sexta-feira, 8 de julho de 2011

O DRAMA SALVADOR/ANGÉLICO

O Pai do Bicho recebeu de um amigo o texto abaixo transcrito e não ficou indiferente à constatação da inversão de valores que o autor (que desconheço) denuncia. Este assunto merece mesmo uma reflexão atenta. Convido-os a ler e a reflectir.













«Angélico Vieira não resistiu ao brutal acidente de viação que sofreu e acabou de falecer. A geração "Morangos com Açúcar" já tem o seu mártir.
Para o caso não interessa nada que o carro circulasse na via pública sem seguro, ou que a maioria dos ocupantes não tivesse colocado o cinto de segurança.
Também parece não interessar a ninguém saber a que velocidade ia a viatura ou se condutor apresentava excesso de álcool ou drogas no sangue. Ninguém falou disso. A comunicação social em peso preferiu a exploração do efeito emocional e ficou por aí.
Mais ou menos na mesma altura morreu o empresário Salvador Caetano. É verdade que o senhor tinha 85 anos e estava doente, mas a histeria mediática à volta do desaparecimento do jovem artista Angélico Vieira, por contraste com a discrição da notícia da morte do empresário nos órgãos de informação dá-nos um excelente retrato da ordem de valores da sociedade actual.
Por aqui se vê que um jovem cantor e actor é muito mais importante do que um homem que subiu na vida a pulso, construiu um império industrial, contribuiu para a produção da riqueza nacional e deu emprego a milhares de pessoas.
Por aqui se vê que para muita gente é mais importante uma novela de duvidosa qualidade, com adolescentes, do que construir fábricas, criar empregos no país e dar pão a inúmeras famílias.
Apesar de tudo entendo muito bem a reacção dos adolescentes neste caso. A culpa desta inversão de valores nem sequer é deles. É da geração anterior, dos pais, que os educaram assim. Para a diversão e não para o trabalho.»

quinta-feira, 7 de julho de 2011

DESPORTO PROFISSIONAL

“O desporto profissional não tem nada a ver com a sua prática apenas por diversão. Ele é dominado por ódio, por ciúme, por vaidade e por desprezo a todas as regras, além de um prazer sádico em testemunhar a violência: em outras palavras, é uma guerra sem os tiros.”

George Orwell (Escritor inglês,1903-1950)

terça-feira, 5 de julho de 2011

"IR AOS ARAMES"

"Ir aos arames" é uma expressão corrente que significa enfurecer-se, zangar-se, melindrar-se.
Era muito utilizada pelos militares portugueses nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial.
Entre as trincheiras de cada exército era montado arame farpado para impedir a circulação dos militares inimigos.
Como essa barreira em arame se ia deteriorando, de vez em quando era necessário alguém “ir aos arames” para os reparar, uma missão muito perigosa porque expunha directamente ao fogo inimigo quem o fizesse.
Os militares que eram nomeados ficavam com má disposição. Daí a expressão
“Ir aos arames”.

domingo, 3 de julho de 2011

A CARREGUEIRA E AS "FOFURAS" DE BELAS

O dia de hoje amanheceu com o astro-rei envergonhado a esconder-se entre as nuvens e uma temperatura amena, a incentivar a prática de um exercício pedestre que teve início cerca das 08h30 junto ao coreto do jardim de Belas.Belas foi vila e sede de concelho até 1855. Até ao liberalismo este concelho era composto apenas pela freguesia da sede, sendo mais tarde incorporada a freguesia de Barcarena. Tinha, em 1849, 4 041 habitantes e 49 km². Voltou a obter a categoria de vila em 24 de Julho de 1997. Actualmente tem 21,89 km² de área e cerca de 24 000 habitantes.Depois de percorrermos algumas ruelas desta freguesia de Sintra,passámos pelo cemitérioe penetrámos no interior do perímetro florestal da Serra da Carregueira.Embora seguissem na cauda do grupo, o João e o Rui mantinham um bom ritmo.Cruzámos uma linha de águae alcançámos a Quinta do Bonjardim, que se mantém na propriedade da Família Empis desde o séc. XVI. Dentro dos seus muros realizaram-se no séc. XIX numerosos espectáculos e foi ali, que em 1888, se realizou o primeiro jogo de futebol em Portugal.


Em plena Serra da Carregueiraa nossa marcha continuouaté alcançarmos o campo de golfe do Lisbon Sports Club.A boa disposição reinava no seio do grupo,não obstante alguns obstáculos surgidos no percurso,até que chegou o momento da merenda matinale de matar a sede.Palmilhando trilhos rodeados por densa vegetaçãofomos ao encontro duma figueira de respeitável porte, que já nos é familiar de passeios anteriorese prosseguimosjunto à margem esquerda da ribeira de Belas,onde encontrámos várias minas de água,um velho poço,um ramal do aqueduto das águas livres e respectivo respiradouro,e curiosas árvores, cujos troncos traziam à lembrança velhos símbolos religiosos usados por tribos pele-vermelhas ancestrais, os "totems".Cerca do meio-dia e após percorrermos cerca de 14 kms., reencontrámos o jardim de Belas, onde devorámos suculentas ameixas que a companheira Irene Martinho ofereceu aos "compagnons de route"e houve até quem não se esquecesse de levar para casa os famosos "Fofos de Belas", que são uma importante referência na riqueza gastronómica de Sintra.No próximo sábado os CAMINHEIROS DO MONTE DA LUA vão passear em Mafra. Até lá!

sábado, 2 de julho de 2011

PARA QUE SERVE A CLASSE MÉDIA

Para se entender melhor porque razão as crises afectam sobretudo a classe média, atente-se neste diálogo entre Colbert (ministro de Estado e da economia) e Mazarino (1º. ministro) durante o reinado de Luís XIV:

Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...

Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!

Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: Criam-se outros.

Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: Sim, é impossível.

Colbert: E então os ricos?

Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: Então como havemos de fazer?

Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável.


No séc. XVII os políticos já sabiam que a classe média era a melhor fonte de financiamento do Estado e os políticos actuais aplicam a mesma receita massacrando sempre os mesmos.
Coitada da classe média!


sexta-feira, 1 de julho de 2011

O SUBSÍDIO DE NATAL DO NOVO PINÓQUIO




Na última campanha eleitoral o candidato Pedro Passos Coelho foi interpelado por uma aluna da Escola Secundária de Vila Franca de Xira sobre a possibilidade de o subsídio de natal ser subtraído aos trabalhadores.
Passos Coelho respondeu que isso seria um disparate.
Isto aconteceu precisamente no dia 1 de Abril de 2011. O DIA DAS MENTIRAS!
Decorridos cerca de 3 meses, o agora 1º. ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou que os trabalhadores e pensionistas irão ser tributados no subsídio de natal pela importância correspondente a 50% do excedente do valor do salário mínimo nacional.
Considerando que foi em pleno DIA DAS MENTIRAS que o candidato Pedro Passos Coelho negou que tomaria esta medida, poderá concluir-se que o "Obama de Massamá" (Felícia Cabrita dixit) mentiu parcialmente aos portugueses. Só não mentiria se executasse o contrário daquilo que afirmou no DIA DAS MENTIRAS e retirasse integralmente o subsídio de natal aos portugueses.
Conclui-se também que os portugueses ganharam com a troca de 1º. ministro. O povo dizia que José Sócrates era mentiroso. Ora Passos Coelho é apenas parcialmente mentiroso.
Dirá o povo que continuamos a ser governados por
PINÓQUIOS!

O Pai do Bicho deixa aqui uma tabela publicada no "Público" que exemplifica o efeito deste imposto extraordinário.

domingo, 26 de junho de 2011

A CANÍCULA FOI SUPERADA NO GUINCHO

Perante a previsão de calor abrasador para este domingo, admitiu-se que o Guincho e a brisa que corre regularmente no local, seria um precioso auxiliar para superação dos efeitos da canícula.Por isso, os CAMINHEIROS DO MONTE DA LUA reuniram as "tropas" em Oitavos, na estrada do Guincho, cerca das 08h30 de hoje, para realizarem uma caminhada com cerca de 13 kms.,com uma intrusão numa área residencial que parece manter-se imune à crise que o país atravessa.Enquanto aguardávamos pela chegada de alguns companheiros, o Jerónimo foi verificar o estado do mar.Iniciada a caminhada,subimos até ao restaurante de Oitavos
e com a boa disposição a imperar no grupo, cumprimentámos uma gigantone acompanhada de um canídeo, cuja dimensão suscitou uma excelente montada.Ao atravessarmos a zona residencial deparámos com algumas "palhotas" que chamaram a atenção pelos seus traços arquitectónicos. Apreciámos estilos desde o clássico,passando pelo cúbico,tipo moleiro,estilo ouriçoe até uma moradia muito bem vigiada por dois "ferozes animais": um Jaguar e um Mercedes.Seguiu-se a passagem por uma "pastagem" bem cuidada a fazer lembrar um campo de golfe.À passagem pelo picadeiro,avistámos elegantes espécies equídeas.Entretanto, do alto da sua farta bigodeira, El-Rei D. Carlos olhava com sobranceria o grupo de caminheiros.

Passámos depois pelo parque de campismo da Orbitur, em Areiae descemos em direcção ao mar.Chegados ao Guincho, aproveitámos a existência de um parque de merendas para tragarmos a habitual "bucha"e, com os estômagos mais aconchegados, retomámos a nossa marcha.O acesso à Praia do Guinchofoi contemplado com um enorme passadiço que, de relance, até faz lembrar a grande muralha da China.Depois passámos pelo "bunker" residencial do Guincho,pela praia da Cresmina,pelo farol do cabo Rasoe, perto do final, alcançámos o forte de S. Jorge de Oitavos.Antes do meio dia da manhã mais quente do ano (até hoje), o passeio matinal estava concluído e como demonstrámos capacidade para derrotar a canícula fomos premiados com doces ameixas gentilmente oferecidas pela companheira Irene Martinho.A pensar no próximo passeio seguiram-se as despedidas. E todos se puseram ao fresco que as suas casas lhes iriam proporcionar.