quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

SÁ PINTO VERSUS LIEDSON

Em 1997, Ricardo Sá Pinto agrediu o então seleccionador nacional Artur Jorge. Foi por isso castigado com uma suspensão de 3 épocas e transferido para a Real Sociedade.
Após o "exílio" voltou a representar o Sporting e em 2005 envolveu-se numa escaldante discussão com Liedson, porque impediu o "Levezinho" de apontar uma grande penalidade, contrariando instruções do técnico da equipa.
Paulo Bento foi seu colega de equipa e mais tarde seu treinador. As relações entre ambos também não eram as melhores.
Com a saída de Paulo Bento e Pedro Barbosa, Sá Pinto foi nomeado director do futebol leonino, passando a ocupar lugar no banco de suplentes durante os jogos.
Na quarta-feira passada, Rui Patrício depois deste ter pontapeado deficientemente a bola, devido a um ressalto num buraco existente no relvado de Alvalade. O lance resultou num golo para o adversário e a claque sportinguista não poupou o jovem guarda-redes.
Segundo a imprensa, Liedson (que se encontrava no banco de suplentes) gesticulou para as bancadas reprovando os apupos e Sá Pinto mandou-o calar. A discussão prosseguiu a caminho do balneário e já no seu interior acabou em agressões mútuas.

No meio de tudo isto "ninguém fica bem na fotografia":
Os adeptos que apuparam o jovem guarda-redes, insultaram anteriormente Pedro Barbosa, Paulo Bento, etc... e há bem pouco tempo aplaudiram Ruben Micael. É estranho? Não. É apenas uma demonstração da irracionalidade que grassa em muitas mentes das claques clubistas.
Liedson teve uma atitude positiva quando em defesa do grupo reagiu à "crucificação" injusta de Rui Patrício, mas deveria ter evitado envolver-se em discussões e violência gratuita com o seu director.
Sá Pinto, embora para muitos seja uma referência do Sporting, saiu pela porta pequena, porque não conseguindo controlar as emoções e não sabendo colocar-se no seu lugar, não se deu ao respeito.
Até o relvado "fica mal na fotografia" pelo estado deplorável em que se encontra há muito tempo, impedindo os jogadores de praticarem futebol de boa qualidade. Quem é o responsável por isto?
O Presidente José Eduardo Bettencourt cometeu um erro de "casting" escolhendo para dirigente Ricardo Sá Pinto, que pelo seu passado conflituoso e agressivo, fazia prever que à mínima faúlha, incendiaria o clube de Alvalade. É óbvio que foi uma má opção e o Presidente dificilmente se livrará de ser acusado de principal responsável pelos acontecimentos.
Para quando o termo desta cultura de auto-flagelação no clube leonino?
É certo que casos como este não deveriam acontecer, mas quando acontecem (não é só no Sporting) não podem ser tornados públicos e têm que ser bem resolvidos dentro das paredes do clube. Uma instituição não é mais forte por não ter problemas no seu seio, mas pela maneira como os resolve.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O PÃO NÃO ENGORDA

É falso dizer que o pão engorda e que quem está a fazer dieta não o deve comer.
Este alimento fornece cerca de 250 kcal/100g e, como qualquer alimento, deve ser comido com moderação.
O grande problema não é o pão por si só, mas sim o que lhe juntamos. Para se ter uma ideia... 10g de manteiga tem aproximadamente 90 kcal.
Também não é verdade que o pão integral engorde menos que o pão branco, pois fornece sensivelmente as mesmas calorias. Contudo, o pão integral (ou mistura, centeio) é nutricionalmente mais rico que o pão branco, fornecendo vitaminas minerais, hidratos de carbono e fibra alimentar que, conforme referido, são nutrientes fundamentais na nossa alimentação.
Devemos comer pão em todas as refeições.

Fonte: "Única" 07-11-2009

domingo, 17 de janeiro de 2010

DE COLARES À ADRAGA

Apesar do cinzento celeste, não choveu durante o passeio que realizámos esta manhã a partir de Colares e, para iniciar uma caminhada, que haveria de perfazer cerca de 10 kms., nada melhor que uma estrada de asfalto,evitando-se assim eventuais lamaçais resultantes deste prolongado ciclo de chuva, cujos vestígios são bem evidenciados nos alagados campos por onde passámos.Depois de percorrido um curto caminho entre canaviais,surgiu uma longa descida em piso de areiae até foi necessária uma mão amiga para auxiliar na travessia de uma ribeira.Entre dois enormes montes esperava-nos a Praia da Adraga.Junto à imponente Pedra de Alvidrar - que no tempo dos romanos era usada como o local para julgamento de onde se atiravam os acusados de crimes, que no caso de sobreviverem eram considerados inocentes; caso contrário, seriam dados como culpados - verificámos que apesar da baixa mar, o mar estava demasiado subido.Dadas as circunstâncias, não foi possível realizarmos a programada visita à Gruta que está sob a Pedra de Alvidrar, mas houve quem tentasse...E até quem procurasse soluções mais arrojadas.Para o habitual aconchego estomacal foi escolhido um agradável local junto à praia,que até dispõe de um restaurante, onde a Filipa, Esmeralda e João tomaram a "bica da ordem".
Antes de abandonarmos a Praia da Adraga ainda deu para observar a erosão no areal provocada pelo enorme caudal do leito da ribeira que ali se encontra com o mar.Depois de vencida uma difícil subida em piso de areia,alcançámos o alto das falésias,que abruptamente se despenham nas águas azuis bordejadas pela espuma branca do Atlântico.O fascínio das paisagens transmitiu-nos a força necessária para ultrapassarmos os desafios que o percurso acidentado nos ia obrigandoe, à semelhança passeios anteriores, um marco geodésico serviu de ponto de reunião dos 15 caminheiros.Ao longe já se divisava a Praia Grande em todo o seu esplendor,em cujas lajes verticais se reconhecem as impressões de pegadas de dinossauros, com cerca de 110 a 115 milhões de anos, situadas a 50 metros do areal.Até Colares, onde chegaríamos cerca das 12h30, o caminho era agora mais fácil e até deu para colher espinafres selvagens.Após uma ausência forçada no último passeio, devido a uma inconveniente gripe, foi bom contar com a presença do Bruno Morais.Lembrando que na próxima semana há mais, destaca-se a presença da Eugénia II e da Filipa que, para estreantes nestas andanças, tiveram uma prestação muito meritória.





sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

MÁ MOEDA PREMIADA


Em 2004 Cavaco escreveu o famoso artigo no Expresso defendendo que a boa moeda deveria expulsar a má moeda. Aquela representaria a credibilidade, a competência e a capacidade para elaborar políticas públicas e conduzir os destinos do país. Esta, a má moeda, representaria o seu inverso, ou seja, a incompetência, a desgovernação, a anarquia, o populismo, como se verificou no governo Santana Lopes
Ao escrever o tal artigo designou Santana Lopes de má moeda, logo de incompetente.
Para espanto de boa parte dos portugueses, a Presidência da República anunciou hoje que Santana Lopes será agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, que o distingue por "destacados serviços prestados ao País".
Premiar um Primeiro Ministro que foi destituído por um Presidente da República como ele, é, implicitamente, condenar a atitude do PR em questão (Jorge Sampaio). Neste sentido, Cavaco Silva revela falta de solidariedade presidencial e o seu gesto até parece condenável, a menos que:
O Presidente esteja louco, ou pretenda dar a extrema unção a Pedro Santana Lopes.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

BREVE HISTÓRIA DO PRESERVATIVO


Introduzidos pelos egípcios há mais de 3000 anos, os preservativos chegaram à Europa um milénio mais tarde.
Na Antiguidade, as matérias primas usadas na concepção dos preservativos eram as mais variadas: os chineses faziam-nos com papel de seda untado com óleo; os egípcios utilizavam intestinos de animais cozidos; os cretenses recorriam a bexigas natatórias de peixes.
No século XVI o anatomista italiano Gabriel Fallopius (o mesmo que viria a dar o nome às trompas) recomendava pela primeira vez um incómodo saquinho feito de linho e amarrado com um laço, utilizado para combater a epidemia de sífilis que assolava o Velho Continente.
Um século depois, um médico inglês - conhecido como dr. Condom resolveu criar um protector feito com tripa de animais para o rei Carlos II de Inglaterra, a fim de evitar o nascimento de tantos filhos ilegítimos.
O preservativo como o conhecemos hoje, em látex, só foi patenteado em 1916 por Julius Fromm.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

PEIXE NÃO PUXA CARROÇA?

"Malandro é o cavalo marinho, que finge que é peixe para não puxar carroça..."
A conhecida expressão popular que afirma que "peixe não puxa carroça" terá a sua razão de ser no facto de que por um lado a digestão do peixe é mais fácil e por outro o de ser consumido, preferencialmente, cozido ou grelhado.
Este é um dos mitos associados ao consumo de peixe e que leva tantos de nós a cometer erros alimentares. Mas o mito não nasceu por acaso: resulta da sensação precoce de "fome" após uma refeição de peixe.
É falso dizer-se que o peixe não alimenta. O peixe é mais facilmente digerido do que a carne e uma fonte de proteínas de elevada qualidade, tendo um teor de gordura mais reduzido. As gorduras do peixe são mais saudáveis.
Uma das formas de atrasarmos a digestão do peixe é acompanhar a refeição com outros alimentos de digestão mais demorada, nomeadamente vegetais folhosos como as couves e leguminosas como ervilhas, feijão, grão-de-bico, lentilhas...travando assim o impulso de voltar a comer.
Muito se tem falado nos óleos de peixe e nos seus benefícios para a saúde humana.
Mais concretamente, O interesse pelo consumo de peixe foi motivado pelo facto de se ter constatado que a população esquimó apresentava níveis muito baixos de colesterol no sangue, constatou-se que a sua alimentação (à base de peixe) era rica em gorduras animais. Paralelamente e, ao contrário do verificado no mundo ocidental, as doenças reumáticas e cardiovasculares eram menos frequentes nesses indivíduos, o que desencadeou uma série de estudos tendentes a encontrar um explicação para este facto. Posteriores análises ao sangue dos esquimós, revelaram então a presença de níveis elevados de ácidos gordos essenciais de um tipo especial, que viriam a ser conhecidos por Ómega-3.
Pelas razões apresentadas, o Pai do Bicho está convicto que quando Margarida Sousa Uva (mulher de Durão Barroso) recomendou aos portugueses: "sigam o cherne", estava concerteza a pensar nos benefícios do consumo de peixe. Concordam?

domingo, 10 de janeiro de 2010

SETE MAGNÍFICOS NA SERRA DE SINTRA

A previsão para a manhã de domingo de forte chuva e vento, aliados à baixa temperatura (2º) não foi suficiente para demover alguns caminheiros de realizar a habitual caminhada. Porém, devido às condições atmosféricas a partida inicialmente prevista para a Malveira da Serra foi alterada para a Barragem do Rio da Mula.A rota que melhor se adequava às condições do tempo foi criteriosamente escollhida pelo Luís Morais.O ambiente inicialmente escurodesvaneceu-se gradualmentee até permitiu visibilidade longínqua, deixando ver a costa entre Cascais e a Guia.Ao encontrarmos algumas colmeias ficámos a saber que as abelhinhas também apreciam os ares da serra.Apesar da chuva o piso encontrava-se "palmilhável"

e a mata transitável.De sorriso nos lábios e muito bem "enchumaçado", o ´nosso repórter provou que é possível resistir "na desportiva" às condições adversas do tempo.Já no regresso,passámos por uma antiga piscina e abrigo, que se supõe terem sido utilizados por D. Fernando de Saxe - Coburgo, Rei Consorte de Portugal pelo seu casamento com a Rainha D. Maria II. Este príncipe era um apaixonado pela Serra de Sintra e mandou construir o actual Palácio da Pena a partir das ruínas dum convento que existia no local.Em oposição ao melancólico verde escuro,o verde claro parecia transmitir uma tonalidade mais alegre à paisagem.Percorridos cerca de 8,5 kms estávamos de novo na Barragem do Rio da Mula que se apresenta com um nível aquífero normal para a época.Pela sua audácia, os "SETE MAGNÍFICOS" que hoje penetraram nas profundezas da Serra de Sintra, merecem que o seu nome fique conhecido. São eles (da esquerda para a direita): Tina, Mena, Luís, Carlos, Isabel, Zé Brites e Zé Nascimento."GRUTAS NA ADRAGA" é o tema para o próximo domingo.