sábado, 11 de setembro de 2010

OS CARROS DOS PRESIDENTES - O MOTOR DA REPÚBLICA

Os "Carros dos Presidentes" saíram de museus e garagens, reunindo-se para contar as histórias que protagonizaram ao serviço da Presidência da República. Este "encontro" de viaturas decorre no espaço exterior do Museu da Electricidade, em Lisboa, numa iniciativa do Museu da Presidência da República em parceria com a Fundação EDP.Vários textos, fotografias e filmes de enquadramento, constituem também uma oportunidade, para os curiosos da História relembrarem os 18 Presidentes da República e os seus mandatos.Nesta exposição dão-se a conhecer as mais representativas viaturas que estiveram ao serviço dos Presidentes da República desde 1910 até aos nossos dias, desde as viaturas pioneiras de tracção animal aos automóveis topo de gama, antigos e contemporâneos, encontrando-se alguns deles ainda no activo.Um vistoso Mercedes blindado com vidros e pneus à prova de bala conta apenas com 10.000 kms. percorridos.Pelo valor de 132 mil escudos encontra-se registado em 1940, nos Mapas de Cadastro dos Bens do Estado um Packard fabricado nos E.U.A..Até um carro desportivo da marca espanhola Pégaso que foi oferecido pelo fabricante ao General Craveiro Lopes marca presença nesta exposição.Um Cadillac, descapotável, com direcção assistida (!!!) e pára-brisas panorâmico foi também adquirido pela Presidência da República em 1954.Uma viatura aberta Rolls Royce adquirida em 1956 pelo Presidente Craveiro Lopes, foi utilizada pelos Presidentes dos E.U.A. e Brasil, respectivamente D. Eisenhower e Kubitschek de Oliveira em visitas de Estado a Lisboa em 1960 e pelos Papas Paulo VI e João Paulo II nas sua peregrinações a Fátima.O carro do Presidente Américo Tomás era um vistoso Rolls Royce adquirido em 1961 pelo valor de 720 mil escudos e, no ano de 1985, foi utilizado pela Rainha Isabel II de Inglaterra por ocasião da sua segunda visita a Portugal.Durante a presidência do Almirante Tomás, em 1966, foi adquirida uma luxuosa limusina Mercedes 600 Sédan.Depois de vários carros "super topo de gama", Mário Soares ficou-se por um "modesto" Citroen CX.Em 2000 a Presidência da República adquiriu um potente Audi A8.Também não faltam nesta exposição um velho "carocha" e três motas afectos à Brigada de Trânsito da GNR, que desempenhavam tarefas de patrulha e desembaraçamento do trânsito por ocasião das deslocações do Presidente da República.Em 1966 foi adquirido, em 2ª. mão, um Porsche que se destinou ao Comando dos serviços de escolta prestados pela GNR em cerimónias oficiais de prestígio a nível de Estado.
O Pai do Bicho recomenda uma visita a esta exposição temporária porque vale a pena apreciar ao vivo os exemplares que estas fotos documentam.


Local da Exposição: Museu da Electricidade
Edifício Central Tejo
Avenida Brasília (Belém) - Lisboa

Duração: de 27-07-2010 a 18-10-2010

Horários: Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta e
Domingo, das 10h00 às 18h00;
Sábado das 10h00 às 20h00

Preço: Entrada livre

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA - Curiosidades (V)

Os deputados que residem num círculo diferente daquele por que foram eleitos recebem ajudas de custo, até dois dias por semana, em deslocações que efectuem ao círculo, em trabalho político. Mas também os que, em missão da AR, viajem para fora de Lisboa. No país têm direito a 67,24 euros diários ou a 162,36 euros por dia se forem em serviço ao estrangeiro.
Sem comentários...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

GUTERRES E A INÉRCIA FISCAL


Há dias o Pai do Bicho leu na imprensa que, entre 2006 e 2008, cerca de 129 mil processos de execução fiscal, relativos a uma dívida superior a mil milhões de euros, prescreveram nos serviços de Finanças de Lisboa e Porto.
A Inspecção-Geral de Finanças concluiu que metade da sua incapacidade de cobrança se deveu à "inércia dos serviços".
Se se constatam erros, alguém foi responsável. Além de ser inconcebível que tal aconteça nas Finanças, e relativamente a um montante tão elevado, é obsceno não punir os funcionários responsáveis, neste país em crise, que conta com cerca de 600 mil desempregados, uma classe média em vias de extinção e os pobres cada vez mais depauperados.
As Finanças não perdoam um cêntimo a um trabalhador por conta de outrem, mas deixam perder mil milhões de euros de impostos que deviam ter sido cobrados a pessoas singulares e empresas!
Dificilmente se inverterá tão peculiar sentido de “cidadania”, que é a fuga aos impostos, se nos lembrarmos que poucos ou nenhuns governos pós 25 de Abril, deixaram de incluir nos seus programas, combates, contra a fuga ao fisco e contra a corrupção. Mas todos reconhecemos que se trata de uma luta difícil, chegando até a parecer um exercício de "maquilhagem" com poucos resultados práticos, porque bule com interesses... muito fortes.
Uns pagam impostos enquanto outros se vangloriarem de furar o sistema, prejudicando duplamente os cumpridores.
Os cidadãos que cumprem os seus deveres de contribuintes pagando escrupulosamente os devidos impostos ao Estado têm todas as razões para se questionarem se na realidade vale a pena cumprir os seus deveres fiscais e se não estarão a ser patetas por não aproveitarem a ineficiência ou negligência da máquina fiscal.
Houve até um primeiro-ministro, que teve a infeliz ideia de dizer, antes de ser eleito para o cargo, claro, «em Portugal só os parvos pagam impostos» (Guterres dixit), e sabe-se que também ele perdeu o combate.
É triste constatar que afinal Guterres tinha razão!

domingo, 5 de setembro de 2010

...E AS SARDINHAS LÁ "MARCHARAM"...

Ainda os ponteiros do relógio se aproximavam das 09h00, no primeiro sábado de Setembro, já a Família Morais franqueava o portão da sua propriedade em Nafarros ao grupo de caminheiros que se disponibilizou a percorrer cerca de 10 kms., ganhando assim apetite para uma espectacular sardinhada.O passeio decorreu na zona rural a norte de Nafarros,sempre com a Serra de Sintra à vista.Entre alguns motivos de interesse que a paisagem ia oferecendo, destaca-se um velho mas bem conservado moinhoe até apareceu um temível rastejante de sangue frio, que só não assistiu à nossa passagem porque o seu prazo de validade tinha atingido o termo.Os caminhos percorridos nem sempre foram muito acessíveis mas, com maior ou menor dificuldade, lá foram superados.Concluída a marcha matinal, os caminheiros usufruíram de um jacuzzi ecológico integrado no complexo hortícola mais cuidado de Nafarros.Enquanto o incansável Luís preparava as brasas,as sardinhas aguardavam o momento da sua "marcha" para as cavidades bocais dos presentes,que entretanto, sob a sombra de um alpendre, iam preparando a mesa para o faustoso repasto que todos desejavam.Finalmente as sardinhas começaram a "saltar da grelha"e, saciando apetites, lá foram "marchando" acompanhadas por diversas e imaginosas saladas e por um tinto (cinco estrelas) da região de Lamego.Após a degustação de primorosas sobremesas, o bar da U.D.C. de Nafarros foi o local escolhido para a "bica da ordem".Depois duma "matraquilhada"seguiu-se uma "suecada" muito bem disputada.Este salutar convívio chegou ao fim cerca das 18h00 e os sinais de satisfação eram visíveis no rosto de todos os convivas, graças ao empenho, hospitalidade, generosidade e simpatia dos anfitriões - a Família Morais - que merece a justa gratidão dos presentes.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

FALECEU O "BOM GIGANTE"


Faleceu esta madrugada o antigo futebolista internacional José Torres, que contava 71 anos e sofria de Alzheimer há vários anos.
Nascido a 08 de Setembro de 1938, em Torres Novas, o "Bom Gigante", como era conhecido, iniciou a sua carreira no Torres Novas (1957-1959), esteve 12 épocas no Benfica, passou depois pelo Vitória de Setúbal (1971-1975) e terminou a carreira no Estoril-Praia (1975-1980) com 42 anos.
Ao serviço da selecção nacional, marcou 14 golos, média significativa para o panorama nacional e foi um dos "Magriços que ajudou Portugal à conquista do terceiro lugar no Mundial de Inglaterra em 1966.
Após o final da sua carreira como jogador passou pelo comando técnico do Estoril Praia, Estrela da Amadora, Varzim e Boavista.
O "Bom Gigante" voltou à Selecção Nacional como seleccionador e conseguiu o apuramento para o Mundial de 1986, no México, onde a incompetência de alguns dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol fizeram dele uma das vítimas do chamado "caso Saltillo".
O Pai do Bicho, pese embora simpatizar com um clube que sempre rivalizou com clube que durante mais anos José Torres representou, sempre apreciou a qualidade técnica e sobretudo a correcção que o "Bom Gigante" pautou a sua longa carreira desportiva e corrobora as palavras proferidas pelo seu ex-colega António Simões:
«José Torres foi um cidadão de virtudes e qualidades, que tinha um único defeito: ser bom e em Portugal não se pode ser bom.»
Se o Pai do Bicho fosse chamado a eleger um futebolista como modelo de correcção não teria dúvidas.
O eleito seria JOSÉ TORRES.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

JOSÉ SARAMAGO - Citações (V)

«Sou um sobrevivente num tempo de mudanças, dentre as quais nem todas são boas. Sou um sobrevivente por ter conseguido manter alguns valores éticos.
Venho de um tempo anterior e sou alguém que mantém a coerência em relação aos princípios pelos quais sempre orientou-se.»

José Saramago

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

EXCESSO DE VELOCIDADE NA A25


Há cerca de uma semana aconteceu um choque em cadeia na A25 de que resultaram 6 mortos e 72 feridos, dos quais cerca de quatro dezenas com gravidade.
No momento da mega colisão aquela estrada era afectada por denso nevoeiro.
Daí que muito boa gente tenha atribuído à fraca visibilidade motivada pelo nevoeiro a principal causa deste estrondoso acidente.
O Pai do Bicho não pode estar de acordo com este diagnóstico. Na sua modesta opinião houve negligência de alguns condutores por conduzirem em excesso de velocidade.
Quando há trinta e três anos o Pai do Bicho se preparava para o exame de condução, aprendeu um conceito que reteve e o tem ajudado nas estradas:
«O excesso de velocidade acontece sempre que não é possível parar a viatura no espaço livre e visível à nossa frente».
Se os condutores interiorizassem e levassem à prática este princípio, muitos acidentes poderiam ser evitados.
Não adianta atribuírem-se causas de alguns acidentes ao mau estado das estradas ou às condições do tempo - mau piso, chuva, nevoeiro, etc.
Para melhorar a segurança rodoviária é fundamental que os condutores percebam que devem adequar a sua condução às condições do veículo, estrada, tempo e tráfego.
O Pai do Bicho recorda mais uma vez que:
«O excesso de velocidade acontece sempre que não é possível parar a viatura no espaço livre e visível à nossa frente».