terça-feira, 22 de setembro de 2009

BARRACADAS DOS POLÍTICOS (V)



O bebé na incubadora
Santana Lopes
As sua metáforas explícitas ficarão para a história, mesmo que a sua carreira política acabasse hoje, coisa que muitos desejam mas ninguém acredita.
«Depois de nascer através de um parto difícil, este governo teve de ir para uma incubadora e vinham alguns irmãos mais velhos e davam-lhe uns estalos e pontapés», afirmou Santana Lopes em 2004, picado com a tirada de Cavaco Silva no dia anterior em que sugeria uma aplicação da lei de Gresham ("a má moeda tende a expulsar do mercado a boa moeda") na política, cabendo aos políticos competentes contribuir para afastar os incompetentes.
Mau gosto ou "gaffe", você decide.

domingo, 20 de setembro de 2009

ENTRECOSTO E ARROZ DE FEIJÃO

S. Pedro prometeu e cumpriu. O tempo esteve simplesmente maravilhoso, contribuindo para o sucesso do passeio gastronómico que hoje realizámos no Cabeço de Montachique.Apesar da contribuição do santo padroeiro de Sintra, o êxito deste convívio cabe quase por inteiro à capacidade de organização, voluntarismo, generosidade, trabalho e simpatia da família Morais, sendo decisiva a sua contribuição para que tudo se realizasse a contento de todos. Eles foram inexcedíveis: levaram tachos e fogão,botija de gaz butano,produtos hortícolas da sua lavra, compraram pão, enchidos, carne...
prepararam o lume e assaram o que era para assar.
A Tina até fez um arroz de feijão que estava DIVINAL.
Os restantes convivas foram preparando as mesas,
cortando o pão,
preparando a salada...
As hostilidades foram abertas com um ataque cerrado às chamussas, queijo, presunto e outros salgadinhos, seguindo-se as sardinhas amavelmente oferecidas pela Isabel.
Seguiram-se uns apetitosos enchidos e...
O inevitável entrecosto que além suculento, foi muito bem temperado e estava delicioso.
O bom vinho não faltou e as sobremesas que os elementos femininos habitualmente preparam para estas ocasiões também fizeram a sua aparição.
Houve animação nas mesase ainda está por esclarecer porque razão alguns elementos focalizaram as atenções à sua retaguarda.A componente gastronómica do nosso convívio quase remeteu para os alçapões do esquecimento o passeio matinal que antecedeu o almoço e que entendemos agora recordar.
Estradas de terra batida e bom piso constituíram a primeira parte do percursoaté chegarmos às ruínas de um forte das Linhas de Torres, que defendeu a cidade de Lisboa das invasões francesas.
Ao longe via-se a localidade do Freixial, distinguindo-se um pequeno aglomerado de construções - o seu famoso aviário.
Também não faltou o piso irregular de uma estrada romana.
Entre moinhos e cabos de linhas de alta tensão avistava-se ao longe o rio Tejo e a Ponte Vasco da Gama.O rumo estava traçado para uma missão bem definida: caminhar para o entrecosto com feijão. O objectivo foi alcançado e ao fim de cerca de 9 kms os 26 caminheiros chegaram ao local do repasto: o Parque Municipal do Cabeço de Montachique.Para finalizar o convívio disputaram-se jogos de matraquilhos e marcou-se encontro para a II CIMEIRA DA COVA DO VAPOR a realizar no próximo sábado.
ATÉ LÁ!

sábado, 19 de setembro de 2009

ESCUTAS


O Pai do Bicho tem ouvido nos últimos dias e com muita frequência a palavra escutas, parecendo até que interesses relacionados com uns senhores de Belém em oposição a outros de S. Bento têm sido esgrimidos, utilizando argumentos de defesa e ataque que, baralhando o cidadão comum, não levam a conclusão alguma.
Como é suposto vivermos em democracia e que os órgãos de soberania do nosso país se respeitem, o Pai do Bicho não quer acreditar que o cerne da questão se situe na esfera da espionagem nua e crua.
Então do que se trata?
Ao contrário de Cavaco, o Pai do Bicho reconhece a sua ingenuidade e, talvez por isso, acredita que as escutas a que os órgãos de comunicação social se têm referido nos últimos dias, seja apenas o diminutivo usado popularmente para fazer referência aos escuteiros.

Afinal "eles" são todos bons rapazes...


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

BARRACADAS DOS POLÍTICOS (IV)

Jamais! Quer dizer, peut-être...
Mário Lino
O ministro das Obras Públicas nunca mais se livrará da fama, muito embora tenha recusado o proveito de ter pronunciado a célebre frase: «Na margem sul do Tejo, jamais!», a propósito da localização do novo aeroporto de Lisboa, acrescentando que aquela zona era um «deserto».

terça-feira, 15 de setembro de 2009

HÁ 2000 ANOS JÁ ERA ASSIM!

«O Orçamento Nacional deve ser equilibrado. As Dívidas Públicas devem ser reduzidas, a arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada.
Os pagamentos a governos devem ser reduzidos, se a Nação não quiser ir à falência. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver por conta pública.»
(Marcus Tullius - Roma 55 a.C.)

domingo, 13 de setembro de 2009

O ENCANTO DE MONSERRATE

Junto ao portão do Jardim do Palácio de Monserrate apresentaram-se esta manhã 19 caminheiros para iniciarem mais um passeio dominical. Registaram-se duas reaparições (Cremilde e Clarisse) e duas caras novas (Manuela Abreu e Marco Domingos).
Percorridas poucas centenas de metros assinalou-se a baixa de uma estreante por não possuir a preparação adequada para acompanhar o grupo que, dadas as circunstâncias, iniciou a caminhada imprimindo um ritmo assaz reduzido. Para que a desistente não ficasse só, perdemos infelizmente um outro elemento, que generosamente ficou a fazer-lhe companhia.A desistente já não apreciou os nenúfares que cobriam parcialmente a superfície dum pequeno lago.Uma mina de água parecia esconder-se entre o arvoredo de cor pré-outonal.Numa pequena clareira, um espelho de água parecia convidar os tendencialmente mais narcisistas à auto-contemplação.Cremilde reapareceu e, de flor na orelha, exteriorizou a sua boa disposição no regresso ao seio do grupo.Numa encruzilhada e após alguma hesitação...O grupo lá seguiu o seu caminho.O fotógrafo conseguiu captar uma imagem da regressada Clarisse e do estreante Marco (só aqui p'ra nós: são mãe e filho).Para superar os inevitáveis obstáculos o grupo pode sempre contar com o elevado espírito de entreajuda do Bruno e Luís Morais.Entretanto constatou-se que no grupo existiam quatro Zés. Ei-los:Afinal não havia roupa suja para lavar num rústico lavadouro público?!Já em Monserrate, após percorridos cerca de 10 kms., um pequeno grupo prolongou o passeio matinal visitando o jardim e o palácio.Foi mais uma agradável manhã num cenário simplesmente deslumbrante.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

BOCAGE... Afinal, levo ou deixo?

Conta-se que Bocage, ao chegar a casa um certo dia, ouviu um barulho estranho vindo do quintal. Chegando lá, constatou que um ladrão tentava levar os seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com os seus amados patos, disse-lhe:

- Oh, bucéfalo anácrono! Não te interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes,mas sim pelo acto vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo... mas se é para zombares da minha elevada prosopopeia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com a minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.

E o ladrão, confuso, diz: - Doutor, afinal levo ou deixo os patos?