quinta-feira, 18 de março de 2010

AVENIDAS NOVAS

Porque é que as avenidas novas foram assim designadas?
Não tem grande saber nem grande mistério. Foi a designação utilizada para o desenvolvimento urbano que fez avançar a cidade para Norte, nos finais do séc. XIX e a primeira metade do século XX. Por contraposição às ruas e vielas estilo bazar de Alfama e zona ribeirinha, datadas da Idade Média, surgem novos bairros, de ruas largas e logradouros ajardinados. Uma curiosidade (mais uma): a Avenida da Republica teve, em tempos, uma das maiores concentrações de edifícios de Arte Nova.”

terça-feira, 16 de março de 2010

A GUERRA DA ÁGUA

Uma guerra pela água pode estar prestes a ser travada, sendo ela a guerra do Séc. XXI.
Estima-se que um em cada 5 habitantes do planeta Terra, não tem água potável para beber. A próxima guerra pela água está bem à vista de todos nós. Se existem guerras por causa do petróleo, porque não seria a água um pretexto para desencadear um guerra?
Quase todos nos incomodamos com a falta de água para beber, tomar duche, cozinhar ou a descarga do autoclismo. Dependemos diariamente da água. Imaginemos que a água desaparece. Isso faz mudar as pessoas e transforma o nosso modo de vida.
Este alerta serve para todos nós. Normalmente quando pensamos em água visualizamos os 2/3 do globo e esquecemos que apenas 2,5% dessa água não contém sal e dessa quantidade de água, dois terços encontram-se nos glaciares.
Questões de água tem despoletado várias tensões:
Israel / Jordânia / Palestina: 5% da população do mundo sobrevive com 1% da sua água disponível no Médio-Oriente. Situa-se neste contexto a guerra entre árabes e israelitas.
Turquia / Síria: os projectos da Turquia para construir barragens no rio de Eufrates levaram o país à beira de um conflito com a Síria em 1998.
China / Índia: o rio de Brahmaputra já causou tensão entre Índia e China e pode tornar-se uma faísca para dois dos maiores exércitos do mundo.
Angola / Namíbia: aumentaram as tensões entre Botswana, Namíbia e Angola em torno da vasta bacia de Okavango.
Etiópia / Egipto: o crescimento populacional no Egipto, Sudão e Etiópia ameaça um conflito ao longo do rio mais comprido do mundo, o Nilo.
Bangladesh / Índia: as inundações no Ganges causadas pelo derretimento dos glaciares dos Himalaias chegam ao Bangladesh o que leva a uma migração ilegal para a Índia.
Dá que pensar...

domingo, 14 de março de 2010

O PORCO DE NAFARROS

De acordo com a previsão meteorológica, a manhã de domingo apresentou-se solarenga e com temperatura amena. Ao chegarmos a Nafarros já a nossa vítima estava a ser preparada para nos dar as boas vindasquando regressássemos do nosso passeio matinal.Uma nespereira carregada de frutos parecia anunciar a estação Primaveril que prepara a sua visita para a próxima semana.Passando por um lavadouro público em bom estado de conservação,penetrámos num denso pinhal.Deu-se então um acidente. O Marçal "malhou" e necessitou da intervenção da dedicada fisioterapeuta do grupo, a Eugénia, cujas mãos milagrosas debelaram a lesão muscular do nosso habitual companheiro, permitindo-lhe que concluísse a caminhada.Enquanto decorria o trabalho de fisio-terapia, alguns companheiros aguardavam com alguma ansiedade que o esforço da Eugénia fosse bem sucedido.Passada esta fase, a caminhada prosseguiue em breves instantes alcançámos o areal da Praia das Maçãs,onde junto à ribeira com o mesmo nome saciámos o apetite.Ainda na Praia das Maçãs, mas já no regresso, cruzámo-nos com a ermida da Villa Guida, mandada erigir em 1890 pelo autor do Hino Nacional, Alfredo Keil.Depois de passarmos junto às arribas instáveis que se situam entre as Azenhas do Mar e a Praia das Maçãs,deparou-se-nos uma curiosa construção, com semelhanças a uma fortificação.A marcha continuou em direcção a Janas,onde entre muros duma moradia foi possível apreciar uma planta sui-generis.Após atravessarmos uma parte do Pinhal de Nazaré,chegámos a Nafarros, após cerca de 14 kms. de marcha e constatámos que o bácoro que ao princípio da manhã se encontrava intacto, estava então desprovido de carnes.Pudera, as travessas que estavam sobre as mesas já continham deliciosas febras.O ambiente da sala estava excelente com os "mastigantes" muito concentrados na sua missão.A sopa de pedra com um "toque" de coentros estava soberbae o doce oferecido pela Filomena apresentou-se divinal.Antes de abandonarmos Nafarros ainda fomos brindados com o rabo e as orelhas do porco, fazendo lembrar um ritual das lides tauromáquicas.Foi uma manhã muito agradável e, é de inteira justiça salientar a importância que o Luís Morais teve no "programa de hoje" e também o acolhimento simpático que nos foi dispensado, mais uma vez, pela gente de Nafarros.

sábado, 13 de março de 2010

LISBOA - Origem do nome

Conta a lenda que Lisboa teria sido fundada por Ulisses após a guerra de Tróia. Seja mito ou verdade, passou a fazer parte da história de Lisboa. Até Camões fez referência a Ulisses na sua epopeia Os Lusíadas.
Por volta de 1200 a.c., os Fenícios fundaram uma povoação a que deram o nome de Alis Ubbo («enseada amena»).
Olisippo Felicitas Júlia, era o nome da cidade de Lisboa na época dos romanos. No século I antes da nossa era, foi concedido a Olisippo o estatuto de municipium civium romanorum. Os habitantes da cidade passaram a usufruir dos mesmos direitos que os cidadãos de Roma e tinham grande autonomia.
Depois vieram as invasões bárbaras, a partir do século V da nossa era. Alanos, Vândalos, Suevos e os Visigodos. Os Visigodos, já no século VI, alteraram o nome da cidade para Ulixbuna ou Ulixbona. Com a vinda dos árabes, no século VIII, veio também a mudança (mais uma vez) do nome da cidade para Al-Usbuna.
Apesar da pesquisa efectuada pelo Pai do Bicho, não foi possível apurar quando é que Lisboa assumiu o nome actual.
Em frente Al-Usbuna, na margem oposta do Tejo, erguia-se a fortaleza de Al-Madan. Al-Madan, agora mais conhecida por Almada.

quinta-feira, 11 de março de 2010

REEMBOLSO DO IRS



Começou ontem a possibilidade de declarar por via electrónica os rendimentos de trabalho dependente ou pensões referente ao ano de 2009.
Está previsto que a devolução do imposto cobrado a mais ocorrerá até ao 20º. dia após a submissão da declaração.
Apesar de ter sido notícia não ser possível à Direcção Geral dos Impostos proceder ao referido reembolso no prazo previsto pelo facto do Orçamento do Estado não estar ainda aprovado, o Ministério das Finanças assegurou em comunicado que se mantém o prazo de 20 dias, 'desde que seja indicado um NIB válido (no caso da entrega conjunta, o NIB deve corresponder a uma conta titulada pelos dois contribuintes) e a liquidação não fique pendente de qualquer medida de controlo interno de cariz automático'. O Pai do Bicho espera que assim aconteça.
Recorda-se no entanto, que o reembolso só será entregue caso não existam divergências no que respeita aos rendimentos ou retenções na fonte, ou ainda nas situações em que o contribuinte não tenha dívidas fiscais em fase de cobrança coerciva, que datam até ao último dia de 2009.
O
Pai do Bicho
permite-se lançar o aviso que este ano ainda será normal que muitos contribuintes sejam reembolsados, mas no próximo, fazendo fé nas medidas preconizadas no PEC, os contribuintes ficarão mais pobres porque certamente vão ter que acrescentar mais uns euros às retenções na fonte. É a crise!

terça-feira, 9 de março de 2010

TIMOR DÁ LIÇÃO A JARDIM

O Conselho de Ministros de Timor-Leste decidiu conceder auxílio às vítimas da Madeira, no montante de 750 mil dólares (556 mil euros), em solidariedade com o arquipélago, na sequência das inundações que atingiram a Região Autónoma da Madeira, provocando dezenas de mortos e avultados prejuízos.
O gesto do Governo de Timor, independentemente do drama que afecta a Madeira, obriga a recordar declarações antigas em sentido contrário. Em Agosto de 1999, quando Timor era palco da destruição provocada pelas milícias pró-Indonésia e em todo o mundo se multiplicavam as manifestações de solidariedade e o envio de ajuda financeira, na Madeira, as posições oficiais foram diferentes.
De férias no Porto Santo, Alberto João Jardim garantiu que a Madeira não daria "um tostão" para Timor e que não admitia que o Estado português "mexesse" nas transferências a que a Região tinha direito. 'Nem um tostão para Timor' foi uma frase que provocou as mais duras reacções, em todo o País.
"A filosofia popular ensinou-me que cada um se deve governar por si", acrescentaria o presidente do Governo Regional, a 29 de Agosto de 1999.

É consolador e até comovente saber que Timor-Leste, um país ainda a nascer e que acumula grandes dificuldades, se dispõe a contribuir para a recuperação da Madeira.
É sempre assim: os pobres são os maiores ricos. A sua generosidade não tem limites. Dão o que têm e o que não têm. Dão não o que sobeja, mas o que lhes falta.
Por isso é que são pobres?

Por isso é que são ricos!

domingo, 7 de março de 2010

VESTÍGIOS ROMANOS NA CATRIBANA

O passeio da manhã de domingo ficou marcado pela presença de vestígios da passagem dos Romanos pela região sintrense.Encontrámos estradas tipicamente alisadas, com grandes pedras e bermas delineadas. Faziam parte de uma rede de comunicações originária da Península Itálica que ligava Roma ao seu império em expansão. A grande extensão da cobertura oferecida pelas estradas romanas deu origem ao ditado popular que diz que "todas as estradas vão dar a Roma" ("todas os caminhos levam a Roma").Passámos também pela Ponte de Catribana, sobre a Ribeira da Samarra, que se situa próxima da aldeia de Catribana, na freguesia de São João das Lampas, concelho de Sintra. Esta Ponte é composta por um único arco e parapeito, e terá sofrido diversos restauros e algumas alterações ao longo dos séculos.Junto a esta ponte existe uma interessante e vistosa cascata formada por enormes lajes, sobre as quais corre um abundante caudal de límpidas águas, que foram alimentadas pela intensa pluviosidade deste Inverno.Vamos então ao passeio que começou cerca das 09h00 junto ao fontanário da Tojeira.Ainda dentro desta simpática aldeia tivemos um inesperado encontro com um compenetrado empregado de mesa.Depois de descermos por uma estrada Romana de piso muito irregular,chegámos junto às cascatas da Ribeira da Samarra, onde nos detivemos durante o tempo necessário para desfrutarmos da beleza e tranquilidade que o local proporcionava.Seguiu-se uma curta subida,que nos levou a uma cota donde se avistava o mar e, quanto a mar "ficámos conversados" pois não foi possível chegar à Praia da Samarra porque o nível das águas da ribeira com o mesmo nome estava demasiado elevado, bloqueando o acesso à praia conforme estava planeado.Chegados à povoação de Cortesia apreciámos um artístico mural que indica a direcção de uma oficina.Foi este o local escolhidopara degustarmos pão com chouriço, ainda quentinhoe deliciosos bolinhos de limão que a Zé confeccionou e que amavelmente pôs à disposição de todos os caminheiros.Retomando a marcha, foi por vezes possível contornar os lamacentos caminhos,optando em alternativa por atravessar campos cultivados e baldios.Após cerca de 13 kms. de caminhada e com o relógio a marcar meio dia e meia hora, chegámos à Fonte dos Coxos, (segundo um habitante local, foi mandada construir por um coxo), numa manhã em que esteve bem presente a amizade que S. Pedro nutre pelo grupo.