Nesta região sempre existiu uma erva com um cheiro muito activo e mal cheiroso. É uma erva medicinal muito frequente nesta zona. Esta planta chama-se Arruda e durante algum tempo foi ela que deu o nome a esta região.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
POR SERRAS DE "AL RUTA"
Nesta região sempre existiu uma erva com um cheiro muito activo e mal cheiroso. É uma erva medicinal muito frequente nesta zona. Esta planta chama-se Arruda e durante algum tempo foi ela que deu o nome a esta região.
domingo, 25 de abril de 2010
OTELO SARAIVA DE CARVALHO - O ESTRATEGA
Há um ano o Pai do Bicho elegeu para homenagear nesta página a figura de Salgueiro Maia - "o anti-herói". Hoje o destaque vai para uma das personalidades mais mediáticas que influenciou o curso da nossa História.Foi a partir do Posto de Comando clandestino instalado no Regimento de Engenharia 1, na Pontinha, que um homem dirigiu as operações militares do movimento que derrubou o regime de Marcelo Caetano, em 25 de Abril de 1974. Esse homem foi OTELO SARAIVA DE CARVALHO.
Segundo filho de um funcionário dos CTT e de uma empregada dos caminhos-de-ferro, Otelo Nuno Romão Saraiva de Carvalho nasceu em Lourenço Marques (hoje Maputo) a 31 de Agosto de 1936. Evacuado para Lisboa aos seis anos, por sofrer de paludismo, ficou a viver com os avós maternos, frequentando a escola primária da Visconde Valmor. Seguiu-se o Liceu Camões, onde fez o 1º ano, regressando depois a Lourenço Marques, onde fez o 5º ano. O seu herói imaginário era então Robin dos Bosques. Retornou a Lisboa e ao Camões para fazer o 6º ano, mas acabou o 7º ano já em Moçambique. Cumprido o 7º ano, viu-se obrigado a seguir para a Escola do Exército por imposição do avô.O contacto com os militares spinolistas, mais preparados política e culturalmente, na Guiné permitiu-lhe começar a abrir os olhos. Foi capitão em Angola de 1961 a 1963 e também na Guiné entre 1970 e 1973. Na fase final da guerra, foi um dos principais dinamizadores do movimento de contestação ao Decreto Lei 353/73, que deu origem ao Movimento dos Capitães e ao MFA. A circunstância de ser professor de táctica de Artilharia na Academia Militar aconselhava-o para o desempenho da complexa e arriscada missão de pôr fim à ditadura. Foi por isso designado responsável pelo sector operacional da Comissão Coordenadora do MFA.
Ninguém terá tido na agitada história da democracia portuguesa tanto poder ao seu alcance, nem nunca ninguém o terá recusado de forma tão categórica como ele. Não quis o cargo de chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, que lhe foi oferecido por Spínola logo a seguir ao golpe, e recusou a possibilidade de ascender à Presidência da República, ponderada no "Verão Quente" de 75.Graduado em brigadeiro, foi nomeado Comandante-adjunto do COPCON e Comandante da região militar de Lisboa a 13 de Julho de 1974, tendo passado a ser Comandante do COPCON a 23 de Junho de 1975 (cargo que na prática já exercia desde Setembro de 1974). Foi afastado destes cargos após os acontecimentos de 25 de Novembro de 1975. Fez parte do Conselho da Revolução desde que este foi criado, a 14 de Março de 1975. A partir de 30 de Julho do mesmo ano integra, com Costa Gomes e Vasco Gonçalves, o Directório, estrutura política de cúpula durante o V Governo Provisório, na qual os restantes membros do Conselho da Revolução delegaram temporariamente os seus poderes (mas sem abandonarem o exercício das suas funções).
Conotado com a ala mais radical do MFA, viria a ser preso em consequência dos acontecimentos do 25 de Novembro. Libertado três meses mais tarde, foi candidato às eleições presidenciais de 1976. Volta a concorrer às eleições presidenciais de 1980.
Em 1985 foi preso na sequência do caso FP-25. Foi libertado cinco anos mais tarde, após ter apresentado recurso da sentença condenatória, ficando a aguardar julgamento em liberdade provisória. Em 1996 a Assembleia da República aprovou uma amnistia para os presos do Caso FP-25.
Muita gente não sabe ou não compreende que Otelo cometeu alguns erros mas ficou completamente só e o fardo da revolução rebentou-lhe nas mãos.
Amado e odiado com uma intensidade raras vezes anotada na História recente ou remota de Portugal, Otelo Saraiva de Carvalho, o comandante operacional do 25 de Abril, é o herói da mais pacífica revolução da História que importa conhecer.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
TREMOÇOS - MARISCO DO POVO (Eusébio)
(Compilação de pesquisas na internet)
terça-feira, 20 de abril de 2010
PAGADOR DE PROMESSAS
Recostado no sofá, o Pai do Bicho assistiu, na noite de domingo passado, à estreia na RTP1 do programa de Bruno Nogueira, "Lado B".Foram 50 minutos preenchidos com muito humor, em que participaram Ricardo Araújo Pereira, o ex-ministro Manuel Pinho e, pasme-se, um senhor que exerce a profissão de PAGADOR DE PROMESSAS.
Foi com alguma incredulidade que o Pai do Bicho ouviu este singular profissional dizer que cumpria as promessas religiosas feitas por terceiros a troco duns "trocos" - uma viagem pedestre ao Santuário de Fátima fica pela módica quantia de 2500 euros!
Embora admitindo que as promessas religiosas poderão acalmar, reduzir o sofrimento e trazer alguma esperança aos promitentes, temos que convir que se torna dispendioso delegar o seu cumprimento num profissional deste ramo. Será isto racional? Será que "Deus" não se sentirá burlado?
Aos olhos do Pai do Bicho esta forma de compromisso religioso sinaliza a fraqueza humana, que recorre à fantasia para obter a resolução dos seus problemas, escancarando portas a oportunistas, que usam crenças e debilidades alheias para encherem as algibeiras.
Seria interessante conhecer o posicionamento da Igreja sobre estas situações.
Resta também saber se a ausência de escrúpulos deste "oportunista" se estende ao ponto de omitir à Fazenda Pública os seus "rendimentos de trabalho".
Afinal o PAGADOR DE PROMESSAS apenas teve lugar num programa humorístico porque toda esta situação não passa de uma verdadeira anedota.
Saiba mais sobre esta profissão em:
http://www.peregrino.org/
domingo, 18 de abril de 2010
PASSEIO NA PÓVOA DE SANTA IRIA
Desde o início do séc.XX até à década de 1960, foi comercializada água engarrafada do Mouchão da Póvoa, com efeitos medicinais reconhecidos no tratamento de doenças de pele. Esta água brotava numa nascente existente nesta ilhota.
Existe um projecto de turismo ecológico para o mouchão da Póvoa, que inclui, entre outros equipamentos, um alojamento com 500 camas, constituído por 140 habitações de madeira e 50 bungalows, campo de golfe ecológico e uma piscina. Está ainda prevista a recuperação do casario e da capela.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
TOLERÂNCIA DE PONTO NA VISITA DO PAPA

Perante tal decisão o Pai do Bicho não conseguiu evitar a formulação de algumas questões:
- Será que os trabalhadores (não funcionários públicos) não são "filhos de deus"?
- Será que as escolas ficam abertas para receber os filhos dos trabalhadores da iniciativa privada?
- Será que esta pausa laboral não afectará a produtividade?
- Será que a "fé" pode substituir o trabalho?
- Será que o PEC contempla os custos desta pausa laboral?
- Será que o Papa vem resolver a nossa crise?
- Será legítimo que os impostos arrecadados dos contribuintes ateus, agnósticos e os que professam outras religiões, sejam utilizados nesta "festança"?
- Será que o Chefe de Estado do Vaticano merece tratamento diferenciado relativamente a outros Chefes de Estado?
- Será que vivemos num Estado laico ou louco?
Muitos tentarão justificar este "arraial" alegando que a população portuguesa é maioritariamente católica. Para apurar como é que o nosso povo se encontra religiosamente estruturado, o Pai do Bicho fez algumas pesquisas e não encontrou dados seguros. Apenas o Patriarcado de Lisboa se refere a uma percentagem de 88,10% (tantos? Devemos acreditar???), em que apenas 10 a 11% são praticantes. Será? Fazendo a analogia com o futebol, diria que esta relação é o mesmo que ser adepto do Benfica e não pagar quotas. Não existem 6 milhões de benfiquistas com as quotizações em dia...