesaramago.org/). O "Pai do Bicho" presta aqui a sua modesta homenagem ao nosso Nobel da Literatura, transcrevendo uma história curiosa e verídica contada pelo próprio e que o marcou para sempre. Ora leiam:"Contei noutro lugar como e porquê me chamo Saramago. Que esse Saramago não era o apelido do lado paterno, mas sim a alcunha por que a família era conhecida na aldeia. Que indo o meu pai a declarar no Registo Civil da Golegã o nascimento do seu segundo filho, sucedeu que o funcionário (chamava-se ele Silvino) estava bêbado (por despeito, disso o acusaria sempre meu pai), e que, sob os efeitos do álcool e sem que ninguém se tivesse apercebido da onomástica fraude, decidiu, por sua conta e risco, acrescentar Saramago ao lacónico José de Sousa que meu pai pretendia que eu fosse. E que desta maneira, finalmente, graças a uma intervenção por todas as mostras divina, refiro-me, claro está, a Baco, deus do vinho e daqueles que se excedem a bebê-lo, não precisei de inventar um pseudónimo para, futuro havendo, assinar os meus livros. Sorte, grande sorte a minha, foi não ter nascido em qualquer das famílias da Azinhaga que, naquele tempo e por muitos anos mais, tiveram de arrastar as obscenas alcunhas de Pichatada, Curroto e Caralhana. Entrei na vida marcado por este apelido de Saramago sem que a família o suspeitasse, e foi só aos sete anos, quando, para me matricular na instrução primária, foi necessário apresentar certidão de nascimento, que a verdade saiu nua do poço burocrático, com grande indignação de meu pai, a quem, desde que se tinha mudado para Lisboa, a alcunha desgostava. Mas o pior de tudo foi quando, chamando-se ele unicamente José de Sousa, como ver se podia nos seus papéis, a Lei, severa, desconfiada, quis saber por que bulas tinha ele então um filho cujo nome completo era José de Sousa Saramago. Assim intimado, e para que tudo ficasse no próprio, no são e no honesto, meu pai não teve outro remédio que proceder a uma nova inscrição do seu nome, passando a chamar-se, ele também, José de Sousa Saramago. Suponho que deverá ter sido este o único caso, na história da humanidade, em que foi o filho a dar o nome ao pai. Não nos serviu de muito, nem a nós nem a ela, porque meu pai, firme nas suas antipatias, sempre quis e conseguiu que o tratassem unicamente por Sousa."

(Excerto do livro "As Pequenas Memórias" de José Saramago, editado pela "Caminho")

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA

O "Pai do Bicho" traz hoje para o seu espaço a evocação dos acontecimentos que fizeram com que hoje se comemore uma data histórica e convida-os a fazer uma viagem no tempo. Venham daí...
O rei D. Sebastião morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no norte de África, no ano de 1578. Portugal ficou sem rei, pois D. Sebastião era muito novo e ainda não tinha filhos para herdarem a coroa portuguesa. Por essa razão, sucedeu-lhe o parente mais próximo do sexo masculino, seu tio-avô, o cardeal D.Henrique.Mas o problema não ficou solucionado: D. Henrique pertencia ao Clero e por isso não podia casar e ter filhos.Dois anos depois, o cardeal morreu e mais uma vez o parente mais próximo do sexo masculino ocupou o trono. Esse parente era o rei Filipe II, que já governava outros reinos da Península Ibérica (Castela, Leão, Aragão, Catalunha e Navarra). A partir de 1581, passou a governar Portugal. Portugal ficou assim sob o domínio de Espanha, durante os reinados de D. Filipe II, Filipe III e Filipe IV.Os portugueses não se sentiam bem, governados por um rei espanhol. Queriam reconquistar a independência perdida. Houve várias tentativas de revolução, mas todas falharam.
Em 1640, vários nobres planearam em segredo um golpe de Estado e, no dia 1 de Dezembro tomaram de assalto o Paço da Ribeira onde estavam a Duquesa de Mântua, regente de Portugal, e o escrivão da Fazenda do Reino, Miguel de Vasconcelos, que tinha imenso poder. Os Restauradores prenderam a Duquesa e o seu escrivão foi morto a tiro e defenestrado (atirado da janela abaixo) no Paço da Ribeira. Foi assim que Portugal recuperou a sua independência, sendo D. João IV,. Duque de Bragança, aclamado rei, com o cognome de "O Restaurador".

(Fonte: Algures na blogosfera - Compilações)

sábado, 29 de novembro de 2008

PASSEIO DA ÁGUA

Promovido pela Câmara Municipal de Sintra, ocorreu este sábado um passeio pedestre que tinha como tema a água, fazendo jus ao facto de ao longo do percurso se poderem observar várias minas do precioso líquido.
Numa manhã chuvosa a que nem o granizo faltou e com uma temperatura que oscilava entre os 3 e 6 graus, o grupo que aceitou este desafio não se apresentou muito numeroso. Talvez o excesso de água (a do tema e a da chuva), o valor a pagar pela inscrição, ou a manhã de sábado que muitos utilizam para efectuar as compras semanais, tenham afugentado os caminheiros. A caminhada iniciou-se cerca das 9h00 na Barragem do Rio da Mula com uma longa subida que durou aproximadamente uma hora e foi superada com relativa facilidade. O grau de dificuldade aumentou na descida que se seguiu, coberta de abundante lama, provocando alguns desequilíbrios; o repórter escalado para a cobertura deste evento até fez uma aterragem forçada sem que tivesse tempo de abrir o respectivo trem: kayudekú.
Verificámos que a prevenção de incêndios não está descurada na Serra de Sintra, pois além de várias torres de vigilância, poder-se-ão encontrar no seio da serra vários depósitos de água, instalados pela Protecção Civil.Passando perto de Vale de Cavalos, Malveira e Pedra Amarela, os cerca de 25 corajosos caminheiros puderam apreciar uma parte do interior da Serra de Sintra, em condições atmosféricas adversas, mas que não beliscam minimamente a beleza natural com que o "Monte da Lua" - era assim que os antigos lhe chamavam - privilegia os seus visitantes. Após 11 kms. percorridos em cerca de 3 horas terminámos a nossa caminhada ansiando um retemperador banho de água quente.
Só para concluir, acrescenta-se que no dia 1 de Dezembro haverá nova caminhada na Serra de Sintra, com inicio às 9h00 na Barragem do Rio da Mula. Fica lançado o repto. Ah valentes!