quinta-feira, 5 de maio de 2011

O BANQUEIRO



Certa tarde, um famoso banqueiro ia para casa, na sua enorme limusina, quando viu dois homens à beira da estrada comendo relva. Ordenou ao seu motorista que parasse e, saindo, perguntou a um deles:
- Por que estão vocês estão a comer relva?
- Não temos dinheiro para comida.. - disse o pobre homem - Por isso temos que comer relva.
- Bem, então venham à minha casa e eu lhes darei de comer - disse o banqueiro.
- Obrigado, mas tenho mulher e dois filhos comigo. Estão ali, debaixo daquela árvore.
- Que venham também - disse novamente o banqueiro. E, voltando-se para o outro homem, disse-lhe:
- Você também pode vir.
O homem, com uma voz muito sumida disse:
- Mas, senhor, eu também tenho mulher e seis filhos comigo!
- Pois que venham também. - respondeu o banqueiro.
E entraram todos no enorme e luxuoso carro.
Uma vez a caminho, um dos homens olhou timidamente o banqueiro e disse:
- O senhor é muito bom. Obrigado por nos levar a todos!
O banqueiro respondeu:
- Meu caro, não tenha vergonha, fico muito feliz por fazê-lo! Vocês vão ficar encantados com a minha casa... A relva está com mais de 20 centímetros de altura!


Moral da história:
Quando você achar que um banqueiro (ou banco) o está a ajudar, não se iluda, pense mais um pouco...

(Fonte: mail de M. Semião)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

OSAMA BIN LADEN (1957-2011)



Bin Laden nasceu na Arábia Saudita em 1957 e consta que tinha mais de 50 irmãos. Era filho do magnata da construção Mohamed Bin Laden. Estudou economia e gestão e o seu primeiro casamento foi com uma prima síria aos 17 anos, crendo-se que tenha tido 23 filhos de, pelo menos, cinco mulheres.
Bin Laden utilizou a sua fortuna para financiar o Jihad (guerra santa) contra os soviéticos e depois contra os americanos.
Financiado pelos Estados Unidos, Bin Laden lutou ao lado de rebeldes contra tropas soviéticas no Afeganistão nos anos 80, o que acabou levando à criação da Al-Qaeda, em 1988, organização fundamentalista islâmica responsável por diversos atentados contra alvos civis e militares nos cinco continentes.
Entre as acções terroristas desencadeadas pela al-Qaeda destacam-se as explosões nos comboios de Madrid (2004), no metro de Londres (2005), os ataques às embaixadas americanas na Tanzânia e no Quénia (1998), discoteca em Bali, Indonésia (2002), a ofensiva contra o navio americano “USS Cole” no Iêmen (2000) e várias acções no Iraque. Mas o atentado que mereceu maior destaque mediático, justificado pela sua grave dimensão, foi a destruição das torres gémeas em Nova York, no dia 11 de Setembro de 2001.
Consta que o número de vítimas mortais resultantes das acções terroristas planeadas e ordenadas por Bin Laden ascende a 5000.
Depois do "Onze de Setembro", os americanos deram início a uma desenfreada caça ao homem a Osama Bin Laden. Após uma década de intensa perseguição encontraram-no e mataram-no em 1 de Maio de 2011. Finalmente puderam fazer a festa.
Porém, não é previsível quanto tempo vai durar a festa, pois as células da al-Qaeda assemelhando-se a um franchising, estão disseminadas e mantêm-se activas.
O Pai do Bicho não rejeita a possibilidade da al-Qaeda querer vingar o seu líder. Essa provável retaliação poderá impedir que o mundo fique mais seguro apesar do desaparecimento de Bin Laden. Todavia a sua morte não deixa de ser importante, pois foi liquidado um dos símbolos do terrorismo internacional.
Vamos esperar para ver...

domingo, 1 de maio de 2011

DIA DO TRABALHADOR

Neste dia em que se celebra o DIA DO TRABALHADOR o Pai do Bicho apresenta um postal ilustrativo da incompreensão que recai sobre aqueles que estão incumbidos de criar riqueza - os trabalhadores.



Para os mais distraídos estes "ses do trabalhador" poderão parecer apenas uma simples brincadeira. Para os mais atentos, a dicotomia que resulta das atitudes afloradas no postal não é uma ficção. Na prática isto acontece nos diversos meios laborais, sujeitando os trabalhadores a injustos juízos de valores, que resultam numa inevitável erosão psicológica.
É difícil a vida do trabalhador!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

GUARDAR A SETE CHAVES



No século XIII, os reis de Portugal adoptavam um sistema de arquivamento de jóias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino. Portanto eram apenas quatro chaves.
O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico que lhe era atribuído, algo presente nas religiões primitivas babilônicas e egípcias. Um exemplo da simbologia do número sete é a quantidade de selos com os quais os testamentos romanos eram lacrados na Idade Média. A partir daí começou-se a utilizar o termo "guardar a sete chaves" para designar algo muito bem guardado.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O 25 DE ABRIL E OS "3 DÊS"

Passaram já 37 anos desde o dia em que os portugueses viram nascer a esperança de viver em liberdade, num país desenvolvido e socialmente mais justo.
Quem viveu o período obscurantista da ditadura salazarista não poderá esquecer a forte repressão exercida sobre os contestatários do regime que, atirados para tenebrosas prisões eram torturados pela polícia política; a censura prévia negava a liberdade de imprensa; eleições livres eram uma miragem; a guerra colonial era destino quase certo que interrompia os sonhos da juventude...
Mas o regime estava caduco e finou-se com a insurreição levada a cabo pelo MOVIMENTO DOS CAPITÃES, em 25 de Abril de 1974.
A adesão popular à revolta militar foi espontânea. O poder foi endossado a uma JUNTA DE SALVAÇÃO NACIONAL que elaborou uma declaração de princípios contendo 3 palavras chave: DESCOLONIZAÇÃO, DEMOCRATIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO.
A DESCOLONIZAÇÃO foi conseguida não obstante alguns condicionalismos provocados pela pressão dos movimentos de libertação, que não estavam dispostos a atrasar mais esse processo.
A DEMOCRATIZAÇÃO foi um sucesso, apesar de algumas convulsões provocadas pela imaturidade popular e dos partidos. O Partido Comunista parecia ser a força política melhor organizada, depois de mais de cinco décadas de clandestinidade. As restantes forças partidárias tinham sido criadas recentemente. Por isso foram cometidos alguns erros naturalmente aceitáveis, num país que acabava de acordar de 48 anos de ditadura e profundo obscurantismo.
O DESENVOLVIMENTO não tendo sido o ideal, é um processo que está ainda em curso. Decorridas mais de três décadas podem ser apreciados alguns indicadores da evolução registada: inúmeras aldeias passaram a dispor de água canalizada, saneamento básico e electricidade; reduziu-se a taxa de mortalidade infantil; aumentou a longevidade; criaram-se passes sociais para os transportes; a taxa de analfabetismo tende para zero; o grau de instrução médio é incomparavelmente superior; existe um salário mínimo; as pensões são menos injustas; foram criadas diversas prestações sociais; há muito mais portugueses com casa e viatura própria; o Serviço Nacional de Saúde encontra-se entre os mais cotados, etc...

Não é possível imaginar como seria o país se não tivesse ocorrido a REVOLUÇÃO em 25 DE ABRIL DE 1974, mas é profunda convicção do Pai do Bicho, que Portugal acabaria inevitavelmente por se tornar um país democrático. Contudo, o processo de desenvolvimento estaria certamente mais atrasado se os militares não tivessem saído à rua naquela madrugada de Abril.
Hoje somos confrontados com problemas de índole social e económica que nada têm a ver com a REVOLUÇÃO DOS CRAVOS, mas antes com alguma apatia do tecido económico, associada à ganância neo-liberal dos agentes financeiros, que o poder político sustenta ou não consegue controlar.
A actual crise é apenas um ciclo que será ultrapassado quando a economia começar a florescer e o poder político conseguir dominar a especulação gerada pelo poder financeiro. Este parece ser o caminho irreversível para que os portugueses tenham uma vida melhor.
Não podemos deixar morrer a esperança prometida pela REVOLUÇÃO DE ABRIL.
Temos que "REGAR OS CRAVOS".
O Pai do Bicho não tem dúvidas que continuam a existir fortes razões para celebrar o dia que nos trouxe a LIBERDADE.

O 25 DE ABRIL VALEU A PENA!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A CHINA E O CAPITALISMO



EM 1949 - A MAIORIA DOS INTELECTUAIS ACREDITAVA QUE O COMUNISMO SALVARIA A CHINA.
EM 1969 - OS MESMOS INTELECTUAIS ACREDITAVAM QUE A CHINA (COM SUA REVOLUÇÃO CULTURAL) SALVARIA O COMUNISMO (QUE, APÓS ESTALINE E A PRIMAVERA DE PRAGA, COMEÇOU A SER DESACREDITADO COMO IDEOLOGIA).
EM 1979 - DENG XIAO PING PERCEBEU QUE SOMENTE O CAPITALISMO SALVARIA A CHINA.
EM 2009 - O MUNDO INTEIRO ACREDITA QUE SOMENTE A CHINA PODE SALVAR O CAPITALISMO.


(Piada a circular no meio financeiro de Hong Kong)

terça-feira, 19 de abril de 2011

FEIJOADA DIVINAL NA SILHA DO PASCOAL

No passeio pedestre do último domingo foi proposto, a quase uma centena de caminheiros, estabelecer a ligação entre o centro de Grândola e o lugar de Silha do Pascoal, numa extensão de 12 kms.A temperatura estava amena e o céu limpo quando, cerca das 9h30, o numeroso grupo iniciou a saudável caminhada.Transposta a linha férrea que une Lisboa ao Algarve,passámos junto a uma cerca que protegia um laranjal de eventuais intrusos, mas insuficiente para impedir que o Luís colhesse alguns frutos. Finalmente percebeu-se a utilidade do seu inseparável cajado.O bom piso favorecia o bom ritmo imprimidoe os sobreiros que compunham o montado enriqueciam a paisagem.Aproveitando a frescura da sombra dos chaparros, os caminheiros fizeram uma pausa técnica para devorarem "a bucha da ordem",e, os compadres alentejanos não esqueceram os tradicionais enchidos, o casqueiro e o "belo tintol".Retomando a marcha, os caminheiros atravessaram a A2,desfrutaram do bucolismo locale enquanto alguns se esforçaram por contornar um pequeno charco,outros optaram por não alterar o seu rumo.A límpida água que corria na Fonte Moura, não serviu só para matar a sede...Concluída a caminhada cerca das 13 horas, esperava-nos uma divinal feijoada generosamente oferecida pela Associação de Moradores e Amigos da Silha do Pascoal.O ambiente esteve fantástico,abrilhantado pelo Trio Maravilha, que ao olhos do repórter pareceu um "trio de quatro", talvez devido ao efeito do precioso néctar. Como não podia deixar de acontecer, os cantares alentejanos marcaram forte presença e uma brejeira desgarrada encerrou a sessão. Foi muito divertido!Os Caminheiros Monte da Lua foram mais uma vez muito bem recebidos e deixam aqui a expressão dos seus agradecimentos aos seus congéneres grandolenses em geral e, em particular, à Elisabete Dias e Rui Silva dos Caminheiros de Grândola, não esquecendo a Presidenta da Associação de Moradores e Amigos da Silha do Pascoal.