terça-feira, 20 de janeiro de 2009

BARACK H. OBAMA TOMOU POSSE

Finalmente os E.U.A.têm um novo Presidente que substituiu o famigerado George W. Bush, que esbanjou milhares de milhões de dólares herdados do seu antecessor, que durante a sua governação aumentou o número de pobres, que desperdiçou o capital de confiança que até então os europeus depositavam nos E.U.A. e que gerou uma guerra de consequências catastróficas com final imprevisto. A sua governação permitiu ainda uma crise económica e financeira que se transmitiu à Europa. Bye, bye, Bush!
Dois milhões assistiram à cerimónia de posse de Barack Obama, numa mancha humana que se estendeu ao longo de 2 kms. no parque frontal ao Capitólio. Para avaliarmos melhor a dimensão dos assistentes poderemos equiparar este número à população residente na área metropolitana de Lisboa. Impressionante!
A anteceder a tomada de posse, Aretha Franklin com todo o seu peso, simbolicamente e literalmente falando, cantou o hino nacional. Foi um momento com grande carga emocional.
Obama prestou juramento com a mão direita sobre a Bíblia usada por Abraham Lincoln em 1861, seguindo-se alguns disparos de salvas por várias peças de artilharia.
Barack Obama iniciou então um discurso de apenas 18 minutos pautados pela prudência. Fez o diagnóstico das "doenças" que afectam a nação, salientando que a crise económica actual se deve à avidez e irresponsabilidade de alguns; identificou o papel dos E.U.A. no mundo e desafiou os americanos a enfrentar o desafio de refazer a América.
Barack Obama é advogado e usa bem a palavra. Mantendo a coerência relativamente ao discurso utilizado durante a campanha eleitoral, transmitiu uma ideia de humildade e fez apelos à reconciliação nacional, à fé, ao trabalho, às virtudes tradicionais, à responsabilidade e a uma atitude optimista.
O Presidente empossado prometeu resolver o problema da dependência do petróleo, apostando nas energias renováveis, contribuindo para a resolução da ameaça do aquecimento global. Disse que iria vigiar o mercado, retomar valores antigos como a justiça, lealdade e patriotismo. Prometeu ainda respeitar a diversidade cultural, deixar o Iraque ao seu povo, tentar encontrar interesses comuns com o mundo muçulmano, através do diálogo, em busca da paz e não esqueceu a promessa de auxilio aos povos mais pobres.
Muitos dirão que este discurso poderia ter sido proferido por qualquer outro Presidente, até por um republicano.Talvez. Contudo, o "Pai do Bicho" quer acreditar que, se a prática da governação de Barack Obama confirmar os princípios enunciados no seu discurso, poderemos todos congratular-nos porque algo no mundo começa a melhorar.
Aguardemos.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

FIFA 2008 IBÉRICO


O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madail e o seu homólogo espanhol Angel Vilar, estiveram hoje reunidos em Lisboa, para prepararem a formalização da candidatura ibérica à organização do Mundial de Futebol de 2018.
Que os espanhóis se candidatem é lá com eles.
Quanto à candidatura portuguesa, seria talvez recomendável que em vez de querermos pintar um quadro colorido duma situação que se apresenta negra, nos preocupássemos em arrumar a casa.
Os espectáculos que se vêm nos estádios nacionais são maioritariamente pobres; a média de espectadores por jogo é baixa; o nível das arbitragens está longe do aceitável; parte substancial dos clubes mantêm sistematicamente salários em atraso, revelando a irresponsabilidade dos seus dirigentes, etc...
Alguns defensores desta candidatura argumentam que esta é uma oportunidade de rentabilizar os estádios construídos na ocasião do Euro 2004. Este conjunto de estádios não se rentabiliza com qualquer competição esporádica, mas com assistências regulares a cada semana.
Convirá lembrar que é exigível que os estádios a utilizar nesta competição tenham capacidade para um mínimo de 42000 espectadores, o que só acontece com três deles - Luz, Dragão e Alvalade.
Dir-se-à que o investimento já está feito. Não é verdade. Para além de reajustamentos que a FIFA exigirá nos estádios existentes, não é líquido que as actuais acessibilidades para os campos desportivos sejam aceites por este organismo. Além disso, a campanha de promoção da candidatura será indubitavelmente dispendiosa.
No caso desta candidatura vencer as restantes, será em Espanha que se realizarão o jogo de abertura e a final do torneio, porque o nosso país não dispõe de estádios que comportem os 80000 assistentes, como é exigido. A participação de Portugal neste evento corre então o risco de ser ofuscada pelo país vizinho.
O "Pai do Bicho" não quer ser derrotista mas tem a convicção que a relação custo/benefício será negativa e o seu efeito será suportado pelos mesmos de sempre - os contribuintes.
Senhores "Madaís" deste país: o vosso projecto apenas serve de justificação para se perpetuarem no poder, ao mesmo tempo que resultará nalguns proveitos para aqueles que negoceiam fornecimentos de bens e serviços e, verdade se diga, mantém o "povão" suficientemente alienado para se alhear dos problemas sociais e económicos que os políticos não resolvem e que afectam as famílias.
É urgente que se faça uma regeneração no futebol e também no país, que só surtirá efeito se a sua abrangência contemplar os seus dirigentes.
"Não se joga futebol com a bola vazia".

domingo, 18 de janeiro de 2009

CAMINHEIROS À CHUVA

Durante a caminhada desta manhã alguém lembrou não ser novidade, que quando alguém se junta ao grupo pela primeira vez, a chuva faz a sua aparição como se estivesse a validar esse baptismo. Foi o que aconteceu hoje com a estreante Fátima.Realmente é preciso gostar muito desta actividade para teimosamente enfrentar a pluviosidade que nos acompanhou desde o início até ao fim da caminhada. Foi o que aconteceu a estas quinze personagens que se apresentaram à partida, junto à Capela da Malveira da Serra. Depois de caminharmos umas boas centenas de metros sobre o alcatrão, penetrámos na Serra de Sintra e pouco tardou para iniciarmos o ataque a uma subida que nos havia de conduzir à Peninha. Lá no alto, no local onde noutras ocasiões se vislumbrava a orla marítima de Cascais/Guincho/Cabo da Roca, só a cor cinzenta que caracteriza estes dias surgia frente aos nossos olhos.Não obstante, ainda foi possível fazermos uma breve visita aos "burritos", que sem qualquer abrigo, ali estavam "ensopados" à espera de "melhores dias". Apesar de já termos realizado várias caminhadas nesta zona, percorremos alguns troços que nunca antes percorrêramos. Isto só é possível porque o grupo conta com os camaradas Bruno e Luís Morais, que têm um vasto conhecimento dos terrenos que pisamos. A partir do alto da Peninha descemos por um caminho, de piso escorregadio, para a Malveira da Serra, onde após cerca de 13 kms. de caminhada e três horas e meia de chuva incessante, chegámos apenas 13 elementos, dado se registou a desistência de um casal que apenas percorreu cerca de 2 kms. por não estar preparado para enfrentar as adversas condições atmosféricas. Após o cumprimento desta "missão" todos ficaram a merecer o retemperador banho de água quente e o almoço que se seguiu, nas respectivas casas.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

ENTERRADA EM CASA

O homem vê uma reportagem sobre um sujeito que tinha morto a sogra e que a tinha enterrado no chão da cozinha, tendo a polícia descoberto o sucedido apenas 20 mais tarde.
Mal a peça termina, o homem começa a pensar:
- Hum... 20 anos... Daqui por 20 anos provavelmente até já morri... E sempre me livrava da velha... Vou fazer o mesmo!
Dito e feito, o homem liga à sogra a convidá-la a ir lá a casa, ela aparece, ele mata-a com uma traulitada na cabeça e enterra-a no chão da cozinha.
Passados 15 minutos, a polícia entra-lhe em casa para o prender.
O guarda que o está a algemar diz-lhe:
- Você está preso por assassinar a sua sogra e a enterrar no chão da cozinha!
- Mas, mas, mas... O outro também fez o mesmo, e também a enterrou no chão da cozinha, e vocês demoraram 20 anos a dar por ela!
- Sim, mas o outro morava num rés-do-chão, e você mora num terceiro andar!

(Fonte: e-mail de um amigo)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

ARMANDO CGD VARA



No início desta semana fomos contemplados com a notícia de que o socialista(?) Armando Vara foi promovido na Caixa Geral de Depósitos, depois de ter abandonado este banco público para assumir a vice-presidência do Banco Comercial Português.
O Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos assume que "apenas cumpriu o estabelecido internamente, agindo retroactivamente, numa das primeiras reuniões do conselho de administração, após alteração da estrutura governativa da instituição, como sempre é feito".
Ao que parece, esta promoção retroactiva produzirá efeitos no valor da reforma de Armando Vara.
É curioso que os membros do C.A. da C.G.D. decidam atribuir aos próprios "benesses" pouco comuns. O "Pai do Bicho" acaba de entender que estes dirigentes apenas adoptaram na prática o velho ditado popular "Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo, ou não tem arte".
Para melhor sustentabilidade do sistema de segurança social foi introduzido um factor correctivo no cálculo das pensões que penaliza os pensionistas. Paradoxalmente, este aumento antecipado no valor da futura reforma de Armando Vara parece indiciar que a dita sustentabilidade está garantida. O "Pai do Bicho" não consegue entender a coerência das medidas aplicadas no universo dos futuros pensionistas, com os privilégios concedidos à classe dirigente. Apresente-se quem possa explicar...
Este caso é também o exemplo acabado do sucesso da iniciativa do governo "Novas Oportunidades", que transformou um modesto "balconista" bancário num director de um banco público. O "Pai do Bicho" pensa que esta evolução só foi possível pelo facto deste dirigente ser possuidor de um "cartão rosa mágico". Tempos houve em que vigorava um "cartão laranja mágico".
Será que quem aproveita "bem" a iniciativa "Novas Oportunidades" é um oportunista no sentido mais pejorativo do termo?
Seria que a eventual intromissão na alternância de poder dos cartões rosa e laranja por um cartão de cor diferente resolveria o problema de carácter dos nossos políticos? O "Pai do Bicho" não crê que essa fosse a solução. No seu modesto ponto de vista a classe política teria forçosamente que eliminar o seu "chicoespertismo" e entrar numa rota de mudança radical nos padrões éticos, morais e honestidade para com o país.
AH! JÁ AGORA... TENHAM VERGONHA!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

D. AFONSO HENRIQUES

"D. Afonso Henriques foi obrigado a opor-se militarmente à própria mãe, porque as ligações telefónicas na época eram excepcionalmente más e ele não chegou a ouvir D. Teresa dizer «filho eu também gosto muito de ti» antes de se ter cortado a ligação."

(Comendador Marques de Correia)

domingo, 11 de janeiro de 2009

SERRA DA CARREGUEIRA

A caminhada de hoje teve 7 de amplitude. Coisa esquisita, não é? Nem por isso. É até muito simples de compreender. Quando iniciámos o passeio a temperatura do ar rondava os 2 graus e quando terminámos a caminhada o termómetro registava 9 graus, logo... Já deu para perceber? Basta observar os agasalhos usados pelos 16 caminhantes para concluir que estava mesmo frio. Além da inflação de roupa, a melhor maneira de aquecer o corpo era caminhar. Foi o que fizemos a partir do quartel da Serra da Carregueira. Mal tínhamos iniciado a nossa marcha, surgiu-nos no caminho uma família de suínos que teimava em dar-nos as boas vindas, dando até a sensação que nos queria acompanhar no passeio matinal. Os pinheiros predominaram durante o percurso da zona ocidental da Carregueira, que nos levou ao alto dos dois moinhos, onde pudemos apreciar uma extensa e bonita paisagem. Chegados a Belas atravessámos a estrada e fizemos o percurso de regresso pela parte oriental da Serra da Carregueira. Com o auxílio do camarada Luís Morais foi atravessado o pequeno leito de uma ribeira. Junto à dita linha de água havia um pequeno troço do aqueduto das águas livres e uma ponte de construção muito antiga (romana?), que talvez tenha sido desqualificada, no sentido histórico do termo, por remodelação inadequada.Pela primeira vez num só passeio, unimos 2 percursos que já tínhamos experimentado mas em dias distintos, ou seja, percorremos ambos os lados da estrada que liga Belas a Vale de Lobos.
Na fase final do nosso passeio entrámos pelas traseiras no condomínio de Belas Clube de Campo, porque não havia muros, redes, portões ou avisos a proibir a entrada. Não comemos erva do campo de golfe, não assaltámos residências, nem tão pouco furtámos um pouco de terra para o canteiro do nosso quintal. Não obstante, quando saímos deste empreendimento, deparámos com um segurança que nos declarou não ter apreciado a nossa intrusão. Duma forma civilizada trocaram-se argumentos e com tudo a acabar bem seguimos o nosso caminho. De costas viradas para Belas Clube de Campo, seguimos a nossa marcha através de um estreito corredor com piso verdejante.
Em breves instantes chegámos às imediações do quartel da Serra da Carregueira, donde mais uma vez vislumbrámos no horizonte o inconfundível Palácio de Pena.Hoje realizámos quase 14 kms. de salutar convívio.