sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

IDOSOS P'RÁ PRISÃO, JÁ!

Ora aqui está uma grande ideia! (surrealista, mas que dá que pensar... dá)

Instalar idosos nas prisões e os infractores em lares.
Assim, nossos idosos terão acesso a um chuveiro, passeios, medicamentos, exames odontológicos e médicos regulares.
Receber cadeiras de rodas, etc...
Receber o dinheiro em vez de pagar o seu alojamento.
Teria direito a vídeo vigilância contínua, que permite imediatamente receber assistência depois de uma queda ou outra emergência.
Limpeza do quarto, pelo menos duas vezes por semana, roupas lavadas e passadas regularmente.
Um guarda visita a cada 20 minutos e podem receber refeições directamente no seu quarto.
Ter um lugar especial para atender a família.
Ter acesso a uma biblioteca, sala de ginástica, fisioterapia e espiritual, bem como a piscina e até mesmo ensino gratuito.
Pijamas, sapatos, chinelos e assistência jurídica gratuita, mediante pedido.
Quarto, casa de banho e segurança para todos, com um pátio de exercícios, rodeado por um belo jardim.
Cada idoso teria direito a um computador, rádio, televisão.
Teria um "conselho" para ouvir denúncias e, além disso, os guardas terão um código de conduta a ser respeitado!

Agora vem o pensamento:
Politicamente é correto dar condições de existência a todos, mesmo aos reclusos.
Agora, o que não é admissível é a inversão dos valores em que se assiste à defesa dos mais fortes contra o desleixo dos que não se conseguem defender, como é o caso dos idosos e doentes.
Além do mais, é imoral que a sociedade se preocupe mais com aqueles que a não respeitam, que a atacam a cada dia e que a subvertem.
Que tal se sentem os que passaram uma vida a trabalhar para receberem umas migalhas em troca na sua velhice e sejam atacados directamente por aqueles a quem têm de sustentar???

A vida não é justa... mas não é necessário exagerar …

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

IRS - PRAZO DE ENTREGA DE DECLARAÇÕES

A declaração de rendimentos, referentes ao ano de 2010, passíveis de IRS deve ser efectuada nos prazos seguintes:

Entregas em Papel:
1ª Fase – Entre 1 e 31 de Março para quem apenas auferiu rendimentos do trabalho dependente ou pensões;
2ª Fase – Entre 1 e 30 de Abril, sempre que tenham sido obtidos rendimentos de outra(s) natureza(s);

Entregas Via Electrónica:
1ª Fase – Entre 1 e 30 de Abril, para quem apenas auferiu rendimentos do trabalho dependente ou pensões;
2ª Fase – Entre 1 e 31 de Maio, sempre que tenham sido obtidos rendimentos de outra(s) natureza(s);

O Pai do Bicho sugere que cumpra os prazos para evitar penalizações.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA - Curiosidades (VII)

IMUNIDADE DOS DEPUTADOS
Os deputados não respondem civil, criminal ou disciplinarmente pelos votos e opiniões que emitirem em funções e por causa delas. Não podem ser detidos ou presos sem autorização da AR, salvo por crimes punível com pena de prisão superior a três anos e em flagrante delito. Indiciados por despacho de pronúncia ou equivalente, a AR decidirá se devem ou não ser suspensos para acompanhar o processo. Não podem, sem autorização da AR, ser jurados, peritos ou testemunhas nem serem ouvidos como declarantes nem como arguidos, excepto neste caso quando presos em flagrante delito ou suspeitos de crime a que corresponde pena superior a três anos.
Sem comentários...

domingo, 30 de janeiro de 2011

PENINHA - espectáculo deslumbrante

Apesar dos termómetros registarem uma temperatura de apenas 5º, nesta manhã de domingo, compareceram junto ao Convento dos Capuchos 50 pernas dispostas a aquecer, numa caminhada que se estenderia ao longo de aproximadamente 10 kms.A vontade de caminhar era evidentee embora os raios solares nem sempre conseguissem romper a densidade do arvoredo,o azul marinho do oceano surgia esporadicamente em espaços mais abertos.Algumas passagens estreitas aditivadas com obstáculos naturais iam sendo ultrapassadasem alternância com amplas clareiras.Depois de passarmos por uma zona de quintinhas privilegiadamente situadas na zona serrana sobreposta à aldeia do Penedo,cruzámo-nos na estrada com um pelotão de atletas que competiam numa prova de atletismo que, em evidente esforço, tentavam ligar a vila de Sintra ao Cabo da Roca.Quase com o palácio da Peninha à vista,várias pedras gigantescas chegam a impressionar pelas suas dimensõese, lá no alto da Peninha, o grupo aproveitou para realizar a habitual paragem técnica,enquanto apreciava a deslumbrante paisagem que se estende para além do areal do Guincho e do cabo Raso.Descendo em direcção à ermida de S. Saturnino, cuja construção remonta à fundação de Portugal,o grupo reiniciou a marcha de regresso,passando pelo local que homenageia as 25 vítimas mortais do incêndio que devastou parte da serra de Sintra, corria o ano de 1966.Num ápice estávamos de novo junto ao Convento dos Capuchos, concluindo um passeio muito agradável temperado por um salutar convívio que muito prezamos.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

OUTRA GENTE, OUTROS TEMPOS


Era oriundo de famílias aristocráticas e descendente de flamengos.
O pai deixou de lhe pagar os estudos e deserdou-o.
Trabalhou, dando lições de inglês para poder continuar o curso.
Formou-se em Direito.
Foi advogado, professor, escritor, político e deputado.
Foi também vereador da Câmara Municipal de Lisboa.
Foi reitor da Universidade de Coimbra.
Foi Procurador-Geral da República.
Passou cinquenta anos da sua vida a defender uma sociedade mais justa.
Com 71 anos foi eleito Presidente da República.
Disse na tomada de posse: "Estou aqui para servir o país. Seria incapaz de alguma vez me servir dele..."
Recusou viver no Palácio de Belém, tendo escolhido uma modesta casa anexa a este.
Pagou a renda da residência oficial e todo mobiliário do seu bolso.
Recusou ajudas de custo, prescindiu do dinheiro para transportes, não quis secretário, nem protocolo e nem sequer Conselho de Estado.
Foi aconselhado a comprar um automóvel para as deslocações, mas fez questão de o pagar também do seu bolso.
Este SENHOR era Manuel de Arriaga e foi o primeiro Presidente da República Portuguesa.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

LUSÍADAS (versão séc.XXI)


I
As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo aquilo que lhes dá na gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

II
E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas...
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

III
Falam da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano...
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.

IV
E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!


(Fonte: mail de C. Teixeira)Como é óbvio, o Pai do Bicho não pretendeu denegrir a grandiosa obra de Luís Vaz de Camões e espera que este escrito não o inquiete ao ponto de ficar a dar voltas no interior do túmulo.

domingo, 23 de janeiro de 2011

PROVA DE SUPERAÇÃO DO FRIO

Domingo acordou frio, mesmo gélido. Mas nada melhor para superar a baixa temperatura que a realização duma caminhada.Correspondeu a este desafio um grupo de 21 valentes caminheiros que se propuseram participar num passeio iniciado em Colares pelas 9h30 e terminado no mesmo local, com passagem pela Praia da Adraga.Partimos em direcção à estrada do Rodízio através dum caminho de bom piso,com vista para vistosas e viçosas hortas que caracterizam a região saloia.Depois de atravessarmos uma zona mais arborizada,avistámos, escondida entre as falésias, a Praia da Adraga.No extremo sul desta praia existe uma profunda gruta cavada pela acção erosiva do mar sobre uma falha que corta as formações calcárias da falésia.Devido ao forte vento que soprava, os caminheiros sentiam a areia no rosto como se fossem picadelas de agulhas. Por isso, abrigaram-se à entrada da gruta para comer a habitual "bucha".A caminhada prosseguiu com o ataque a uma subida com piso de areiae para ultrapassar um obstáculo que se atravessou no caminho, não faltou uma "mão amiga".Atravessámos Almoçageme e entrámos de novo na mata.Aqui, houve quem aproveitasse para satisfazer necessidades fisiológicas e por isso se atrasasse.Enquanto ao longe o palácio da Pena parecia seguir os nossos passos,a Zé não resistiu a subtrair alguns frutos de um limoeiro que se encontrava junto à estrada. Que vergonha Zé!...Cumpridos quase 9 kms. expostos a uma temperatura muito baixa, os caminheiros deram por findo mais um agradável passeio e exteriorizando felicidade pelo salutar convívio matinal, ainda se submeteram aos caprichos do repórter pousando para a habitual "foto de família".O grupo está de parabéns porque não receou o frio e superou-o.